PIPOCA EM CASA 02/03/2018 - 11h00

A luta das mulheres por seus direitos em As Sufragistas

Com Carey Mulligan, Helena Bonham Carter e Meryl Streep no elenco, o longa narra a batalha pelo sufrágio feminino na Inglaterra do início do século XX
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Gabriela Custódio gabrielacustodio@opovo.com.br
Steffan Hill / Divulgação
O longa conta com personagens fictícias e reais

Nem sempre as mulheres tiveram direito de exercer sua cidadania por meio do voto. No Brasil, o direito foi conquistado em 1932, enquanto, na Inglaterra, a mudança na legislação aconteceu em 1918. "As Sufragistas"("Suffragette", no título original), dirigido pela britânica Sarah Gavron ("Um Lugar Chamado Brick Lane"de 2007, e "Village at the End of the World", de 2012), narra a história de mulheres da União Política e Social das Mulheres (WSPU), que, no início do século XX, recorreram a estratégias combativas como forma de protesto em prol do sufrágio feminino. O filme entrou para o catálogo da Netflix em janeiro deste ano e está disponível no YouTube filmes.

As discussões sobre feminismo estiveram presentes durante todo 2015: foi o ano de hashtags como #meuamigosecreto — por meio da qual foram denunciadas atitudes machistas sofridas no cotidiano — e de discutir violência contra a mulher na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. Em dezembro daquele ano, o longa levou o tema aos cinemas a partir da história de Maud Watts (Carey Mulligan), uma mulher pobre, mãe e que trabalhava em uma lavanderia. Acostumada à rotina no trabalho e em casa, Maud é convidada por Violet Miller (Anne-Marie Duff) a se unir ao movimento sufragista. Posteriormente, quando decide tornar-se aliada, passa a enfrentar repressão da polícia e do marido.

Além do direito ao voto, "As Sufragistas" apresenta outras questões, como a diferença salarial entre homens e mulheres e o assédio no ambiente de trabalho. Apesar de Maud e Violet serem personagens fictícias, o longa traz personalidades verídicas, como Emmeline Pankhurst (Meryl Streep) — que faz breve aparição na narrativa — e Emily Davison (Natalie Press) — que protagonizou acontecimento trágico, mas importante para o movimento sufragista.

Conhecida por recorrer a greves de fome, Emmeline fundou a WSPU em 1903, com Christabel, Sylvia e Adela Pankhurst, suas filhas. A organização teve como lema a máxima "ações, não palavras", tomando atitudes como apedrejamento de vitrines e explosão de caixas de correio para atrair a atenção da sociedade, uma vez que a luta pacífica não estava trazendo resultados. O longa mostra, também, a violência sofrida pelas militantes em repressão às manifestações.

Críticas
À época do lançamento, parte do elenco recebeu críticas depois da realização de uma sessão de fotos para a revista "Time Out". As protagonistas posaram com blusas brancas com a frase "prefiro ser uma rebelde a ser escrava", dita por Emmeline Pankhurst. No Twitter, usuários criticaram o ensaio e, em texto publicado originalmente no site "For Harriet" e traduzido no Não Me Kahlo, a jornalista Jaimee A. Swift apontou que a citação "não vai bem na modernidade", uma vez que ignora que as mulheres negras, à época, "não tiveram nenhuma possibilidade igual de 'rebelar-se'."

Confira abaixo o trailer de "As Sufragistas".

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