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BIBLIOTECA MUNICIPAL 15/06/2015

Prefeitura anuncia novo prédio para biblioteca Dolor Barreira em 2016

Com problemas de infraestrutura e acervo reduzido, a Biblioteca Pública Dolor Barreira ainda é pouco conhecida. Titular da Secultfor, Magela Lima, antecipa ao O POVO a mudança de endereço do equipamento
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Paulo Renato Abreu paulorenatoabreu@opovo.com.br
FOTO: EVILÁZIO BEZERRA
Em 2016, equipamento passa a funcionar no porão do prédio adquirido pelo IPM e cedido para Secultfor
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Entre uma funerária e o Restaurante Universitário, no Benfica, um prédio de tintura verde já desgastada abriga a Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira. Funcionando no número 2572 da Avenida da Universidade desde 1971, o espaço é a “mãe de toda a rede” de bibliotecas de Fortaleza, apesar de a estrutura física e o acervo serem alvos de críticas dos frequentadores e o espaço ainda ser pouco conhecido. Procurado pela reportagem para comentar os problemas apontados, o secretário Magela Lima, titular da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), reconheceu as limitações e antecipou ao O POVO que o equipamento mudará de endereço.


“A Dolor tem hoje uma estrutura reconhecidamente precária, mas, para (comemorar) os 45 anos da biblioteca, vamos levá-la para outro prédio, com mais espaço”, diz Magela Lima. Um outro casarão na Avenida da Universidade deve acolher até fevereiro de 2016, segundo previsão do gestor, livros e atividades. O número 1940 fica em frente ao Instituto de Previdência do Município (IPM). Além de ser vizinho, foi o órgão - uma autarquia criada para promover assistência à saúde para servidores públicos municipais - que cedeu, via Termo de Cooperação, o imóvel e também está financiando a reforma.


De acordo com a assessoria de comunicação do IPM, a parte da obra referente à biblioteca custará R$ 800 mil e já está com aproximadamente 65% de conclusão. A reforma está sendo acompanhada pelo arquiteto Romeu Duarte e inclui também a construção de um restaurante.


“O imóvel tem um porão habitável e esse será o espaço onde vai funcionar a biblioteca”, afirma Romeu Duarte. Ele pontua que “na parte de baixo cabe bem” todo o acervo, que atualmente tem cerca 15 mil títulos. O porão abrigaria, então, o setor de obras gerais, impressos, obras raras, além do setor braile e todos as outras seções. A Gibiteca, afirma Magela Lima, continuaria no prédio ocupado hoje pela Dolor Barreira.


“Depósito de livros”

Apesar de estudar em escola próxima à Dolor Barreira, no Benfica, a estudante Liana Oliveira, 18, nunca ouviu falar da biblioteca. Ela, que objetiva entrar no curso de Medicina, destaca a insuficiência de investimento público em espaços de pesquisa e estudo na Capital. “O que falta é manutenção e divulgação, porque interesse, o fortalezense tem”, garante.

 

O poeta e editor Talles Azigon diz que o equipamento cultural vive hoje situação de abandono. “Para a Prefeitura de Fortaleza, uma biblioteca é um depósito de livros”, critica, completando: “A Dolor não tem capacidade de suportar a demanda da própria comunidade do entorno, quiçá de Fortaleza por completo”.


Entre as reclamações dos frequentadores estão: a climatização não satisfatória, a falta de salas de estudo, a situação do setor de braile (que funciona sem um funcionário fixo), a carência de renovação do acervo, a ausência de programação continuada e a consequente falta de público.


“É importante que tenha, no mínimo, uma sala de estudo. A biblioteca é um espaço vivo, não é um espaço morto como está sendo”, critica Talles Azigon.


Na última semana, O POVO visitou duas vezes a biblioteca e constatou a pouca circulação de visitantes. “Temos uma programação, mas precisamos que o público se interesse. Nós fazemos nossa parte”, defende Herbênia Gurgel, diretora da biblioteca. Logo em seguida, ela afirma: “Mas a gente tem público, sim, estamos no corredor cultural do Benfica”.


“Não posso imaginar que um prédio novo resolva todos os problemas da Dolor, seria ingênuo”, aponta Magela Lima. O secretário municipal afirma que o novo espaço terá salas de estudo, mas admite não conhecer detalhes sobre a reforma. Ele diz que, além das mudanças de infraestrutura, a pretensão é realizar concurso público para selecionar funcionários para o equipamento e investir em melhorias do acervo.

 

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