Paulo Gadelha 01/02/2016

"O desafio da zika pode ser comparável ao da aids"

Médico cearense que preside a Fiocruz cita a geração de crianças que será afetada pela microcefalia, associada à zika, e fala sobre pesquisas para conter o poder do Aedes aegypti
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Cláudio Ribeiro claudioribeiro@opovo.com.br
FOTO PETER ILICCIEV/FIOCRUZ

 

Os cientistas buscam respostas. Todos se veem agora diante do desafio do zika vírus. “Estamos enfrentando talvez um dos maiores desafios de saúde pública ao longo dessas últimas décadas. Diria deste século”, disse ao O POVO o médico cearense Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz.


À frente da principal instituição de pesquisa em saúde pública do Brasil - presente em 11 Estados, a partir de agosto no Ceará -, Gadelha diz que o cenário epidêmico de agora da zika guarda muitas semelhanças com o advento da aids no mundo. Principalmente pela dificuldade de decifrar o vírus, como foi com o HIV.


O contexto é de intranquilidade. A zika é causada pelo Aedes aegypti, que também espalha dengue e chikungunya. E há a microcefalia, que se descobriu a partir do Brasil estar associada à zika - e ainda não se sabe quase nada sobre isso.


Há um ano, a zika não era nem sequer citada com relevância. Agora, mundialmente, a doença já é registrada em 23 países e serão 4,5 milhões de casos nas Américas em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde.


O POVO - A Fiocruz fechou com o Ministério da Saúde um plano nacional de enfrentamento às epidemias de dengue, zika e chikungunya no País. Como funcionará?

PAULO GADELHA - O plano tem um conjunto de ações como o combate ao vetor, que é uma das questões centrais. Do ponto de vista mais imediato, como não temos um terapêutico para combater a zika e os efeitos dela em relação à microcefalia, nem temos a vacina, a questão mais eficaz é o controle de vetores. Há uma série de iniciativas já tradicionais e outras que estão em curso que vão estar associadas para buscar maior efetividade no controle domiciliar. Ao mesmo tempo, a Fiocruz está com o projeto da Wolbachia (lê-se voubáquia). É uma bactéria que pesquisadores da Austrália, com a participação de pesquisadores da Fiocruz, conseguiram inocula-la no mosquito Aedes aegypti. Essa bactéria está espalhada no ambiente, está em muitos insetos e animais e não tem nenhum prejuízo para a saúde ambiental nem humana. Mas ela não estava presente no Aedes. Quando eles conseguem inocular no Aedes, ela torna o mosquito incompetente para transmitir os vírus da dengue, zika e chikungunya.

OP - Isso é diferente do mosquito transgênico?

PAULO - Não é o mosquito transgênico. Por isso falo que o País terá que lidar com várias experiências combinadas para ver aquelas mais eficazes ou mesmo a ação combinada que possa ter mais impacto no controle de vetores.

OP - Esse estudo da Wolbachia começou quando?

PAULO - Começou há cerca de dois anos em três áreas aqui do Rio de Janeiro: Jurujuba, em Niterói; Tubiacanga, na Ilha do Governador; e na Urca (na Capital). O mais importante é que já obtivemos sucesso na experiência. Porque ela se vale de uma vantagem comparativa de reprodução desses mosquitos. Ao contrário de ser um mosquito infértil, que é o caso do mosquito transgênico, esse com a Wolbachia se reproduz, mas com uma vantagem sobre outros. Os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com fêmeas que têm e com as que não têm Wolbachia. Depois de um certo tempo, vão sendo substituídas as populações de mosquito. E 85% dos mosquitos daquela área, depois de um tempo, já contêm a Wolbachia. Porque ela é transmitida da fêmea para os ovos. Tem a vantagem comparativa de se reproduzir o mosquito macho e a fêmea com Wolbachia e nos outros casos eles não reproduzem.

OP - Por que no mosquito transgênico, só o que nascer é que passa a não ser vetor?

PAULO - O transgênico trabalha com a ideia de que ele esteriliza a fêmea. A ideia é baixar a população de Aedes a um ponto em que não se tenha densidade de mosquito para transmitir o vírus. No caso da Wolbachia, ela mantém a população de Aedes, mas sem a capacidade de ser vetor para essas doenças. Não esteriliza, mas não transmite. A gente quer ver quais mecanismos podem ser combinados. A vantagem da Wolbachia? É um projeto sustentável. Na medida em que se garante a reprodução desses mosquitos, não precisa mais colocar Wolbachia naquele local. A própria reprodução dos mosquitos garante que ali não haverá transmissão.

OP - Já há cálculo de como a Wolbachia se espalha? É rápida?

PAULO - Em poucos meses, ela já está dominando a região. E está em negociação, não há uma definição ainda, já com o aval da Prefeitura de Niterói e estudo junto ao Ministério da Saúde, pra gente fazer isso na escala de Niterói. Aí já se pega uma população de mais de 400 mil habitantes.

OP - Quando chega a outras regiões do País?

PAULO - Isso leva algum tempo. A ideia é que em Niterói, quando o projeto chegar no segundo ano, a partir de 2016, já 50% da área da cidade estaria coberta. E 75% no terceiro ano. Se a gente tem sucesso até o segundo ano com os 50%, já se pode pegar a experiência e levar a outras capitais do País.Pegar uma população maior.

OP - Isso está no plano de enfrentamento com o Ministério?

PAULO - Está dentro do plano de enfrentamento. É uma das experiências trabalhadas.

OP - Então o plano é pensado a médio prazo?

PAULO - É, porque uma mobilização muito intensa do controle de vetores pode reduzir a transmissão dos vírus, mas não temos condição de garantir num curto prazo que você vá ter uma redução que garanta apenas a transmissão mínima desses vírus. A gente vem tentando há anos essa mobilização intensa para controle de vetores. Agora, há uma consciência na população que estamos diante de um problema de gravidade extraordinária. Isso facilita a mobilização e, portanto, teremos mais efetividade no controle de vetores. Mas, mesmo assim, a gente sabe que vem o verão aí, no caso aqui do Rio de Janeiro.

OP - Os meses de abril e maio costumam ser mais perigosos.

PAULO - Vai ter levas ainda de dengue, zika e chikungunya.

OP - Quando o mosquito transgênico chegará à região Nordeste?

PAULO - Tanto a experiência da Wolbachia como a do mosquito transgênico estão ainda em território limitado. Primeiro é preciso comprovar a eficácia e isso está sendo demonstrado nos dois casos. No caso do mosquito transgênico, em Piracicaba (SP) houve uma redução significativa de ovos, das larvas, mas ainda é uma região pequena. Na Wolbachia, a mesma coisa.

OP - Mas há previsão de quando será a expansão desses testes?

PAULO - Uma vez comprovada a eficácia, a expansão dos testes vai exigir também questões de natureza logística e de capacidade de produção desses mosquitos numa escala muito maior. Vamos ter mais questões. Quais são os mecanismos melhores para distribuir no território? Qual a melhor forma de fazer a discriminação entre fêmea e macho para garantir eficácia maior no processo reprodutivo? Como se mobiliza melhor a população e o serviço de saúde? Como se chega a territórios menos acessíveis? Além do experimento, você tem a logística. Não há um prazo. No caso da Wolbachia, a gente caminha para uma população de 400 mil. Foi o caso também da experiência australiana na Indonésia. Começou no Vietnã, já está em curso a experiência na escala de 400 mil habitantes. O sucesso comprovado, que estamos certos que irá acontecer, pode nos levar a uma situação mais segura e, já na metade do próximo ano, dizermos que temos condições de passar para outra cidade.

OP - Qual o impacto dessa descoberta feita pela Fiocruz, de que o zika vírus consegue atravessar a placenta? Qual será a etapa seguinte após essa constatação?

PAULO - As descobertas no campo da pesquisa são fundamentais para se conhecer, de maneira precisa, o mecanismo de transmissão e a fisiopatologia dessas doenças. Sabe-se, por evidências anteriores, que o zika chega ao feto e provoca a microcefalia. É uma evidência epidemiológica que só agora está sendo mais comprovada. Mas não se sabe como isso se dá, qual o caminho que o vírus percorre, o mecanismo preciso. Quando se tem uma evidência dessas que a Fiocruz produziu, você começa a dizer que ele atravessa a barreira placentária, está comprovado, e ele está presente numa determinada célula que tem uma característica de ação imunológica. A pesquisa vai continuar. Essa é a única via? Outras células são atingidas? É essa célula que carreia depois para as células nervosas? Na medida em que se elucida isso, você tem pistas. Se a via é essa, então posso ter medicamento que atinja essa célula e impeça a transmissão? Posso bloquear o acesso do vírus a essa célula através de vacina? O próprio desenvolvimento de diagnóstico, de terapia e de vacinas, ele ganha muito com a pesquisa de base, que mostra como se dá o processo preciso da etiologia da doença.

OP - O que é o projeto de microcérebros, usado no estudo da zika?

PAULO - Nós precisamos verificar, ainda em situações de laboratório, como se dá a agressão do vírus às células nervosas. Não as células nervosas isoladas, mas já numa estruturação de como elas se organizam para constituir o cérebro. Esse modelo é uma iniciativa conjunta da Fiocruz, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Instituto da Rede D’Or. Você pega células embrionárias, elas são induzidas para desenvolver a estrutura cerebral. Mas, claro, a estrutura muito menos complexa que a do cérebro desenvolvido. Quando se tem isso, se pode em laboratório colocar partículas, vírus, efeitos de medicamentos. Você começa a modelar um experimento como se fosse a doença ativa. Não estamos trabalhando com o cérebro, mas com modelo de células embrionárias já transformadas em células nervosas.

OP - É um cérebro simulado?

PAULO - Isso mesmo, é uma simulação. Você poderia fazer experiência também com cérebro de camundongo. Mas, primeiro que se evita o uso de um número enorme de camundongos, o que hoje eticamente é um dado importante. Segundo, se aproxima mais do modelo humano. Terceiro, há mais flexibilidade de fazer experimentos pela conformação da modelagem que se faz no desenvolvimento da célula-tronco.

OP - Há outras pesquisas atreladas a esse momento epidêmico?

PAULO - A gente está fazendo estudo de tudo. O desenvolvimento de vacinas é outra linha que estamos trabalhando na Fiocruz. Outros institutos também estão trabalhando. Nossa linha de estudo aproveita uma experiência que tivemos com o Glaxo (laboratório britânico) na feitura de uma vacina para dengue. Ela trabalha com a base da vacina de febre amarela, que produzimos, e faz a mudança de determinadas partes da vacina, para ter os antígenos do zika. Com isso, utilizamos uma vacina que a gente conhece e é segura, e coloca ali os antígenos, que chamamos de quimera. Quimera tem ao mesmo tempo duas naturezas, uma que vem do vírus da febre amarela, mas com componentes da zika.

OP - Essa vacina está em teste pré-clínico?

PAULO - É, bem inicial. Todas as vacinas hoje de zika são ainda em estágio inicial. Está se buscando um processo mais rápido, mas, de qualquer maneira, ela vai exigir todas as fases clínicas, que são as mais longas. Sendo muito otimista, a gente pode imaginar que daqui a um ano, ano e meio, estejamos começando fase de teste. É melhor contar com a ideia que serão exigidos cinco anos, por aí, pra vacina sair.

OP - Como funciona o teste rápido para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya?

PAULO - No caso do teste, ele só existe no Brasil na Fiocruz. Ele faz a discriminação ao mesmo tempo se é zika, chikungunya ou dengue. É um teste molecular, distribuído aos Lacens (Laboratórios Centrais Estaduais). Tem a característica de detectar a doença durante a viremia (presença do vírus circulando no sangue). No caso da zika, o período da viremia é curto. Mas é fundamental para as gestantes. Esse teste dá em duas a três horas a confirmação se realmente é zika ou se está mascarando um caso de dengue ou, menos provável, a chikungunya.

OP - Como está sendo, para vocês pesquisadores, lidar com vírus tão pouco conhecidos?

PAULO - Para muitos estudiosos, estamos enfrentando talvez um dos maiores desafios de saúde pública ao longo dessas últimas décadas. Diria deste século. Porque já se tinha questões indicativas de saúde pública da dengue. E já estávamos antecipando o problema seríssimo da chikungunya. Na medida em que se tem, como novidade mundial, a expressão do zika com essa associação forte com a microcefalia... Da mesma forma que se tem a síndrome da rubéola durante a gravidez, essa é uma síndrome zika. Porque, para além da microcefalia, ela pode provocar vários distúrbios de natureza especialmente neurológica, mas também áreas de articulação. A gente sabe hoje que ele permanece um tempo mais longo no líquido amniótico, muito mais tempo do que no sangue. A gente sabe que se pode ter efeitos, mesmo no período mais tardio da gravidez. Se a pessoa é infectada pelo zika, ela pode ter o feto ou a criança nascendo com problemas às vezes de natureza visual, articulares... Estamos compreendendo esse problema como uma síndrome com várias repercussões, onde a microcefalia é a mais grave, a mais dramática.

OP - O desafio parece ser maior do que os cientistas pensavam.

PAULO - É muito maior. Na verdade, o zika está trazendo para o campo da ciência e da saúde pública um desafio que pode ser comparável ao da aids. Com a aids você tinha uma total novidade dos mecanismos de etiologia, fisiopatológicos, repercussões sociais, e se tinha o desafio imenso de lidar com aquela situação nova na saúde pública. No caso da zika, os mecanismos patológicos também são desconhecidos. Será preciso entender muito todo o processo e que está gerando uma consequência social muito grave. Haverá uma geração de crianças que, se sobreviverem, ao longo da vida terão, com gravidades variadas, deficiências no desenvolvimento cognitivo. E serão crianças totalmente dependentes que vão precisar de acompanhamento especial.

OP - Qual o investimento financeiro da Fiocruz nas pesquisas, num recorte apenas deste momento epidêmico?

PAULO - Não tenho isso quantificado. O que estamos fazendo é utilizar nosso potencial já instalado e direcionando fortemente pra zika. Então já tem um investimento estrutural, capacidade laboratorial, pensadores. O que vamos ver agora são recursos adicionais para determinados projetos que vamos realizar.

OP - Para quando está confirmada, em 2016, a inauguração da unidade da Fiocruz no Ceará?

PAULO - O cronograma de obras aponta que provavelmente até julho tenhamos isso concluído. Nossa ideia é inaugurar em torno de agosto. A unidade vai trabalhar com três grandes áreas e vários projetos. Uma é a da atenção básica à saúde da família. O Ceará tem muita experiência e também temos uma equipe muito qualificada. Outra área é a de desenvolvimento de bioprodutos. Fazendo especialmente o que a gente chama de prospecção de moléculas, para que possam ser de interesse para o desenvolvimento terapêutico. Vamos ter um grupo também ligado à Wolbachia, parte de entomologia. O coordenador do projeto vai se transferir para o Ceará e desenvolver esse trabalho.

 

OP - O Ceará será área de teste para a Wolbachia?

PAULO - Será uma área de pesquisa e de desenvolvimento de tecnologias para controle de vetores. Porque os vetores, além das formas já conhecidas que se tem, há uma série de outras doenças. E temos possibilidades de doenças chegando que já existem em outros locais do mundo. O estudo sobre comportamento de vetores, mosquitos, sua biologia, é um trabalho fundamental da saúde pública hoje. Será um núcleo forte. Há outra área, ligada a ambiente e saúde, que terá uma área forte de atuação nossa no Ceará. Estuda questões ligadas a água, efeitos climáticos, agrotóxicos. Como a relação de agravos ambientais impactam na saúde das populações humanas, a especificidade do bioma caatinga, a escassez de água, agropecuária.

OP - Mas há algo pontuado nos estudos em relação ao Ceará?

PAULO - Embora não seja o Estado onde a zika se expressou em maior número de casos - Pernambuco teve mais e é preciso avaliar ainda se houve uma supernotificação -, mas há uma primeira questão intrigando. Aparentemente, pelos dados, os casos mais graves de zika estão sendo no Ceará.

OP - Isso foi comprovado?

PAULO - Pois é, é uma primeira evidência. Tem que ser questionada e investigada. A gente não sabe se é pelo tipo de notificação, se existe algum fator que possa estar adjuvante a isso. O que estou querendo dizer é que sempre haverá questões específicas a serem estudadas quando se tem um problema de saúde pública dessa ordem. A seca no Ceará levou as pessoas a acumularem água em reservatórios, para lidarem com as necessidades cotidianas. Isso já é uma maneira de pensar a circulação diferente do mosquito em relação a outros Estados. Como o sistema de saúde do Ceará está organizado para atender. Rede de atenção básica, serviço de referência... Sempre haverá especificidades de acordo com o território.

 

CONFERÊNCIA


EPIDEMIA. A ENTREVISTA DUROU 52 MINUTOS. EM SEGUIDA,PAULO GADELHA PARTICIPARIA DE VIDEOCONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE O MOMENTO EPIDÊMICO


CASOS EM 2016


ESTIMATIVA. DOS 4,5 MILHÕES DE CASOS DE ZIKA PREVISTOS PARA AS AMÉRICAS EM 2016, A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE ESTIMA QUE UM TERÇO DELES OCORRERÃO NO BRASIL


A ORIGEM


POLINÉSIA. CIENTISTAS AFIRMAM QUE O ZIKA VÍRUS CIRCULANTE NO BRASIL VEM DA POLINÉSIA, ILHA DA OCEANIA LOCALIZADA NO PACÍFICO. O OUTRO ZIKA CONHECIDO É AFRICANO

 

PERFIL

Nascido em Fortaleza, Paulo Ernani Gadelha Vieira tem 65 anos. Em 1970 foi fazer Medicina na Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) e lá ficou. Formou-se em 1976. Tem especialidades em Psiquiatria (1978) e Medicina do Trabalho (1981), mestrado em Medicina Social (1993) e doutorado em Saúde Pública (1995). Atua na gestão institucional da Fundação Oswaldo Cruz desde 1985. Participou da criação de unidades técnico-científicas e coordenou vários projetos institucionais. É presidente da Fiocruz desde 2009.


PERGUNTA DO LEITOR

 

Jônia Sousa, 35 anos, funcionária pública, grávida de seis meses

 

PERGUNTA - Há mais estudos tentando descobrir a atuação do zika no organismo, além da descoberta que o vírus acessa a placenta?

Paulo - Tem. Desde estudos que tentam avaliar se há outros co-fatores importantes na manifestação da gravidade do zika. De natureza ambiental, por exemplo. Aí se analisa através de pesquisas clínicas. Pela Fiocruz, começou em Pernambuco, onde se tem um número muito grande de casos. Essa pesquisa está sendo em conjunto com a Secretaria da Saúde e a Universidade Federal de Pernambuco.

 

espaço do leitor
elizeu silva 02/02/2016 09:30
A diferenca entre Zica e Aids: encontraremos ums vacina contra Zica...
Eduardo Barros Leal 02/02/2016 08:02
A educação da população é muito mais precária que o sistema de saúde, quando pesquisadores revelaram que 80% das infestações estão dentro das residencias, o que se gasta em guerras, daria para combater esta e outras epidemias pelo mundo, mas infelizmente o ser humano é irracional para causas humanitárias.
Zé Bob 01/02/2016 08:12
Prezado Dr. Mundico, há outro fator, muito importante no combate ao vetor: a educação e o comprometimento das pessoas. Isto faria muita diferença.
Dr. Mundico 01/02/2016 07:46
Não se enganem nem se iludam com falsas esperanças. Qualquer epidemiologista sabe que o controle de uma infestação desse tipo é muito difícil. E num país tropical como o nosso e com precária gestão de saúde pública, é coisa próxima do impossível. Cuidem-se, é sério!
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