[an error occurred while processing this directive] A leveza mineral de uma artista cosmopolita | O POVO
EXPOSIÇÃO. ARTES PLÁSTICAS 09/03/2016

A leveza mineral de uma artista cosmopolita

Com mais de 40 obras, exposição individual visita últimas duas décadas da trajetória de Maria-Carmen Perlingeiro
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DIVULGAÇÃO
A artista plástica Maria-Carmen Perlingeiro trabalhando em seu ateliê, em Genebra, Suiça


Nascida no Rio de Janeiro, Maria-Carmen Perlingeiro mudou-se para Nova Iorque quando avançavam os anos 1980. De lá, seguiu para Genebra, na Suiça, sua casa até hoje e de onde veio para participar da abertura de sua exposição individual marcada para acontecer amanhã, a partir das 19h30 min, na galeria Multiarte.


Com mais de 40 peças que passeiam pela produção realizada pela artista desde 1999, a exposição oferece ao público algumas das séries mais significativas de sua trajetória. Estão lá as obras de Cadernos de Alabastro, com placas desenhadas em ouro sobre pedra, como se fossem folhas de papel, e as que integram a bem-humorada Recto Verso, com esculturas de pedra que representam objetos do cotidiano em frente e verso.


A galeria também vai exibir as esculturas de parede com folhas de ouro, da série Piercings, seus Livros, esculpidos e empilhados, as esculturas suspensas de Objetos Flutuantes e uma instigante instalação com pedra e pele de cabra, intitulada A Bela e a Fera. A ideia de uma exposição que reunisse tantas séries distintas surgiu no final de 2013, quando Maria-Carmen veio a Fortaleza para conhecer o espaço da Multiarte.


Trajetória

Atraída para o universo das artes pelas cores das gravuras e serigrafias - dedicava-se, no início da carreira, sobretudo à arte popular e experimental - apaixonou-se pelas possibilidades da escultura quando visitou o ateliê que o artista plástico carioca Sérgio Camargo mantinha na Itália, ainda nos anos 1980. Foi lá que conheceu o alabastro, mineral que usaria para substituir o mármore e que guiaria sua produção artística ao longo das décadas seguintes.

 

“A partir daí, comecei a trabalhar com ele, porque ele é maravilhoso. Tem três dimensões e pode ser opaco, durante a noite, ou translúcido, durante o dia”, justifica a artista, que nos últimos 20 anos colocou o mineral, obtido na região da Toscana, no topo da lista de seus materiais favoritos para a criação.


Nos anos 2000, começou a experimentar com outros elementos, como o ouro e a selenita, um tipo de mineral que pode ser encontrado em toda a Europa, México e em minas no sudoeste dos Estados Unidos. “Ele tem um formato curioso, parece um material de alta tecnologia”, descreve a artista. Em sua produção, também realizou esculturas com pedra-sabão - obtidas, no Brasil, sobretudo em Minas Gerais - e mica, um tipo de cristal monoclínico com uso registrado desde os tempos do Egito Antigo.


Maria-Carmen conta que só julga seu trabalho finalizado quando, além de concluída, a obra é fotografada em meio aos elementos de seu ateliê. Algumas dessas fotos, tiradas por ela mesma, fazem parte do catálogo da exposição na Multiarte.


O diretor da galeria, Max Perlingeiro, elogia o caráter ambíguo e múltiplo das obras que compõem a exposição: “Ela mostra os dois lados, como um rebatimento da imagem. Sua obra é muito instigante, todo o processo criativo é muito interessante”.


Apesar do sobrenome em comum, Max e Maria-Carmen descobriram por acaso o grau de parentesco. Os “primos distantes” foram apresentados em 2007, durante uma exposição da artista no Rio de Janeiro e começaram a ensaiar a possibilidade de uma exposição em Fortaleza. “Max começou a selecionar as obras em função da própria galeria, que é um espaço alegre, fresco. E as obras têm um diálogo com esse espaço”, explica a artista.


Para a exposição, Maria-Carmen preparou uma instalação inédita, uma obra com dimensões de 3x8 metros pensada exclusivamente para a ocasião. “É construída com folhas de ouro e cabos de aço dourado, tensionados, com uma geometria bastante intensa”, adianta.

 

SERVIÇO

 

Exposição Maria-Carmen Perlingeiro

Quando: Amanhã, 10, para convidados. Aberta ao público de 11 de março a 9 de abril, de seg. a sexta, das 10 às 18 horas, e sábados, das 14 às 18 horas

Onde: Galeria Multiarte (rua Barbosa de Freitas, 1727 - Aldeota)

Gratuito. Telefone: 3261 7724

 

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