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10 anos do escândalo 08/07/2015

Caso "Dólares na cueca" completa 10 anos e está perto de um desfecho

A Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal se encontra em fase de análise de "embargos infringentes", um dos último recursos judiciais na esfera cívil. Até o momento, três pessoas foram multadas
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Renato Sousa renatoallan@opovo.com.br
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Exatamente dez anos após a prisão de José Adalberto Vieira da Silva, ex-petista e à época assessor do então deputado estadual José Guimarães (PT), no aeroporto de Congonhas com US$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil em uma maleta, o chamado “Caso dos Dólares na Cueca” caminha para um desfecho. A Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público Federal, se encontra no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF 5) em fase de análise de “embargos infringentes”, que são o recurso cabível contra acórdão não unânime proferido em apelação ou ação rescisória, dirigido ao próprio tribunal que pronunciou a decisão questionada.


Até o momento, três pessoas foram condenadas: o próprio Adalberto, o ex-presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e o ex-chefe de gabinete da Presidência, Kennedy Moura. Os três foram sentenciados ao pagamento de multa.


Guimarães, hoje líder do governo na Câmara dos Deputados, não chegou a ser julgado. Em junho de 2012, o Superior Tribunal de Justiça determinou sua exclusão do processo. De acordo com o relator da ação, Benedito Gonçalves, “relação de amizade e companheirismo político e partidário não são o bastante para sustentar a instauração de uma ação de improbidade”.


Versões

Nos meses que se seguiram à prisão de Adalberto, travou-se uma sequência de versões sobre a origem do dinheiro. Inicialmente, seria fruto da venda de melões em São Paulo. Em seguida, o próprio Guimarães afirmou que ele seria usado por Adalberto e outro assessor, José Vicente Ferreira, para a criação de locadora de veículos em Aracati. O dono da cifra seria Kennedy Moura.

 

Entretanto, mais tarde, foi atribuída por Adalberto a um amigo empresário que nunca foi identificado. “Eu já expus muita gente nessa história”, alegou. Em 2010, desfiliado do PT e à frente de um mercadinho na periferia de Aracati, ele não quis se pronunciar. Sua defesa mantinha a versão e ele seguia tentando reaver o dinheiro apreendido, sem citar quem seria o verdadeiro dono.


Para a Justiça, porém, a história era outra. O dinheiro teria sido entregue ao então assessor como forma de pagamento a Kennedy por facilitar a concessão de uma linha de crédito do BNB à Sistemas de Transmissão Nordeste (STN). Na época, o banco concedeu mais de R$ 300 milhões para a construção de uma linha entre Teresina e Fortaleza. Durante as investigações, a empresa sempre negou a acusação.


O POVO tentou contato com os citados pela Justiça. Guimarães e Smith não se pronunciaram. Adalberto não atendeu às ligações e seu advogado não foi localizado, assim como não o foi Kennedy.

A STN foi contatada à noite, mas as ligações não foram atendidas.

 

Linha do tempo


8 de julho de 2005

Adalberto Vieira, que embarcava rumo a Fortaleza, foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, com R$200 mil em uma valise e US$100 mil na cueca.

 

14 de julho de 2005

É descoberto ser de Vicente Ferreira o cheque que pagou a viagem de Adalberto a São Paulo.

 

José Vicente Ferreira declara que o então assessor especial do BNB, Kennedy Moura, seria o dono do dinheiro, e a intenção seria utilizá-lo para financiar locadora de veículos


19 de julho de 2005

Adalberto diz que o dinheiro foi de um “amigo”, de quem não revela o nome e exime de envolvimento o deputado José Guimarães e ennedy Moura.

 

Junho de 2010

Por decisão do STJ, Guimarães é excluído do processo

15 de novembro de 2014

TRF da quinta região condena três a multa por participação no que a Justiça considerou um esquema para pagamento de propina.

 

> TAGS: pt cueca escândalo
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espaço do leitor
Roberto Henrique Gadelha e Silva 09/07/2015 08:04
Nosso judiciário é como um Jabuti anda lento demais nas suas decisões finais prejudicando a sociedade.
Júlio Coelho 09/07/2015 08:00
Por essa e outras vemos que uma reforma do judiciário é mais importante que uma reforma politica. Já que o judiciário fomenta e realiza corrupção no país. Dia 16 de Agosto vamos as ruas exigir isso também.
Júlio Coelho 09/07/2015 07:56
Ora! Se Guimarães sabia a origem do dinheiro e para que seria usado, conforme suas declarações. É claro que estava envolvido no processo. No Brasil a corrupção não é punida e compensa. O dinheiro era propina e a punição foi multa é uma piada o que a justiça faz ao povo brasileiro.
Nilton Junior 09/07/2015 07:51
Se ninguém pode postar um comentário nessa bosta tira logo caralho!
Lunga Jr 09/07/2015 07:35
O fedor e a impunidade são incomensuráveis, condenaram os capachos e o destinatário está lider do desgoverno ... pobre Brazil.
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