[an error occurred while processing this directive][an error occurred while processing this directive] Prêmios, apelido e amigos | Páginas Azuis | O POVO Online
05/10/2015

Prêmios, apelido e amigos

"(Glauber Rocha) era, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais interessante que conheci na minha vida"
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André Bloc andrebloc@opovo.com.br
Aos 75 anos, Diegues finaliza longa inspirado em livro de Jorge de Lima

1. Dia de homenagens A entrevista foi concedida no dia 23 de junho, no hotel Mareiro, onde o cineasta se hospedara antes de receber um prêmio pelo conjunto da obra no 25º Cine Ceara. A láurea foi entregue no encerramento do festival pelo também cineasta Rosemberg Cariry.

2. Carlos ou Cacá? A primeira pergunta da entrevista foi, na verdade, por qual nome Cacá preferia ser chamado. A resposta é que ele só foi chamado de “Carlos” fora do Brasil. A história surgiu no lançamento de Ganga Zumba (1962) no Festival de Cannes, quando Glauber Rocha gritara no palco o apelido “Cacá”, para risadaria do público. Em francês, o termo serve para designar fezes, como “cocô”.

3. José Wilker. Conforme mencionado pelo entrevistado, Cacá Diegues e o cearense José Wilker trabalharam juntos em cinco filmes: Xica da Silva (1976); Bye Bye Brasil (1979); Um Trem para as Estrelas (1987); Dias Melhores Virão (1990) e O Maior Amor do Mundo (2006). Cacá produziu ainda Giovanni Improtta (2013), único filme dirigido pelo juazeirense que morreu em 2014.  

 

20
FILMES
foram lançados e dirigidos por Cacá Diegues desde 1962. O maior período de inatividade foi entre 2006, quando filmou duas obras, e 2013, ano do doc Rio de Fé.

3 MI
DE ESPECTADORES
é a estimativa de público de Xica da Silva (1976), filme mais visto de Cacá Diegues. Deus é Brasileiro (2003) chegou a 1,6 mi, enquanto Bye Bye Brasil (1979) foi visto por quase 1,5 mi de espectadores.    

 

Pergunta do leitor 

 

Ailton Monteiro, 43, crítico de cinema e professor
LEITOR - Como você vê o Cinema Novo hoje? O senhor vê um legado daquilo que os cineastas propunham ainda na década de 1960?
Cacá Diegues – Olha, é muito difícil falar de legado, porque isso daí tem mais de 50 anos (risos). Em 50 anos deu para passar muita coisa pelo caminho. Mas eu tenho muito orgulho de ter feito parte dessa geração. A grande qualidade do Cinema Novo, hoje eu vejo com clareza, é que nós fundamos o cinema moderno brasileiro ou seja, nós botamos o Modernismo no cinema. Claro que isso criou uma maneira de fazer cinema no Brasil diferente da que existia antes. Agora, um legado concreto eu não sei te dizer. O Cinema Novo é um monumento histórico. Eu acho que, para nós, o que fica do momento cinemanovístico é essa capacidade de modernizar o cinema brasileiro. A liberdade de fazer filmes sobre o que se quiser, a liberdade de usar a realidade brasileira para se fazer filmes. Tudo isso é uma novidade que o Cinema Novo é que trouxe.  

 

Perfil

Alagoano de Macieó, Carlos Diegues - conhecido por “Cacá” -, tem uma das carreiras mais bem sucedidas e longevas do cinema nacional. No currículo, sucessos como Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1979) e Quilombo (1984), que lhe renderam prêmios e o fizeram concorrer à Palma de Ouro em Cannes (França) - principal prêmio europeu. Fundador do movimento Cinema Novo ao lado de nomes como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, Cacá é casado com a produtora Renata Almeida Magalhães. Tem ainda dois filhos, Isabel e Francisco, ambos do casamento com a cantora Nara Leão, e três netos, José Pedro, Monah
e Mateo.

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