CUIDADOS 12/07/2017 - 17h20

Ronco: conheça causas e tratamentos para este transtorno

Não adianta rir: a doença é um problema sério e precisa ser tratada para que não se transforme em algo mais grave. Reduzir o consumo de álcool, evitar dormir de barriga para cima e beber bastante água podem evitar esse mal
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Diuliano de Freitas diulianofreitas@opovo.com.br
Fotos: sbw18/shutterstock

Se você acha que o ronco é apenas uma situação engraçada e de incômodo, está enganado. O ronco, indicador do estado neuromuscular do paciente, é uma doença que precisa ser levada a sério e, em muitos casos, se não for tratada corretamente, pode trazer inúmeros riscos à saúde. Considerá-lo anormal e reconhecer o problema representa o primeiro passo para o entendimento de sua complexidade.

De acordo com especilistas, o ronco traz como uma das consequências flacidez à garganta: o tono – tom da voz - dos músculos da garganta reduz-se, ocasionado progressivamente o contato das paredes que geram vibrações e ruídos. Durante o sono, além do relaxamento muscular, altera-se a coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da garganta, fazendo com que a inspiração inicie pelos músculos da asa do nariz e se espalhe pela faringe, laringe e parede torácica, alcançando o diafragma.

Segundo a otorrinolaringologista Danielle Maia, os roncadores sofrem de uma perda da coordenação herdada geneticamente. Ela afirma que o ronco precisa ser tratado de forma séria para evitar problemas ainda mais preocupantes. "É preciso acabar com esse mito de que o ronco é algo normal e engraçado. Não é nada disso. As pessoas que sofrem desse problema precisam procurar um especialista o mais rápido para reverter essa situação."

O ronco está ligeiramente ligado à apneia do sono, um tipo de distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme. Em geral, elas são causadas por obstruções transitórias, que é a entrada de uma parte do intestino na passagem do ar pela garganta. Ainda segundo a especialista, sedentarismo, má alimentação e estresse estão fortemente ligados ao ronco.

"O excesso de peso, alimentação ruim e a falta de atividade física são os colaboradores para que o indivíduo, que muitas das vezes já sofre com esse problema, acabe evoluindo para a apneia do sono, podendo levar à morte,” alerta a médica. 

Tratamento

Cpap nasal é um equipamento utilizado no tratamento da apneia, melhorando a qualidade do sono

Existem alguns tratamentos para o grau leve do ronco e é possível, com um aparelho intraoral, que nada mais é que uma placa que o paciente coloca na boca para posicionar a mandíbula. Em outros casos da doença, o Cpap, tipo de gerador de fluxo ligado a uma máscara, produz uma pressão na via aérea e mantem a laringe aberta e hidratada.

A partir de informações da otorrinolaringologista Danielle Maia, as Revistas O POVO selecionaram cinco dicas para quem sofre desse mal ter uma melhor noite de sono e conter esse problema que atormenta muitas pessoas.

1. Reduza o consumo de álcool
O álcool em exagero faz com que aconteça um afrouxamento exagerado dos músculos da garganta, uma vez que eles já ficam naturalmente mais relaxados durante o sono. Nesse caso, mesmo quem não ronca pode ter o problemas nos dias em que consome bebidas alcoólicas em excesso.

2. Evite dormir de barriga para cima
Dormir de barriga para cima faz com que a ação da gravidade e a retração da língua para trás restrinjam a passagem de ar, aumentando as vibrações dos tecidos da faringe. Assim, os especialistas recomendam dormir de lado ou de bruços, o que pode evitar a obstrução do ar.

3. Atividade física
Fazer exercícios como corrida, natação ou até mesmo trocar o elevador pelas escadas têm efeitos positivos contra o ronco. A ação dos exercícios físicos age eliminando o excesso de peso, geralmente ligado ao problema. E em segundo porque aprimora o padrão do sono, fazendo com que se tenha uma melhor noite de descanso.

4. Deixar a cabeça baixa durante o sono
Dormir com a cabeça em uma posição desproporcional ao corpo deixa o canal respiratório mais fechado para a passagem do ar. Neste caso, é recomendado que se use um travesseiro adequado à posição do corpo na hora de dormir. O indicado é deixar a cabeça um pouco mais elevada que o restante do corpo, já que dessa forma as vias respiratórias permanecem mais abertas o que, cosequentemente, evita o ronco.

5. Beba bastante água
Manter o corpo bem hidratado é uma das melhores formas de reduzir o ronco. A água ajuda a conservar o sistema respiratório limpo e manter fluidos viscosos - rico em água, proteínas, sais e células livres.

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