O POVO CARIRI 08/09/2017 - 11h23

Aves exóticas: criação responsável no Cariri

Com a permissão legal para a posse do espécime e as condições adequadas comprovadas para sua criação, aves também podem ser excelentes opções de pets
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Diuliano de Freitas diulianofreitas@opovo.com.br
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Sabryna Esmeraldo sabryna@opovo.com.br
MongPro/Shutterstock

O gosto e a admiração por aves silvestres (brasileiras) e exóticas (estrangeiras) não é novidade. Se, antes, porém, era visto como algo mais comum criá-las em pequenas gaiolas e adquiri-las de vendedores irregulares que as capturavam de seu habitat natural; hoje, já é de maior conhecimento de todos que essa prática é ilegal. A criação responsável, por outro lado, com um animal adquirido por meio de um criador autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é legal, e as características que fazem das aves boas opções de pets vão muito além de sua beleza.

Criação responsável
Alysson Mota deu início a sua criação de aves em 2012. O que começou como um hobby se tornou um trabalho sério, voltado para o estudo e a preservação das espécies, bem como para o combate ao tráfico de animais silvestres. “A gente vem sempre procurando melhorar a genética, estudar. Trazemos espécies raras de fora do País, que estão em extinção lá, com o objetivo de reproduzir aqui”, explica o criador, que já tem espécies com origem da África, Austrália, Europa e América do Sul.

À frente do Criadouro Acamevida, em Juazeiro do Norte, Mota não trabalha com a venda de animais, voltando-se exclusivamente para esse estudo das espécies. “Em 2011, o Ibama suspendeu a abertura de novos criatórios comerciais. Em contrapartida, ele também transferiu o poder para cada estado ver quais são suas necessidades ambientais com relação à fauna. A partir daí, os criadores passaram a se comunicar entre si”, ressalta. Dessa forma, criadores pelo Brasil trabalham com permutas, cedendo espécies, entre si, com outras genéticas para os estudos e a criação responsável.

Para sua criação, Mota conta com ambiente ideal para os animais, com controle de umidade, temperatura e outros fatores; além de acompanhamento de veterinário e biólogo, para alimentação, manejo sanitário e controle de parasitas e doenças. O conhecimento sobre o estudo genético, a transferência de cores, os cruzamentos, o índice de fertilidade de cada casal, entre outras informações, o criador compartilha, em anotações detalhadas, com veterinários e pesquisadores pelo Brasil. “Meu desejo era ter um espaço para abrir à visitação, para fazer um trabalho educativo com crianças, universitários; mas, no momento, meu objetivo é a reprodução, e não posso interferir no ambiente das aves”, conta.

Sobre a afirmação “passarinho é para ser criado solto”, Mota concorda. “Passarinho é para ser criado solto sim. Porém, diante da tamanha agressão ambiental que existe e do tráfico de animais silvestres, criar animais em cativeiro é a esperança que temos para que essas espécies não acabem. Esse é nosso objetivo. Por isso, é um trabalho gratuito, voluntário, sem fins lucrativos. A prioridade é ver esse filhotinho nascendo, essa é a grande alegria do criador.”

A ave pet
De acordo com Alysson Mota, entre as características que fazem das aves boas opções para a criação pet, estão: a fácil interação com humanos – quando nascida em cativeiro –, a inteligência e a capacidade de vocalização de muitas delas, a longevidade – dependendo da espécie, a ave criada em cativeiro pode viver de 25 a 80 anos – e a beleza, marcada pelas penas multicoloridas.

Para adquirir uma ave silvestre ou exótica, entretanto, é necessário alguns cuidados. “Você só pode adquirir aves exóticas com origem, nota fiscal de criatórios comerciais legalizados pelo Ibama. E a reprodução é suspensa, a não ser que esse trabalho seja assistido por veterinários e biólogos e siga a IN18”, explica o criador, referindo-se à Instrução Normativa Nº 18, de 28 de Maio de 2009, que estabelece as normas relacionadas a aves exóticas. Entre elas, está a identificação dos pássaros com anilhas. “Todas as aves precisam ser identificadas por um anel em que consta o ano da ave, o código do criador, o clube a que o criador é afiliado e informações da federação. Além disso, exige-se medidas exatas dessa anilha para cada espécie, para evitar violação, usando a anilha de um pássaro em outro”, detalha.

O criador explica que uma ave pet deve ter sido criada em cativeiro, já em contato com o criador, para estar habituada à presença humana. Além disso, quem quiser ter um pássaro deve proporcionar as condições adequadas. “É preciso seguir requisitos obrigatórios por lei. Cuidados com o ambiente, alimentação correta com suplementação vitamínica, água limpa e manejo adequado”, destaca.

Aves exóticas
Conheças algumas espécies de pássaros exóticos que chamam atenção já pela beleza única de sua penugem.

Foto: Camila de Almeida

Papagaio Ecletus Fêmea
De origem australiana, o papagaio Ecletus é uma ave de porte médio, chegando a medir, quando adulto, entre 17 cm a 35 cm. O peso pode variar entre 400 g a 600 g. Já sua expectativa de vida é de 30 a 50 anos, ou até mais. Uma de suas características é o dimorfismo sexual, com grandes diferenças entre machos e fêmeas. Os machos apresentam penas na cor verde e parte superior do bico de cor laranja; enquanto as fêmeas são vermelhas com uma mescla de cor roxa e bico preto.
Foto: Camila de Almeida

Lóris Arco-íris
Originário da Ilha de Bornéu, na Indonésia, seu nome científico é Trichoglossus h. haematodus. A coloração é uma de suas características mais marcantes: a cabeça e a barriga são da cor azul; o peito, vermelho; a nuca, verde clara; as asas são verdes; as coxas e algumas penas da cauda são amarelas; já o bico e os olhos se destacam na cor vermelha.
Foto: Camila de Almeida

Lóris Dusky
Também natural da Ilha de Bornéu, esse pássaro também se caracteriza por uma coloração diferente. A mais conhecida é a que mescla cores que variam entre preto, amarelo e o vermelho predominante nos olhos e nos bico. Mede entre 23 cm e 28 cm, podendo viver de 20 a 35 anos.
Foto: Camila de Almeida

Grande Alexandre
De origem indiana, o Grande Alexandre tem coroa verde brilhante, nas bochechas; uma fina linha escura, a partir da parte de trás do cerne até o anel do olho; e uma faixa preta estreita, a partir da base pico, lateralmente através da base das bochechas, que se liga com um grande colar rosa em torno da parte de trás do pescoço. Mede entre 50 cm e 62 cm e pode viver de 18 a 26 anos.
Foto: Camila de Almeida

Papagaio Ecletus Macho
Ave de origem australiana, o Eclectus macho tem plumagem, em geral, verde escura e cabeça ligeiramente amarelada. Os lados do corpo e debaixo das asas são vermelhos; a região coberta pelo rabo, verde amarelada; a dobra da asa, azul com pontas esverdeada e amarelas; o lado inferior do rabo, escuro e também com um bordo estreito branco amarelado; a parte superior do bico, avermelhada com a ponta amarela; e a parte debaixo do bico, escura. Sua íris vai do amarelo ao laranja. Essa ave pode medir de 35 cm e pesar 600 gramas. A expectativa de vida é entre 40 e 50 anos.

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