O POVO CARIRI 10/12/2018 - 08h00

Histórias com sabor: conheça locais tradicionais no Crato

Um pouco sobre a vida de pessoas que estão por trás de restaurantes e lanchonetes no Crato
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Gabriela Custódio gabrielacustodio@opovo.com.br
FOTOS: CAMILA DE ALMEIDA
Ricardo Pereira, 49, proprietário do Pau D'arco

Berço de diferentes tradições, o Cariri guarda histórias que passam de geração em geração. Em lanchonetes e restaurantes — alguns com mais de uma década de existência — não é diferente. Cozinha adentro, para além das comidas preparadas para atender ao gosto dos clientes, é possível ter contato com quem um dia resolveu empreender e conhecer essas memórias. Buscando alguns personagens na região, a revista O POVO Cariri visitou quatro locais na cidade do Crato. Confira:
CAMILA DE ALMEIDA
O cardápio do Pau D'arco conta com 28 sabores de pizza

Pizzaria e restaurante Pau D´arco
Há 16 anos, o Pau D’Arco foi inaugurado com "pizza, espetinho e cerveja gelada", segundo conta o proprietário Ricardo Pereira, 49. "Era algo diferente. O público, na época, tinha essa necessidade. Tinha demanda, mas não tinha tanto comércio assim para o segmento", lembra. Antes representante comercial e à época desempregado, Ricardo dera início ao negócio em sociedade com o concunhado.

"Ele tinha um comércio do outro lado [da avenida] e eu morava com ele. Foi na época que eu estava desempregado e ele só com o mercadinho, que não dava para segurar tanta gente, não. Aí surgiu a ideia de abrir aqui e realmente pegou, graças a Deus." Os sócios passaram a investir em comidas regionais e um dos destaques é a paçoca de carne batida no pilão (R$ 16,90). Porém, os clientes podem encontrar de tudo um pouco, como o filé à parmegiana, peixes e frutos do mar, além de 28 sabores de pizza.

Sozinho à frente do negócio há seis anos, o empresário aponta o atendimento e a qualidade dos produtos como diferenciais da casa. "Você ter um cliente lá em Barbalha, ele atravessar todo esse mar de restaurantes que tem agora e vir comer aqui é porque o produto é bom, o local é bom, o atendimento é bom", defende.

Serviço
Endereço: av. Pedro Felício Cavalcante, 1910 — Granjeiro
Horário de funcionamento: terça a quinta-feira, das 16h às 23h; sexta-feira, das 17h a 0h; sábado, das 11h a 0h; e domingo, das 11h às 23h
Telefone: (88) 3521 6126
CAMILA DE ALMEIDA
Atualmente, o salgado mais pedido na Lanchonete João Botelho é o pastelão de carne e ovo (R$ 2,50). O suco de goiaba, da fruta, custa R$ 1,50

João Botelho
Há 40 anos no número 1.241 da rua Coronel Luís Teixeira, a Lanchonete João Botelho teve início com a venda de sorvetes e picolés. Com o tempo, o fundador — que deu seu nome ao empreendimento — ampliou os produtos e passou a oferecer salgados e sucos. Pelos preços baixos, a lanchonete foi apelidada de "McDonald's dos pobres" ou "Cinquentão", esse último em referência aos salgados e aos sucos vendidos a R$ 0,50 cada. Desde 2015, os salgados variam de R$ 2,50 a R$ 3 e os sucos, de R$ 1,50 e R$ 2,50.

Em 2009, quando o fundador faleceu, a esposa, Maria Eliane de Lima Botelho, ficou à frente do negócio. Quando completou 18 anos, o filho, o estudante de Administração Lucas Botelho, assumiu as responsabilidades. "Foi assim que a gente começou. Um pequeno negócio e, aos poucos, foi crescendo, crescendo, de acordo com as oportunidades que iam aparecendo. Apesar de não ter um estudo e não ser formado, ele [João Botelho] teve uma visão empreendedora bem bacana para a época", conta Lucas.

Desde o início, segundo Botelho, todos os produtos são fabricados na própria lanchonete, e os sucos sempre são feitos da fruta. "Tudo [é] feito na hora, nada de um dia para o outro. É uma política que a gente tem." Entre os aprendizados que leva do pai, Lucas cita a forma como ele tratou cada cliente. "Meu pai era muito querido."

Serviço
Endereço: rua Coronel Luís Teixeira, 1241 — Seminário
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h30
Telefone: (88) 3521 0457
CAMILA DE ALMEIDA
Filé de peixe Demócrito Dummar. Porção para duas pessoas a R$ 49,50

Restaurante e pizzaria Chef Victor Hugo
O uruguaio Victor Hugo Garcia Oliveira, 60, chegou ao Brasil há quase quatro décadas. Curioso, como se define, e apaixonado pela cozinha desde pequeno, atuou em diferentes cargos no ramo da hotelaria antes de começar a cozinhar. "Fui gerente de hotel, gerente de restaurante, maître, garçom. [...] Era garçom, mas me interessava pela cozinha, tive a sorte de que teve gente que quis [me] ensinar e eu fui aprendendo um pouquinho aqui, um pouquinho ali", afirma Victor Hugo.

Com a ideia de abrir uma churrascaria, mudou-se para o Cariri em 2005, mas afastou-se do empreendimento após não andar bem a parceria com o sócio. Por fim, em 2006, em parceria com a esposa Altina Ricardo da Silva, abriu o Restaurante e Pizzaria Chef Victor Hugo.

Inicialmente, o casal vendia pizzas e salgados. Em 2010, o empreendimento foi levado para o Centro do Crato e deu início ao cardápio de restaurante. Entre os pratos tradicionais: Medalhão, Filé à delícia e Parmegiana.

Já entre as criações próprias estão: Filé de frango Chef Victor Hugo e Filé de peixe Demócrito Dummar, nomeado em homenagem ao ex-presidente do Grupo de Comunicação O POVO. "Fiz o aniversário do doutor Demócrito Dummar em um restaurante em Fortaleza em que eu era sócio. Ele queria um prato que não estivesse no cardápio. Criei esse peixe. É um peixe grelhado com creme de abacaxi e coco ralado gratinado. Ele gostou."

Serviço
Endereço: rua Padre Frederico, 18 - São José
Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 18h às 22h, e aos sábados e domingos, da 11 às 14h e das 18h às 22h
Telefone: (88) 98811 8219
CAMILA DE ALMEIDA
O caldo do local pode ser servido com ovo frito, pão carioquinha ou cuscuz. A porção de 500 ml custa R$ 6

O velho do caldo
Em 1980, José Feitosa Aguiar, o Seu Zé, resolveu montar um bar. Para se diferenciar dos demais locais, oferecia ao público um caldo de carne moída como tira gosto. Com o tempo, a pedido dos clientes, a porção de caldo ficou maior e o aperitivo tornou-se o principal atrativo da casa. Assim, o estabelecimento coberto por palha e com aparência de boteco foi ampliado e reformado, passando a funcionar apenas durante o dia.

Hoje, um dos 16 filhos de Seu Zé, Francisco Demontier, está à frente do local, junto com a filha, a administradora Natalia Martins, 28, que trabalha no negócio desde 2014. O caldo de carne moída, segundo conta a neta, foi criado pelo avô e aprimorado pelo pai. "É uma receita bem familiar, bem típica do meu avô. Ele quem inventou, ele quem colocou todos os ingredientes, o meu pai só tirou alguns para melhorar", lembra. 

A criação atrai famílias locais e visitantes de outras cidades e a procura aumenta em época de festas na região do Cariri. "A demanda maior é no fim de semana, mas, quando é época de festa, [vem] muita gente de todo lugar. Não só aqui de perto, mas também de fora, de Fortaleza e até de São Paulo. [...] As pessoas procuram mais pelo boca a boca", conta.

Servida com ou sem ovo frito e acompanhado por pão carioquinha ou cuscuz, a porção de 500 ml do caldo custa R$ 6. Outra opção do local é o arrumadinho: cuscuz, carne moída e ovo, a R$ 7. Mas o primeiro, segundo Natalia, é o mais pedido.

Serviço
Endereço: av. Padre Cícero, 1681 — São Miguel
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 5h30 às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 5h30 às 11h
Telefone: (88) 99630 7791

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