Atlas 25/07/2014

Brasil é ao 79º lugar no IDH, mas cresce menos que vizinhos e Brics

O País está equivalente à Geórgia e Granada, porém supera Argentina e Venezuela. Políticas sociais como Bolsa Família são destacadas pela ONU
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Ingrid Coelho ingridrodrigues@opovo.com.br
MÁRIO BITTENCOURT/FOLHAPRESS
Programa Bolsa Família é apontado pela ONU como um dos fatores que contribuem para o crescimento do IDH brasileiro

O Brasil melhorou a sua posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas o ritmo de crescimento está abaixo da maioria dos países vizinhos da América Latina e dos Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre 187 nações, o relatório Atlas do desenvolvimento, da Organização das Nações Unidas (ONU) coloca o Brasil no 79º lugar, um acima do ranking anterior, ao lado de países como Geórgia e Granada.

 

O indicador é elaborado com base em dados de saúde, educação e renda da população nacional. Quanto mais próximo de 1, melhor o desenvolvimento. Em 2013, o IDH brasileiro foi de 0,744. Assim, esse número leva em consideração uma expectativa de vida no País de 73,9 anos; 15,2 anos esperados de escolaridade; 7,2 anos médios de estudo para a população acima de 25 anos e Renda Nacional Bruta per capita de US$ 14.275, ajustados pelo poder de compra.


Entre 2012 e 2013, o Brasil teve um avanço de 0,27% no índice. Saiu de 0.742 para 0.744. Entre os Brics, apenas a Rússia cresceu em ritmo mais baixo que o brasileiro, 0,13%. Entre os vizinhos, o desempenho do Brasil foi superior a apenas duas nações: Argentina, 0,25%, e Venezuela, 0,13%.


De toda forma, o País é um dos destaques do relatório internacional. O programa Bolsa Família e a política de cotas nas instituições federais de ensino superior são elogiados no documento. A redução do trabalho informal e as políticas anticíclicas adotadas como resposta à crise financeira de 2008 também são mencionadas no texto.


“Uma outra forma de avaliar o progresso (da nações) é acompanhar o crescimento do consumo entre os 40% mais pobres de uma população. Por este ângulo, alguns países se saíram bem. Na Bolívia, Brasil e Camboja, o crescimento do consumo entre os 40% mais pobres tem sido mais acelerado do que entre o restante da população”, afirmou o relatório.


Passivo histórico

Para Jorge Chediek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, o País passou por uma “melhora consistente das condições de vida das pessoas nos últimos 30 anos”. Ele afirmou que “através dos anos e dos governos”, o Brasil teve uma “trajetória extremamente positiva”.

 

“O Brasil só não está muito melhor porque, embora tenha feito muitas coisas nos últimos anos, o passivo histórico do País é enorme”, argumentou.


Coordenadora do Atlas do desenvolvimento no Pnud, Andrea Bolzon ponderou ainda que há uma tendência mundial de desaceleração do crescimento do IDH: “Os campeões de crescimento nessa última década partem de uma situação extremamente deprimida do ponto de vista do desenvolvimento humano”, afirmou ela, citando Etiópia e Burundi como exemplo.


Neste ano, dos 187 países avaliados, 114 mantiveram sua posição no ranking, 35 caíram e 38 subiram de posição, entre os quais o Brasil. (das agências de notícias)

> TAGS: idh uno brasil
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