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VINCENT MOON 18/09/2014

Arte como experiência de liberdade

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André Bloc andrebloc@opovo.com.br
DIVULGAÇÃO
Vincent Moon veio à Fortaleza pesquisar sobre manifestações espirituais
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O etnógrafo francês Vincent Moon, 30, ganhou fama no mundo ao estreitar os limites entre a música e o cinema em vídeos postados na Internet. Percorrendo o País para pesquisar as manifestações espirituais brasileiras, ele chegou a Fortaleza e hoje participa do projeto Cinema em Trânsito, promovido pela Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes. Em entrevista por email, o artista escreve sobre música, cinema e suas viagens.


O POVO - Você se define como um “cineasta independente e explorador sonoro”. Qual o trabalho de um “explorador sonoro”?

Vincent Moon - Qual o trabalho de um cineasta independente, de qualquer forma? (risos). Eu não acho que tudo na vida é trabalho, emprego; passa mais por desejos de explorar a vida e o mundo. No final isso não passa de uma simplificação, uma forma de pôr em palavras aquilo que, no final das contas, é um desejo de uma vida poética.

O POVO - Você filma performances de artistas do indie rock pelo mundo. Como é feito o seu primeiro contato com os artistas?

Vincent Moon - Eu decido tudo, já que estive trabalhando quase sempre sem dinheiro nesses últimos anos. Nunca cheguei a um lugar sabendo o que iria filmar, apenas sigo minha intuição quando eu chego e saio perguntando por aí. Faço muitas perguntas, e ando, ando muito.

O POVO - Seu trabalho é feito a partir de uma licença livre. Como financia seu trabalho e suas viagens?

Vincent Moon - Eu tenho financiado meu trabalho nesses últimos anos com projeções de filmes e workshops, mas em geral minha vida é bem barata. Eu vivi em sofás, pessoas me ajudaram pagando comida e bebidas e assim vai. Uma troca, de certa forma. Agora estou pela primeira vez na vida trabalhando em um sistema de produção para fazer o projeto “Híbridos”, mas não muda muito a forma como eu encaro o cotidiano, ou assim espero.

MUNDO


Uma câmera na mão

Vincent Moon é o nome artístico do etnógrafo experimental Matthieu Saura, um parisiense de 35 anos. Bem humorado, o artista prefere fugir desse excesso de classificações. “O que é um cineasta independente, de qualquer forma?”, responde ao email em inglês, ao ser perguntado por que se define como um “explorador sonoro”. Matthieu – ou Vincent – ganhou fama em 2006 com o projeto “Take Away Shows”. Em mais 300 vídeos hospedados no canal “La Blogothèque”, no YouTube, o cineasta foge do lugar-comum ao gravar com câmera na mão performances de artistas como Vampire Weekend, R.E.M e Arcade Fire em vários cenários urbanos, como garagens, lajes de prédios ou dentro do movimento da rua.

 

BRASIL


Espírito de um país

O projeto “Take Away Show” trouxe Vincent ao Brasil em 2010, quando ele gravou os sons de São Paulo com músicos como Tom Zé, Thiago Petit e Lulina. Para explorar a selva cinza de prédios que forma a maior cidade do Brasil, Vincent filmou as performances nas lajes de alguns dos edifícios mais altos da capital. Em 2011, o artista nômade voltou ao País para gravar com Ney Matogrosso e Elza Soares no Rio de Janeiro (RJ), Carlinhos Brown em Salvador (BA), Naná Vasconcelos em Recife (PE) e Gaby Amarantos e Sebastião Tapajós em Belém (PA). “O Brasil é tão enorme que me obrigou a fazer várias viagens para entendê-lo”, confessa, misturando vez por outra o português ao qual já se habituou a falar, ainda que não domine. Atualmente, ele produz o filme Híbridos, uma pesquisa sobre as manifestações espirituais brasileiras, “de Umbanda a Jurema, de Santo Daime a União do Vegetal e muito, muito mais”, enumera.

 

FORTALEZA


Livre e múltiplo

Em Fortaleza, Vincent se reúne com o múltiplo Uirá dos Reis – poeta, compositor e cineasta esporádico carioca radicado em Fortaleza – e com Rúbia Mércia, coordenadora da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, que mediam o papo sobre a trajetória cinematográfica do francês. “Eu acho o trabalho dele bem mais parecido com o do (diretor do fotografia) Ivo (Lopes Araújo) do que do meu, mas nós dois temos essa vontade de tratar os filmes e a música de maneira mais livre e menos comercial”, sintetiza Uirá. Já Rúbia Mércia destaca a possibilidade de troca com alguém cuja arte alcançou uma dimensão mundial. “O trabalho alternativo dele, que mistura cinema e música, dialoga com a filosofia da Escola de Audiovisual, que vem tentando se aproximar das outras artes”, destaca a coordenadora, explicando ainda que o projeto “Cinema em Trânsito” traz artistas e pesquisadores em passagem pelo Ceará para um diálogo com o público.

 

Multimídia

Confira clips produzidos por Vincent Moon para as bandas The Kooks (bit.ly/1maEh6W) e Fleet Foxes (bit.ly/1me90zT)

 

SERVIÇO

 

Cinema em Trânsito com Vincent Moon

Quando: hoje, às 19 horas.

Onde: Auditório da Vila das Artes (R. 24 de Maio, 1221 – Centro)

Entrada franca.

Capacidade: 60 pessoas (não há distribuição de ingresso. A entrada será por ordem de chegada)

Telefone: (85) 3255 6112

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