Lola Aronovich 30/11/2015

"Eu quero quebrar tudo"

Um dos principais nomes do feminismo brasileiro e vítima de recentes ataques na Internet, a blogueira Lola Aronovich quer a quebra dos padrões normativos
notícia 1 comentários
{'grupo': 'especial para O POVO', 'id_autor': 16504, 'email': 'domitilaandrade@opovo.com.br', 'nome': 'Domitila Andrade'}
Domitila Andrade domitilaandrade@opovo.com.br
Rodrigo Carvalho
Lola denúncia ameaças de morte, de estupro e de tortura de que é alvo. Recentemente, foi criado um blog fake, atribuído a ele, disseminando discurso de ódio

 

Lola Aronovich é força e é também acolhimento. A voz muito suave, com um resquício de sotaque no fim de cada palavra, quase destoa da firmeza do discurso. A feminista tem ideais que traz de toda a vida e que lapida diariamente em um dos blogs feministas mais conhecidos do Brasil. Ciente da luta de gênero que encampa, Lola acredita em um feminismo mais amplo, em que cabe o combate a todas as opressões e também uma revolução. Igualdade é pouco. Lola briga por um outro mundo e, mesmo se dizendo desacreditada do poder da Internet de unir as pessoas, a professora deixa que os olhos muito azuis encham-se de sorriso ao desejar um modelo de sociedade que ainda não tem nome. Na conversa no sofá de sua casa, em Fortaleza, rodeada de livros, Lola reconta infância, amor e batalhas.

 

O POVO - Sua educação no âmbito familiar foi muito liberal. Tanto que a senhora afirma que aos oito anos já era feminista. Como era esse ambiente familiar. Isso contribuiu com seu engajamento?

Lola Aronovich - Minha mãe, que está viva, e meu pai, que morreu há 20 anos, eles foram e são uma família muito liberal. Foi ótimo, porque eu e os meus dois irmãos - eu sou a mais velha - tivemos a oportunidade de crescermos num ambiente de esquerda, que sempre preservou a liberdade, a igualdade entre as pessoas. E eu era muito incentivada a escrever. Tinha alguns livros em branco, que eu escrevia. Por isso, tenho registros. Não me lembro tanto, faz 40 anos que eu tinha oito anos (risos). Nesses livros, eu colocava que a mulher não era inferior ao homem, mulher podia fazer tudo o que o homem podia, que o homem não era dono da mulher. Eu me considerei feminista antes mesmo de ouvir qualquer coisa ruim sobre feminismo. Algumas pessoas ficam em duvida se vão se assumir feministas, porque a reação é muito forte. Não tive isso. Quando ouvi todos os estereótipos, os insultos, já era feminista há muito tempo.

OP - E persistiu na adolescência.

Lola - Sim, tive algumas crises. Por exemplo, estudei em escola católica, com freiras. Tinha uma época, com 13 anos, que eu queria ser freira. Rolaram conflitos entre o meu feminismo e a religião, porque era difícil conciliar as duas coisas. Tinha grandes discussões com as freiras. Não entendia esse negócio de Deus ser homem, de ser uma figura barbuda. Não entendia porque só homens podiam presidir a missa. Eu era ambiciosa, afinal. Se eu queria ser freira, queria logo ser papa (risos).

OP - Sílvio, seu marido, lhe ajudou a montar o blog, em 2008. Como o feminismo permeia o casamento de vocês?

Lola - Ele me ajudou. Eu não sabia nada de blog e ele também não. Mas eu tava mais ocupada do que ele em Detroit. Pedi pra ele aprender o básico e me passar. Depois, foram os leitores que me ajudaram. O Sílvio não é uma pessoa assumidamente feminista, não é uma pessoa de luta. Ele não é ativista, não gosta muito de confronto. Mas é a pessoa mais sem preconceitos que eu conheci na vida, desde o primeiro dia e isso me ajudou a ficar com ele. É muito aberto, não julga ninguém por diversidade nenhuma. E com mulheres a mesma coisa. Nunca demonstrou nenhum machismo. Temos um casamento muito igual, muito equilibrado. O blog atrapalha um pouco, primeiro porque é muito tempo, fazendo posts, moderando. E recentemente as ameaças têm chegado nele também. Ele não aguenta falar de masculinistas, de misóginos, não quer nem saber, acha esse pessoal uma bando de fracassado.

OP - Vocês optaram por não ter filhos. Você foi cobrada, sofreu essa pressão de ter de ser mãe?

Lola - Toda mulher passa por isso, não tem como não ser cobrada. As pessoas não entendem. Questionam: “Como você é casada e não tem filhos?”, “você não está se anulando como mulher?”, “o que vai sobrar de você?, “quem vai cuidar de você na velhice?” A gente ouvia bastante isso, depois de um tempo passa. Mas ainda tem umas cobranças. As pessoas ainda perguntam por que a gente não quis ter filhos.

OP - Você acredita que o feminismo pode ajudar na quebra de padrões, como os de beleza?

Lola - Certamente, é uma das nossas lutas. Eu quero quebrar tudo! (risos). Quebrar os padrões, nada de vandalismo. Quebrar a normalidade, tudo que a gente considera normal, natural. E a gente quer que se possa pensar a respeito. Desnaturalizar, desconstruir tudo o que nos ensinam como normal desde que a gente é pequena, que aquilo é o padrão, sempre foi assim e sempre será. Não quero dizer que a gente não possa se enquadrar em algumas coisas. Muitas feministas se enquadram. Eu, por exemplo, sou casada, num relacionamento monogâmico, hétero que, pra muitas mulheres, é opressivo. Você pode ser feminista casada, modelo, mãe, não trabalhar fora. Muitas querem ser mãe e nada contra. Então vamos pensar como você vai criar esse filho. É dentro do padrão machista, do patriarcado? Ou você quer que a sua filha tenha um futuro com mais liberdade?

OP - A estranheza com essas rupturas pode fazer com que mulheres sejam contra o feminismo?

Lola - A luta seria muito mais fácil se todas as mulheres estivessem do mesmo lado. A gente vê como problema viver num sistema machista, mas pra muitas não é. Elas foram criadas, acreditando que é assim que a vida é e muitas estão felizes com isso. E muitas não estão, mas não sabem que têm milhares de opções. É muito comum ter a pessoa oprimida que sustenta o modelo opressor e rechaça qualquer pessoa que vá contra. Vai ter mulheres que dizem que o que a gente quer é antinatural, que estão felizes com a submissão. Algumas tentam falar que não é submissão. Mas o que você vai fazer? Você está lutando para mudar o sistema. Nunca vou chegar para uma mulher que se preocupa com o padrão de beleza - que faz plástica, que vive no cabeleireiro - e dizer que está errada. Porque minha luta não é contra aquela mulher individual, é contra o sistema que impõe isso a ela.

OP - Muita gente acha que feminismo é o contrário de machismo. O que o feminismo quer e por que ele incomoda tanto?

Lola - As coisas que falam da gente, que a gente é lésbica, sapatão; o estereótipo que feminista odeia homem; de ser gorda, feia, mal amada, mal comida, mulher masculinizada; tudo isso as sufragistas ouviam há 160 anos. Tudo que queriam era direito a voto e o fim da escravidão negra. É uma total falta de criatividade. O feminismo é uma revolução, é uma luta social superimportante. Para muitos, é o movimento mais importante do século XX. E o machismo não é um movimento, machismo é o status quo, é o que as coisas são. Você não precisa fazer nada para te deixarem ser machista. A definição geral é uma luta por direitos para as mulheres. A gente ainda está longe de alcançar, mesmo que digam o contrário. E existem discussões sobre essa igualdade. Igualdade a quê? A quem? A gente não quer ser igual ao homem, porque o homem também não está muito bem. A gente não acha que a sociedade está bem, para que a gente queira igualdade nesta sociedade. A gente quer evolução. Eu acredito muito na definição da Bell Hooks, uma feminista americana, que diz que o feminismo é para todo mundo. E ela diz que não dá pra ser feminista e lutar apenas pelos direitos das mulheres ou contra opressão de gênero. A luta tem de ser contra as opressões raciais, das pessoas trans, contra a homofobia… Feminismo é uma revolução que luta contra as opressões.

OP - Dentro do feminismo, existem muitas correntes, é um movimento muito amplo. Quais são as principais correntes? Você se encaixa em alguma?

Lola - Só o rótulo de feminista já me basta. eu concordo com muitas coisas de todas as correntes e também discordo. Hoje, o feminismo liberal é o que certamente atinge a mais gente, o que a gente vê na mídia, que artistas celebridades encampam. A Beyoncé se diz feminista, e eu acho ótimo. Se ela vai influenciar a mais meninas a se acharem feministas, não tenho nada contra. Não estabeleço regras, não casso carteirinha de feminista. Por mim, quero que todo mundo se diga feminista. Homens também. Aí tem o feminismo radical, que muita gente diz que cresce na Internet, mas nem acho que cresce muito não. E tem um dos feminismos mais respeitados que é o da Bell Hooks, que é o interseccional. Ele diz que você tem de perceber que o feminismo se relaciona com outros tipos de opressão. E tem o feminismo marxista, calcado em revolução, em mudar o sistema inteiro.

OP - Existe uma ideia comum a todas, que consiga dar unidade?

Lola - O feminismo mainstream foi muito criticado, porque, nos anos 60, o movimento não queria lésbicas. E vai totalmente contra o senso comum, que a gente é tudo lésbica. E elas excluíam as feministas negras. Era um feminismo muito branco - ainda é. Você vê feministas negras se afastando e lutando pelo direito de mulheres negras - e é uma luta legítima. Eu acho que a gente tem de se unir e prestar atenção no que nos une e não no que nos separa. Precisamos saber muito bem quem são os inimigos. As pautas comuns são a legalização do aborto - o que é super deturpado, porque para os conservadores isso quer dizer que a gente vai sair por aí abortando -, o combate à violência contra mulher, aos padrões de normalidade e de beleza. O que nos separa é, às vezes, a competição de quem sofre mais. Não é legal entrar nessa de olimpíada de opressão, porque a gente sabe quem sofre mais. Uma pesquisa do Mapa da Violência 2015 mostrou que o assassinato de mulheres brancas no Brasil caiu 10%, mas entre mulheres negras aumentou 54%. É correto o enfoque racial quando fala de feminismo, mas sem chegar em extremos de dividir.

OP - Homens podem se denominar feministas?

Lola - Sou completamente a favor dos homens no feminismo, eles só não podem querer exercer uma posição de protagonistas. Porque o movimento é das mulheres. É como se eu, hétero, entrasse no movimento LGBT e não quisesse ser uma simpatizante e, sim, uma líder. Não faz o menor sentido. O protagonismo é das mulheres. Mais do querer ocupar espaços feministas, os homens devem aproveitar o espaço que já têm de privilégio e aí sim exercer o papel de feministas. Porque vão ser muito mais eficazes que eu. Por exemplo, ele tem um amigo machista que ri de uma piada machista de estupro. Uma coisa é eu chegar e falar porque ele está errado, ele vai ter uma barreira imensa contra mim. Outra coisa, é o cara amigo dele, que talvez já tenha feito essas piadas e que mudou, explicar que não é legal.

OP - Você fala que todas as mulheres já passaram por alguma experiência de assédio. E isso ficou evidenciado na hashtag #meuprimeiroassédio, em que muitas mulheres relatam como foram assediadas, estupradas. Qual a importância de falar sobre isso?

Lola - É superimportante, porque é muito velado. As pessoas preferem não falar sobre isso. A gente é educado a pensar que não acontece. E toda pessoa que é vítima de assédio sexual se culpa pelo que sofreu. É preciso desconstruir. E não há como se não falarmos sobre isso. São muitas histórias, muitas mulheres têm mais de uma história. Eu ainda ouço gente falar que assédio é elogio, que a gente está querendo acabar com a paquera. Não! Assédio é grosseria, é ameaça, é demonstração de poder. Quem te deu o poder de julgar uma completa estranha na rua? De dar nota, de dizer o que você quer fazer com ela sexualmente? Mas está mudando, e essas tags como #meuprimeiroassédio e #meuamigosecreto ajudam nisso.

OP - Quando esse assédio chega ao extremo, e muitas vezes dentro de relacionamentos abusivos ou tentando sair deles, mulheres são agredidas e mortas. Até que ponto o machismo e a ideia de que o homem detém o poder sobre a mulher e seu corpo pode influenciar nesses assassinatos?

Lola - Feminicídio vem da ideia de que a mulher é posse de um homem. Alguma coisa faz com que os homens não aceitem o final de um relacionamento, que representa a perda total do controle sobre aquela pessoa. E é por isso que eles matam. É uma epidemia. Vi dados que impressionam: de todas as mulheres assassinadas no mundo, 38% delas são mortas por parceiros. Mais de um terço de assassinatos são cometidos pelos homens com quem elas tinham mais intimidade. Homens que deveriam amá-las e não matá-las. Isso vem do machismo, da ideia de que é melhor que ela esteja morta do que estar com outro homem.

OP - As mulheres têm se manifestado contra o projeto de lei 5069, que institui novas regras à prevenção do estupro. Em que essa PL fere o direito das mulheres?

Lola - É um absurdo total. Uma mulher acaba de ser estuprada e, ao invés de ela ir para o hospital e ser atendida, psicológica e fisicamente - com o coquetel anti-aids e a pílula do dia seguinte, para evitar as consequências desse estupro - você fala para a mulher ir a uma delegacia. E uma delegacia que muitas vezes não é especializada, que não tem a menor ideia de como tratar, que não vai acreditar nela, vai fazê-la recontar o trauma que ela acabou de sofrer. E o objetivo deles, dos fundamentalistas cristãos, é maior. O que querem é acabar com a possibilidade de aborto em caso de estupro, de risco de vida da mulher e dos anencéfalos - os três tipos de aborto permitidos no Brasil. E o PL 5069 é o primeiro passo. A gente vive um retrocesso enorme. Faz pouco tempo, a gente lutava pela legalização do aborto. A agora, a gente luta para que o aborto não seja criminalizado em ainda mais casos.

OP - Recentemente, o Enem abordou questões feministas (na questão com o texto da Simone de Beauvoir e no tema da redação, da violência contra mulher). Qual a importância de colocar em debate essas questões?

Lola - É importantíssimo. O Enem é o segundo maior exame do mundo e você coloca sete milhões de estudantes para pensarem e analisarem o tema. Certamente, entre eles, havia quem nunca tinha parado para pensar nisso, ou quem acredita que a violência de gênero não existe. Imagina quantos machistas reprovaram na redação? Alguns devem ter reproduzido machismos e podem ter sido eliminados. Então, a longo prazo pode melhorar o nível de quem entra na universidade também (risos). Porque a pessoa aprende a ser cidadã e não só passar em um exame. Era uma questão que falava da persistência da violência, que ia além e perguntava por que a violência continua mesmo com todos os esforços, as campanhas, o feminismo. A reação conservadora foi lamentável, como sempre. Foi como se uma questão sobre violência contra mulheres tivesse relação somente com feminismo e não fosse luta de toda a sociedade.

OP - A senhora é autora de um dos blogs feministas mais acessados do Brasil. Qual o ônus e o bônus disso?

Lola - O bônus é que eu sou convidada para muitas palestras. Não ganho dinheiro pelo ativismo. Ganho visibilidade, o que é uma das minhas defesas contra as ameaças que recebo. E eu tenho a chance de afetar às pessoas, mudar comportamentos. Li o relato de uma mulher com a sua experiência com violência doméstica. Ela contava como apanhava do marido e só conseguiu sair com o contato com o feminismo. Ela cita que o primeiro blog que ela leu foi o meu. É muito bom, você sente que tem poder multiplicador. Influencia uma pessoa a deixar um relacionamento abusivo, uma vida horrível, e a começar a lutar pelas mulheres também. Esses relatos que eu recebo, de que o blog pode ajudar a mudar uma vida, fazem tudo valer a pena. O ônus é que você se torna um alvo. Você recebe muitos insultos. Se fosse só isso, eu tiraria de letra. Mas são ameaças de morte, de estupro, de desmembramento, de tortura, pessoas divulgam os dados da sua casa, seu telefone, seu endereço residencial. Planejam abertamente em sites como vão te matar, colocam todos os detalhes. Às vezes, anuncio que vou dar uma palestra e eles colocam o mapa do lugar, o que vão fazer, que vão abrir fogo lá e que vão descarregar um 38 na minha cara e matar outras mulheres que forem me ouvir. É triste, porque as polícias todas não fazem nada, não estão preparadas para lidar com crime cibernético. Fico me perguntando se estão esperando que aconteça alguma coisa com a minha vida para que façam alguma coisa. Ou não? Nem assim? Ficam esperando provas, porque parte das pessoas é anônima. Mas a gente sabe quem são, são masculinistas, misóginos que já estiveram presos. Saíram da prisão e voltaram a fazer a mesma coisa. É o ônus mais desagradável, fora ameaçar minha mãe, meu marido, minha faculdade, meus alunos.

OP - Sobre a questão mais recente, da criação de um blog com discursos de ódio atribuído à senhora. A viralização desse conteúdo te atingiu de que forma?

Lola - Foi ruim. Eu acompanho o “chan” deles, o fórum anônimo em que eles fazem todos planos. Eu sabia que eles iam fazer o blog, porque eles planejavam há três meses. Assim que fizeram, fui à delegacia e fiz o BO (Boletim de Ocorrência). Viralizou em novembro, quando duas figuras mais conhecidas, que têm muitos seguidores, que são o Olavo de Carvalho (colunista da Veja) e o Roger, do Ultraje a Rigor, compartilharam, mesmo eles sabendo que era fake. Fiquei muito mal, porque você tem um blog sério, que você trabalha por oito anos com todo carinho e empenho, e um blog fake, super mal escrito, com fotos horríveis, conteúdo de ódio, viraliza e ganha mais atenção do que o de verdade. E você pensa: “O que tô fazendo? Vale a pena mesmo? É uma batalha perdida?”. No começo demorou um pouco para receber apoio, mas recebi. Recebi um e-mail da Ouvidoria da UFC (Universidade Federal do Ceará), porque ela recebeu cinco denúncias contra mim devido ao site de ódio. Respondi que o blog não era meu.

OP - O que a motiva continuar na linha de frente nessa luta?

Lola - Todo mundo que tem um blog há tanto tempo - e oito anos na Internet é muito tempo - pensa em desistir do blog muitas vezes. São muitos ataques, às vezes fica repetitivo. Nesse último ataque, pensei mesmo porque me senti desamparada, muito isolada e acho que o apoio demorou a chegar. Escrevi no meu blog que estava pensando em desistir, mas, felizmente o apoio foi muito grande, muita gente falando “resista, Lola, resista”. E a gente ouve muitos relatos de: “O seu blog me fez pensar de outra forma”, o “seu blog me fez mudar como pessoa”, “antes eu era uma pessoa preconceituosa, e não sou mais, agora luto contra as opressões também”. Isso me faz seguir adiante. Não dá pra desistir. Querem nos calar, querem nos silenciar. E toda vez que alguém fecha um blog feminista, infelizmente, você está dizendo para eles: “Vocês ganharam”. Nascem outros blogs feministas no lugar, mas seria uma vitória deles. Não vou permitir isso, não para cima de mim.

 

Multimídia

Para conhecer o blog de Lola:
escrevalolaescreva.blogspot.com.br

 

espaço do leitor
Lucia 30/12/2015 20:44
entrevista cheia de conteúdo, fiquei feliz em ver! <3 Força, Lola, força!
1
Comentários
500
As informações são de responsabilidade do autor:
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS

Mais comentadas

anterior

próxima

Erro ao renderizar o portlet: Barra Sites do Grupo

Erro: cannot identify image file <cStringIO.StringI object at 0x42ceb58>