Silas Malafaia 11/11/2013

O pastor que faz política

Uma das vozes religiosas mais presentes ao debate político, especialmente nos temas polêmicos, o pastor Silas Malafaia denuncia campanha em curso com objetivo de alijar os evangélicos do processo democrático brasileiro
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Guálter George gualter@opovo.com.br
Tatiana Fortes
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Silas Malafaia é um dos líderes religiosos mais importantes do Brasil. Presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, com 40 mil membros, atrai pra si admiração e ódio por defender com paixão e veemência suas teses como porta-voz ativo do segmento evangélico. É radical, por exemplo, nas críticas ao aborto e à homossexualidade, reclamando de uma estratégia de interditar suas opiniões tratando-o como preconceituoso. Para argumentar contra os dois temas diz que não utiliza apenas argumentos religiosos, mas também científicos, antropológicos e sociológicos. Outro tema sobre o qual não se omite é a política, mostrando-se crítico ao PT, embora já tenha votado duas vezes em Luiz Inácio Lula da Silva. No cenário de 2014, caminha para anunciar apoio a Eduardo Campos, do PSDB.

 

O pastor, que esteve em Fortaleza na semana passada para participar de evento religiosos organizado pela sua Igreja que reuniu diariamente cerca de 10 mil pessoas durante cinco dias, abriu espaço na apertada agenda para uma conversa com O POVO no final da noite da última quarta-feira. Confira os principais trechos..

 

OP – O senhor sempre teve interesse na política?
Malafaia – Deixa eu falar uma coisa pra você: aprendi que, como pastor, posso exercer uma influência, não ser político. Jamais, não fui chamado para ser político, fui chamado para influenciar. No Brasil há hoje um jogo muito engraçado em que humanistas podem opinar, ateístas, anarquistas podem opinar, filósofos, operários, mas quando um pastor fala, aquilo é religião. O que vejo hoje é uma tentativa preconceituosa de nos alijar do processo democrático, como se nós não fossemos cidadãos. Sou cidadão tanto quanto qualquer outro. Tenho direito a expressar minha opinião, porque estou no estado democrático de direito e todo ser humano expressa suas ideias com suas crenças e valores, sejam elas religiosas ou não. Quando o camarada de um viés socialista fala, ele fala a partir das crenças ideológicas que vem no bojo do seu pensamento. Você não descarta crenças e valores de ninguém, sejam elas ideológicas, religiosas, filosóficas. Então, vejo hoje uma tentativa até covarde de querer nos comparar com fundamentalistas islâmicos...O que queremos para o Brasil não é criar uma nação evangélica, o que queremos não é eliminar as outras religiões, impedir as manifestações, mesmo discordando de algumas atitudes, alguns comportamentos, que é direito previsto na democracia. Unidade de opinião é ditadura de opinião, uma ditadura do consenso em que todo mundo precisa pensar igual o politicamente correto, não é estado democrático de direito.

 

OP - A postura dos líderes evangélicos não peca, muitas vezes, exatamente por parecer radical, intolerante?
Malafaia – Se alguém acha que a gente peca é pela defesa das nossas crenças e valores. É igual ao cara radical, de um partido de extrema esquerda, ele manifesta suas crenças e ninguém diz que aquilo é pecado ou é errado. Da mesma forma que um viés ideológico é a favor de uma série de coisas, um outro viés é contra. E não precisa ser religioso. No próprio debate democrático, há quem defenda como necessário preservar tudo da floresta, do capim, do raio que parta, outros acham que não é assim. No próprio debate político há divergências ideológicas, mas quando entra a questão cristã...Por exemplo, de onde vem a escola pública? Vem da reforma protestante. Uma série de coisas que estão na sociedade vem da religião. O modelo do Ocidente é judaico-cristão, o empreendendorismo veio do cristianismo. A diferença do Ocidente para o Oriente é que este vive de filosofia, mas, coisa interessante, o Oriente, os Tigres Asiáticos etc, nações de lá pegaram o modelo ocidental. Enquanto isso, nós, aqui no Ocidente, queremos é eliminar, implantando o modelo humanista-ateísta, principalmente na América Latina. Então, é um jogo ideológico para eliminar um modelo judaico-cristão que ai está na sociedade. Se há radicalismo, seja evangélico, seja de qualquer viés ideológico, você tem o direito de dizer que não quer, que rejeita. Agora, radicalismo por defender a vida? Fui a várias audiências no Congresso Nacional...

 

OP – Pois é, quanto ao debate sobre o aborto, a postura dos evangélicos não é radical?
Malafaia – Vamos lá: discuto isso sem nenhum viés religioso. Fui a várias audiências sobre o assunto no Congresso e nunca citei a Bíblia. Quem falou que o feto é prolongamento do corpo da mulher, como unha e cabelo? Cientificamente, o feto é agente ativo na gestação e a mãe é o passivo. Se ele não estivesse protegido pela cápsula seria expulso como corpo estranho, ele é que regula o líquido aminiótico; ele é que, em última instância, diz qual é a hora de ir embora, de sair; ele é que regula os ciclos da mãe. Um óvulo fecundado de um casal negro, implantado no útero de uma branca, vai nascer um negro; um óvulo fecundado de um casal branco, implantando numa negra, vai nascer um branco. Eis a prova de que não é prolongamento do corpo da mulher. Outra: questão de saúde pública? É a maior safadeza, a maior aberração da propaganda. Questão de saúde pública são as mulheres que abortam. Quatro vezes mais propensas a internação psiquiátrica, nove vezes mais propensas ao suicídio, onze vezes mais propensas a uma segunda gravidez..

 

OP – Os números não confirmam se tratar de um caso de saúde pública?
Malafaia – Isso vale para aborto legalizado, não estou falando de aborto ilegal. Outra é que já foi desmistificada a história da morte de mulheres. Propaganda enganosa! Mentira da mais safada, da mais pilantra, pois, ao contrário, é o mínimo que morre. Sabe o que é o aborto? O aborto é o seguinte: são os poderosos contra os indefesos.

 

OP – A quem interessa legalizar o aborto no Brasil? Quem são estes poderosos?
Malafaia – A quem interessa? À promiscuidade, porque o aborto, acima de tudo, é fruto da irresponsabilidade do ser humano, da licenciosidade humana. Então, diz-se, ‘é melhor matar aquela vida porque ainda não tenho um laço afetivo’. É melhor eliminar ela. Porque 99.999 por cento dos abortos é fruto da promiscuidade, da falta de responsabilidade. Ai eles querem pegar um viés, para fazer uma propaganda mentirosa, do estupro, que representa 0,0000, sei lá um quê, um. É lei, com a qual eu não concordo, mas ela existe. Ok? Querem o aborto para encobrir a sujeira do homem. Agora, vê a incoerência, amigo: se protege capim, olha o absurdo da definição de inafiançável para crimes cometidos contra certos animais ao mesmo tempo em que a vida humana é coisificada. Ser e humanidade são intrínsecos, nenhum ser vivo pode transformar em humano se não for em essência.

OP
– Não é ruim para o debate de um tema tão importante que ele venha para as campanhas eleitorais, como aconteceu em disputa presidencial de 2010 e na eleição de São Paulo no ano passado, buscando apenas influenciar o voto?
Malafaia – Vir só esse tema, não, acho que o debate tem que ser sobre vários temas. Certo? Agora, não fomos nós, com todo respeito, tanto na campanha da Dilma (Rousseff) como na campanha de (Fernando) Haddad, foi a própria imprensa que veio perguntar. Eu não fui procurar a imprensa para dizer a muitos dos seus colegas que fulano apoia isso etc. Aconteceu que o cara veio provocar e toma então a resposta. Não vou me omitir dos meus princípios e valores. Claro que não acho que a agenda do debate deva ser só o tema, mas ele deve estar incluso. Quero saber o que pensa o governante sobre questões que envolvem a vida humana e que considero seríssimas.

 

OP – Há outra questão polêmica muito vinculada à imagem do senhor que é o debate sobre o homossexualismo. Incomoda o fato de ser identificado, frequentemente, como maior inimigo do homossexual no País?
Malafaia – Na verdade, me chamam de homofóbico. O que é que eles fazem? Quando lhe rotulo de preconceituoso não preciso ouvir sua opinião, nem debater com você. Esta é a maneira covarde de fugir do debate de ideias, é rotular você de uma coisa que você não é. Sou psicólogo e sei que homofobia é uma doença classificada na psiquiatria em que objetivo é matar, destruir, o homossexual. Agora, o que eles fizeram, os ativistas gays. Separo bem as coisas e não misturo os homossexuais com o ativismo gay, o sindicalismo gay. Aqui tem um interesse de grana, mamam grana dos governos federal, estaduais e municipais, de empresas estatais. A gente discute tanto liberdade de expressão e como é que podem rotular uma pessoa de homofóbica, na maior cara de pau, porque eu expresso uma opinião contra uma prática? Primeiro, quero deixar claro que homossexualismo é comportamento e não condição. Não há uma prova na ciência, o modelo científico é o modelo da observação, a ciência não trabalha com ilação. Uma verdade científica tem que vir pelo observado e não existe uma prova de alguém nasça homossexual. Então, é comportamental. Se quer dar status de raça a um comportamento. O cara não pede pra nascer branco, amarelo ou negro, ele nasce. Criança não pede pra ser criança, é! Idoso não pede, agora, homossexualismo é um comportamento. Faço uma definição: se é homem ou mulher por determinação genética, da mesma forma que se é homossexual por uma opção, aprendida ou imposta. Qual é a prova da pesquisa americana? Quarenta e oito por cento dos que são homossexuais foram violados quando eram crianças ou adolescentes. Ué, então, como é que já nasce? Como é que uma cantora, depois de 20 e tantos anos de casada, mãe, vive anos com um homem, tem relações heterossexuais, filhos adolescentes, de repente diz que a outra mulher é seu marido? Então já nasceu homossexual? Qual é a coerência desse discurso? Olha o jogo, então: um hétero pode vir um homo, mas um homo não pode voltar a ser hétero. Como é que isso? Uma incoerência estúpida.

OP
– A verdade é que eventos como as passeatas do movimento gay têm levado milhões de pessoas às ruas nos últimos anos.
Malafaia – Milhões?! Milhões?! Nunca vi números tão safados, mentirosos, descarados. O DataFolha arrebentou a parada gay de São Paulo. Eu via ali falando de 2 milhões, de 3 milhões, e sempre dizia: tão de brincadeira, porque a avenida Paulista, para caber estes números, precisava ter 20 quilômetros. Ano passado o DataFolha mediu e calculou: 270 mil pessoas. Ou seja, a casa caiu.

OP
– Muita gente, de qualquer maneira.
Malafaia – Ué, e nós, os evangélicos? Quando nós fazemos um evento... É engraçado que quando fazemos evento evangélico de massa a Polícia Militar dá um número. Quando é a Parada Gay dá amnésia na Polícia Militar e quem diz os números são os organizadores. Isso é uma vergonha!

 

OP – Qual a origem dessa força que o senhor considera que o movimento tem?
Malafaia – Força? Vou te mostrar: desafio a Dilma, o Aécio (PSDB), desafio o Eduardo Campos (PSB), vou aos três principais pré-candidatos para não se dizer que estou tentando acertar alguém, a colocar um ativista gay no programa de rádio e TV. Por que todo mundo esconde eles nas campanhas de prefeito, de governador e de presidente, já que são tão populares. Pra cima de mim?

 

OP – O deputado estadual Samuel Malafaia é irmão do senhor?
Malafaia – É meu irmão, foi o terceiro deputado mais votado, entre 70 no Rio de Janeiro.

 

OP – Por quê não ser candidato o senhor mesmo? Já pensou na possibilidade?
Malafaia – Acho que fui chamado para influenciar, não pra ser. Não fui chamado para ser deputado, acho isso um absurdo, sou um pastor. Agora, como pastor sou cidadão.

 

OP – O senhor critica quem detém mandato, lembrando que a bancada evangélica é uma das mais atuantes dentro do Congresso.
Malafaia – Critico o pastor que é de Igreja, que tem responsabilidade de um rebanho, e opta por ser deputado, não vai me convencer nunca. Agora, existem os pastores auxiliares, profissionais liberais, oficiais das Forças Armadas, têm outras funções, nestes casos eu admito. Um pastor de Igreja, que viva o sacerdócio amplamente, deixar.... Não sou dono da verdade, mas acho que um pastor que vive tempo integral e que tem Deus como seu patrão, quando sai disso para ser deputado é como dizer que Deus está sendo um patrão muito ruim pra ele.

 

OP – O senhor tem opinião sobre o momento da Igreja Católica, com a chegada do papa Francisco e a pregação por mais simplicidade.
Malafaia – É ruim eu estar falando assim da religião dos outros. Vou dizer que pra nós não diz nada ser ele, ser ‘b’ ou ‘c’. Para nós é indiferente se o papa é muito popular ou pouco popular. Agora, veja que o lugar do mundo onde os últimos três papas tiveram foi o Brasil, que é o maior país católico do mundo e que está se tornando evangélico. É o IBGE que diz, não sou eu, que o Brasil terá maioria evangélica até 2020. Também não estou preocupado com isso. Acho, inclusive, posso até estar errado, até para tentar resolver problemas de imagem. Certo mesmo é que as igrejas evangélicas continuam crescendo, continuam abrindo novos templos, mais gente continua vindo, eu mesmo batizo mil pessoas agora em dezembro na minha igreja. Agora, com muito respeito, essa conversa de simplicidade tem alguns vieses interessantes. Se um pastor anda num jatinho é ladrão, é gastador, ostenta, enquanto o Papa vem de Jumbo para o Brasil e ninguém fala nada

 

OP – Não atrapalha a religião o fato de ela, hoje, ser muito tratada como negócio?
Malafaia – Deixa eu te falar uma coisa. Desafio qualquer um a provar qual instituição recupera mais pessoas do que a igreja evangélica. Diga onde estão os valados de nego jogado nas ruas, saio com você agora, e vamos ver se há entre eles um membro de igreja evangélica. Você encontra gente na igreja evangélica pobre, mas na mendicância, não. O evangelho é uma coisa tão linda que provoca a pessoa a crescer. Então, alguns dizem: ‘a Igreja tem dinheiro’. É bíblico, o apóstolo Paulo chegou uma vez e disse ‘eu estou cheio o bastante e tenho recebido’. Falando para uma igreja, numa carta escrita aos filipenses. O problema, queridão, é quando o pastor usa os recursos da Igreja para se locupletar. Não é que a igreja tenha recursos. Quem é que mais construiu universidades no mundo? A Igreja Católica. Quem constriu maiores redes de hospitais no mundo? A Igreja Católica. Veja, estou falando da Igreja Católica, não da minha Igreja. Se faz isso com dinheiro, não é com conversa. Nós não recebemos verbas para construir templo, não recebemos para fazer um trabalho social, minha Igreja tem mais de 40 mil membros e nenhum deles passa fome.

OP
– O senhor se considera um antipetista?
Malafaia – Não. Pra quê? É engraçado porque o PT trabalha com muito radicalismo. No PT é o seguinte: ou me ame pra sempre ou não quero você. Em 2002, eu fui o pastor que apareceu na propaganda eleitoral do Lula. Fui membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da presidência da República, fui o evangélico representante lá. Apoio o Lindbergh (Faria, pré-candidato ao governo) no Rio de Janeiro, e ele é PT. Tenho uma coisa comigo: não sou político, voto em pessoas. Durante três legislaturas ajudei a eleger o Walter Pinheiro, que hoje é senador pelo PT da Bahia. Não demonizo o partido, não define que partido “x” é do diabo. Penso que a alternância de poder é salutar para a democracia e para o País. Claro que o Lula fez muita coisa pelo Brasil, claro que a Dilma fez, não sou idiota, mas acho que a alternância é boa. Só isso.

OP
- O senhor sempre foi evangélico?
Malafaia – Sou de uma família tradicionalíssima na Igreja Evangélica, meu pai foi um grande líder na Assembleia de Deus.

 

OP – Cresceu, portanto, dentro da Igreja?
Malafaia – Dentro da Igreja.

 

OP – Quais as transformações mais importantes que o senhor entende que ela experimentou, quando comparada hoje ao que era? Além do crescimento numérico da comunidade evangélica.
Malafaia – Houve um tempo que a Igreja Evangélica só tratava do ser humano como ser espiritual. A Bíblia, porém, mostra o homem como um ser biológico, sociológico, psicológico e espiritual. A minha geração de pastores tem dado uma consciência sobre esse papel. Você está aqui na terra para conquistar, para crescer, para gerar bem estar, é uma mudança, porque antes era só religioso, o homem com Deus e o resto que se lasque. Era assim. Só que Jesus disse que veio para que tenham vida e vida em abundância. Começa aqui na terra a vida abundante, porque antigamente era só céu, céu, céu, lindo céu, céu, céu. A gente via um viés de santidade, bacana, mas o homem não é só espiritual. O homem é biológico, é sociológico, é psicológico, Deus trata assim no Antigo e no Novo Testamento. Hoje, há uma amostragem desse ser total, não perfeito, a Igreja fala nessas quatro áreas, algo que não acontecia antes. Onde que na Igreja se falava de sexualidade? Pois hoje se fala, de maneira aberta.

 

OP – Isso tudo repercute, também, na forma como a Igreja Evangélica é percebida externamente? Quando ela cumpria apenas seu papel espiritual era muito menos exposta a críticas.
Malafaia – Ela era alijada. Não a Igreja, mas os evangélicos, o segmento. Você já viu alguém dar poder? Poder não se dá, irmão. Poder se toma, é o que dizem os políticos, não sou eu. Poder você conquista! Então, quando vem um segmento crescendo, alguém vai perder poder, esse é o jogo. Só se cede poder para não perder poder. Como fez o PT, que metia o pau no Sarney, Sarney era o diabo, era o capeta, desgraçado. É dar um pouco de poder para manter o poder.

 

OP – O senhor deve apoiar alguém na eleição presidencial de 2014? Há preferência?
Malafaia – Tenho vontade, acho que preciso exercer uma influência. Não estou decidido decidido, não tem acordo, mas minha inclinação é de apoiar Eduardo Campos. Acho que ele é um cara que pode fazer mais do que está sendo feito.

 

OP – O que o senhor achou da aliança dele com Marina Silva. Evangélica, inclusive.
Malafaia – Muito inteligente, na minha opinião.

 

OP – Apesar de já terem aparecido algumas divergências entre os dois.
Malafaia – Claro, claro. Você acha que entre a Dilma e Temer é tudo convergente? Quem é que faz uma aliança com o PMDB e vem falar pra mim de convergência? Pelo amor de Deus, gente! Olhe o leque da Dilma. Qual a convergência tem aquilo, rapaz, é uma salada mista de alto grau, ideológica, de vontade, de desejos.

 

OP – Em 2010 o senhor manifestou apoio ao Serra...
Malafaia – Foi, faltando dez, quinze dias para terminar a eleição.

 

OP – O PSDB pode ser uma opção para o próximo ano?
Malafaia – Pode. O Aécio.

 

OP – Fora de cogitação mesmo só a opção Dilma, portanto?
Malafaia – É, posso um dia votar em candidato do PT, sem problema nenhum, como já votei no Lula duas vezes, porque queria uma mudança, FHC estava na época há oito anos no poder. Estou sendo coerente com aquilo que acredito.

 

OP – E o momento que o País vive, com o povo nas ruas, protestos etc, qual sua opinião?
Malafaia – Acho que é resultado de insatisfações e de oportunismo. Há insatisfação, indignação do povo com uma série de coisas, mas também tem um oportunismo vergonhoso. Outra: em qualquer nação democrática do mundo se pergunta o roteiro da passeata, por onde ela vai passar etc, fecha-se as ruas por onde ela vai passar e, então, sai dali para ver se a borracha não canta. Nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, na Alemanha....

OP
– Está faltando repressão?
Malafaia – Está faltando autoridade. Que ver? Fizeram o leilão do pressão, lá perto de minha casa, no Windsor Hotel, e, meu amigo, estavam lá o Exército, Força Nacional de Segurança e Polícia Militar. Ué, um leilãozinho. Ah, isso pode, não é repressão. Em que país do mundo uma manifestação que sai quebrando tudo e a polícia não age para impor a ordem pela força? Deve ser em marte. Que que é isso, meu irmão? Tem que usar a autoridade sim senhor.


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ANDRE 22/11/2013 22:04
SILAS TOU COM VC SEMPRE FALANDO A VERADE DOA A QUEM DOER OUTRA COISA VOU VOTA NO SEU CANIDATO EU QUERO QUE OS INVEJOSO QUE TEM INVEJA DA SUA INTELIGENCIA QUE DEUS DEU A VC VA BUSCA SABEDORIA MAIS ELES NAO ENDENDE POR QUE A SUA SABEDORIA VEM DE DEUS
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Marcos Torres 16/11/2013 23:38
Sim! Evangélicos e processo democrático. Se o Ocidente e Europa tem os melhores ideais democráticos e de liberdade, isso se dá exatamente pela influência cristã. Vai-se lá viver em países com teocracias e extremismos islâmicos ou com ditaduras e comunistas pra ver-se o que "é bom pra tosse&qu
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Marcos Torres 16/11/2013 23:24
Se alguém diz que campanha contra " ideologia evangélica" é perfeitamente cabível. Então não venha-se acusar fe ódio e preconceito se fazer-se campanha contra esse ativismo ideológico militante que está aí. Faz parte da democracia! Não é mesmo? Ora bolas! É cada uma!
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Alguem 14/11/2013 17:25
Olha, eu não sou evangélico, mas eu apoio as ideologias do Silas
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Ulisses 14/11/2013 16:50
Admiro alguém que não esteja preocupado em ser "políticamente correto" mas em defender sua consciência. Por isso Malafaia incomoda.
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