Museu 16/02/2013

Museu da Escrita tem acervo de 1.400 peças

O Museu da Escrita, no Dionísio Torres, reúne manuscritos, canetas, penas, máquinas de escrever e prensas tipográficas. São 1.400 peças dispostas em 16 salas
FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA
José Luís Gomes Moraes: 1.400 peças colecionadas ao longo de 10 anos
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Fruto da iniciativa do economista José Luís Gomes Morais, o Museu da Escrita, inaugurado o mês passado, está aberto para visitas. As 1.400 peças expostas nas 16 salas do museu foram adquiridas pelo próprio José Luís, em cerca de 10 anos de garimpagem no Brasil e no exterior. Foi ele também, com ajuda da mulher, que organizou o museu, sem o auxílio de nenhum profissional especializado no assunto.


Percorrendo-se as salas é possível ter uma ideia da evolução da escrita ao longo do tempo e observar os objetos relacionados ao ato de escrever ou utilizados para reproduzir textos, como penas, livros, canetas, prensas tipográficas e máquinas de escrever, das mais diversas épocas.


José Luís diz que desde criança gosta de preservar objetos, tendo começado a colecionar moedas, álbum de figurinhas, selos e até carteiras de cigarro vazias. Juntando material aleatoriamente, diz ter resolvido direcionar a sua pesquisa para a área da escrita.


Pedindo-se para citar peças que ele considera interessantes, lembra das “escrivaninhas portáteis”, de origem inglesa, utilizadas no período em que o Reino Unido tinha colônias espalhadas por todo o mundo conhecido.


Antepassados muito distantes do notebook, as escrivaninhas portáteis têm mais ou menos esse tamanho, mas com maior profundidade. Na caixa, que se abre propiciando um apoio para a escrita, eram guardados papel, tinta e penas de escrever, utilizados pelos viajantes para fazer contato de negócios ou com suas famílias.


A peça mais antiga do museu é um conjunto original de três folhas escritas por monges copistas da Idade Média. José Luís cita também um livro português de 973 folhas escrito a mão pela mesma pessoa, trabalho que demorou 15 anos. Segundo ele, sabe-se que foi reproduzido pelo mesmo escriba, pois observa-se a mesma caligrafia do início do fim do livro, que data da segunda metade do século 18.


Mas o xodó de José Luís é um peso de papel em forma de pata de leão, sem valor comercial. Ele diz que, ainda menino, começou a trabalhar em um banco em Sobral, sua cidade de origem. Ao deixar o emprego, com 17 anos, pediu e ganhou a peça do gerente do estabelecimento. “Está comigo há 46 anos, é o meu mascote”.

 

SERVIÇO

 

Museu da Escrita Professora Maria Isaurita Gomes Morais

Onde: Rua Dr. Walder Studart, 56 - Dionísio Torres - Fortaleza

Horário de funcionamento: de terça-feira aos domingos das 9h às 12h e das 13h às 17h.

Preço da Entrada: R$ 9,00 (inteira) e R$ 4,50 (meia)

Outras informações: (85) 3244 7729

 

Multimídia

 

Saiba mais sobre o museu em

www.museudaescrita.com.br

 

> TAGS: museu da escrita
Plínio Bortolotti plinio@opovo.com.br
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espaço do leitor
Rosa 16/02/2013 20:07
A visitação é gratuita? Como se a entrada é 9,00(inteira) e 4,50 (meia)?
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Ana Luiza Chaves 16/02/2013 19:53
Parabéns pelo belíssimo e valioso trabalho! A escrita é um marco decisivo para a compreensão da história da humanidade e recheia e dá vida aos arquivos.
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candida 16/02/2013 19:37
Não entendi. A visitação é ou não gratuita?
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katiane 16/02/2013 19:22
A noticia acima diz que a entrada é gratuita, mas logo no final na parte do serviço é colocado o preço da visitação, afinal é cobrado a visita ou é gratuita????
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