DOCUMENTÁRIO. ESTREIA 14/08/2014

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Discutindo os rumos do jornalismo, estreia hoje o filme O Mercado de Notícias. O diretor Jorge Furtado participa de debate antes da exibição
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Marcos Sampaio marcossampaio@opovo.com.br


O cineasta Jorge Furtado lança hoje em Fortaleza o documentário O Mercado de Notícias. Antes da primeira exibição do longa, que estreia simultaneamente em dez cidades, o diretor participa de uma conversa com o público, no Porto Iracema das Artes.


O filme alterna trechos de encenação da peça homônima escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson no século 17, quando começavam a circular os primeiros periódicos, com depoimentos de 13 jornalistas brasileiros - Cristiana Lôbo, Geneton Moraes Neto, Luis Nassif e Mino Carta, entre outros. Na tela, um debate sobre a essência do jornalismo.


Na peça, Ben Jonson conta a história de Pila Pai, um homem que simula a própria morte para vigiar a vida do filho, Pila Júnior. Disfarçado de mendigo, o pai descobre que o filho vive gastando além do que ganha e cometendo pequenas falcatruas. Em torno dessa história, cresce um mercado de notícias em Londres, onde pessoas podem comprar doses de informações a dez centavos. Pila Junior logo trata de entender como funciona esse mercado, para também ganhar dinheiro com ele. “Percebi que ele estava tratando de uma situação nova (para a época), que era a explosão de informações. Mas, o mesmo está acontecendo agora”, analisa Jorge Furtado, em entrevista por telefone.


Furtado largou a faculdade de medicina para fazer jornalismo. Em seguida, descobriu o cinema e já assinou a direção de filmes como Meu tio matou um cara (2004) e O homem que copiava (2003). “Quando a internet começou a tomar conta de tudo, muita gente começou a dizer que não precisava de jornalismo. E pensei: agora é que precisa de jornalismo que checa informação, que usa a verdade como base, que fala da realidade”, explica.


Além do teatro e dos depoimentos, O Mercado de Notícias recupera casos emblemáticos do jornalismo brasileiro conhecidos no jargão da profissão como “barrigada” (erros de informação). É o caso da Escola Base e do “Picasso do INSS”.


Para o diretor, o filme traz só uma parte de uma discussão maior. Por isso, no site de O Mercado de Notícias traz mais informações sobre os casos jornalísticos citados no longa-metragem, o original da peça de Jonson e a íntegra das entrevistas com os jornalistas. “O site está em construção contínua. Até entrevistas novas quero fazer”, adianta o diretor. “O jornalismo continua tendo uma grande influência, até por que ele pauta as redes sociais. Os grandes veículos ainda têm muito poder, mas não é como antigamente, já que os tais formadores de opinião não têm mais a exclusividade”, explica ele, se assumindo mais otimista do que muitos dos seus entrevistados.

 

SERVIÇO

 

Debate com Jorge Furtado
Quando: hoje, 14, às 16 horas
Onde: Porto Iracema (R. Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema)
Entrada franca.

 

Exibição do filme
Quando: hoje, 14, às 19 horas
Onde: Cinema Dragão – Fundação (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
Quanto: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia)

 

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