Uece 08/09/2016

Professores aprovados em concurso da Uece cobram nomeação

Mais de 80 professores classificados em concurso de 2015 aguardam convocação. Alguns largaram empregos na expectativa de chamada no início do ano
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Caio Faheina caio.faheina@opovo.com.br

Aprovados em concurso para vagas de efetivos, 84 professores aguardam nomeação do Governo do Estado para assumirem os cargos na Universidade Estadual do Ceará (Uece). O resultado foi conhecido no fim de 2015. O governador Camilo Santana (PT) teria marcado a convocação para os meses seguintes, mas, segundo professores, remarcou a data algumas vezes sem explicações.

 

A última data prevista para a chamada dos aprovados foi no dia 15 de abril, mas foi cancelada “por motivo de viagem do governador a Brasília/DF”, conforme nota publicada no site da universidade no dia anterior à convocação. A nomeação é uma das reivindicações da categoria, que declarou greve no dia 3 de maio — somando mais de quatro meses de paralisação.


Professores que passaram no concurso deixaram, inclusive, antigos empregos na crença de serem admitidos nos primeiros meses do ano. Foi o caso do professor de educação física José Airton de Freitas, 28. Assim que soube da possível nomeação para janeiro, ele largou o trabalho na Faculdade Católica Rainha do Sertão, em Quixadá. O docente ainda está desempregado. Desde maio, o sustento vem de uma bolsa de pós-doutorado na Universidade Federal do Acre (Ufac).


“Aqui e acolá aparecem umas consultorias na área de educação física, mas são coisas bem pontuais. Ainda tenho isso, mas há professores em situações bem piores”.


De acordo com o reitor da Uece, professor Jackson Sampaio, a chamada dos professores só deve ocorrer após o fim da greve. Segundo o reitor, seria ilegal a nomeação dos docentes com a instituição paralisada. “A gente espera que os professores compreendam e que analisem o término (da greve)”, disse.


Encontro

Na última semana, houve reunião entre representantes das universidades Estadual Vale do Acaraú (UVA), Regional do Cariri (Urca) e Uece, além de membros dos sindicatos de docentes das três instituições e, por telefone, da vice-governadora Izolda Cela. Segundo Sampaio, foi decidido, neste encontro, um conjunto de “grande ações” que “demonstrariam boa vontade do Governo de resolver o impasse”. Entre as medidas estaria a instalação de um grupo de trabalho para analisar distorções entre o salário-base dos professores efetivos e substitutos.

 

O reajuste salarial na proporção de 12,67%, pauta cobrada pelos professores, é “impossível neste momento”, conforme o reitor. Assim como a contratação dos docentes aprovados no concurso de 2015 — que interfere no início do semestre letivo 2016.2.


Para Célio Coutinho, presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (Sindiuece), a situação é preocupante. “Se continuar assim, a tendência é de que o segundo semestre deste ano só comece em 2017”, calcula. Sobre o reajuste, Célio informou que a categoria já flexibilizou a porcentagem para 10,67%. A próxima reunião entre Governo e sindicato está marcada para hoje. 

 

Saiba mais


A UVA está de greve desde o dia 16 de maio. Mais de 1,5 mil alunos não colaram grau devido à paralisação.

 

Autorização do Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (Mapp) para obras nos campi da Uece em Itapipoca e Crateús, é medida sinalizada pelo Governo em última reunião.

 

Frase

“A TENDÊNCIA É DE QUE O SEGUNDO SEMESTRE DESTE ANO SÓ COMECE EM 2017”


Célio Coutinho, presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (Sindiuece)

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