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DIVAS. MÚSICA CEARENSE 28/01/2014

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Cinco cantoras cearenses apresentam seus novos trabalhos e contam o que gostam de usar quando estão nos palcos
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Marcos Sampaio marcossamapaio@opovo.com.br
IANA SOARES
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Paula Tesser mistura o francês com o “cearês” para fazer um trabalho cheio de elegância. Assim como Lorena Nunes, cujo sotaque jazzy é jogado com vontade sobre o repertório brasileiro. A música nacional também é a base para Lídia Maria, sem perder a veia pop, também presente na trajetória de Soledad Brandão, que já abordou a obra dos Beatles usando a sua porção atriz. Natasha Faria é atriz e explora esse talento quando sobe ao palco para cantar.


Apesar das interseções, cada uma dessas cantoras tem sua forma particular de ver a música. Seja compondo, tocando ou interpretando, elas representam uma pequena parte da pluralidade que se produz em música hoje em Fortaleza.


O Vida & Arte convidou as cinco para falar sobre carreira, influências, novos trabalhos e palco. Sobre o último tema, elas aproveitam e mostram o que gostam de usar quando estão diante do público.

>> Ouça as divas da música cearense

Lídia Maria

Lídia Maria acaba de lançar seu primeiro disco, Alma Leve. O trabalho autoral – que chega um ano depois do EP A casa e a rua – veio para coroar uma história que começou ainda na infância, quando ela cantava no coral da igreja. Daí veio o primeiro violão, os primeiros esboços de composição, a tentativa de aprender saxofone, a experiência como crooner de big band e o grupo de chorinho Fulô de Araçá, ao lado de Bárbara Sena, filha do músico Tarcísio Sardinha.


Da proximidade com Sardinha, surgiu o convite para que ele participasse na produção de Alma Leve, junto com Adelson Viana. No disco, que traz ainda o guitarrista Cristiano Pinho, estão representadas várias passagens da carreira de Lídia Maria. Por exemplo, o compositor Fausto Nilo, a quem ela dedicou o bloco carnavalesco Dorothy L’Amour. Além dos cearenses citados, Lídia Maria se inspira na cantora Roberta Sá e não esconde sua admiração pela banda gaúcha Engenheiros do Hawaii.


NO PALCO: Lídia pensa seu figurino de acordo com a ocasião e o “espírito” do dia. Mas há uma regra: tem que mostrar as pernas. Para as fotos que ilustram esta matéria, ela optou pelo look da loja Mentacafe e acessórios da Élia Moura Acessórios. “A cantora tem que chamar atenção. Desde que a roupa não ultrapasse a música”, explica.


SAIBA MAIS: conheça o disco Alma Leve no site oficial de Lídia
Maria: lidiamaria.com.br


Lorena Nunes


A história musical de Lorena Nunes, carioca residente no Ceará desde os primeiros anos, começa no coletivo Comparsas da Vivenda. Formado em 2010, o “ajuntado” de jovens músicos, cantores e compositores tinha como proposta um ambiente livre para a criação, sem limites estéticos ou poéticos. Nesse grupo, ela se destacou por conta da voz forte e atrevida, que traz influências das divas do jazz e do soul.


Ainda sem um disco de estreia, Lorena tornou-se um dos nomes mais requisitados da cidade, tendo participado dos trabalhos recentes de Gustavo Portela, Caio Castelo e Pingo de Fortaleza. Entre seus atuais projetos, está o show “Ouvi dizer que lá faz sol”, aprovado no Porto Iracema das Artes. Produzido por Beto Villares (Céu, Zélia Duncan, Herbert Vianna), o show, previsto para abril, vai reunir apenas canções de compositores cearenses, como David Ávila, Caio Castelo e Carlos Hardy, e deve se desdobrar no disco de estreia da cantora.


NO PALCO: “Não existe Lorena Nunes sem cores”, resume a própria artista acrescentando que gosta de puxar elementos étnicos e que faz questão de usar somente estilistas cearenses. Entre os preferidos, está Silvania de Deus e Sérgio Gurgel. Uma peça que tem virado uma marca registrada de Lorena são os turbantes de Thales Angert, designer que agora planeja fazer uma linha de turbantes inspirado na cantora. Ela também conta com a ajuda da consultora de moda Carol Gauche e com a parceria da loja AGK.


SAIBA MAIS: o site oficial de Lorena Nunes será lançado em fevereiro. Até lá, é possível conhecer seu trabalho ao lado dos Comparsas da Vivenda pelo endereço migre.me/hyC2h.


Natasha Faria


A relação de Natasha Faria com a música já passou por muitos caminhos. Nos anos 1990, ela integrou a anárquica Intocáveis Putz Band, que chamou a atenção pelo bom humor de canções como “Rapariguinhas do bairro” e “Canto bregoriano”. Em seguida, durante uma temporada na Europa, montou um grupo de bossa nova com outros estrangeiros e se apresentou em importantes clubes de jazz. De volta ao Brasil, reencontrou o amigo Moacir Bedê e, juntos, montaram o projeto Canções do Exílio, que resgata lados B da música cearense setentista.


Nem só pop, nem só cult. Natasha, que também é atriz, segue sua carreira misturando estilos. Às quintas-feiras, ela faz parte do quinteto Jazzi, que toca clássicos do jazz no Seu Boteco. Ao mesmo tempo, se reúne com Paula Tesser e Soledad Brandão no bloco carnavalesco “As Gata Pira”, que já está com a agenda cheia. Enquanto isso, ela está na pré-produção do disco que vai registrar o Canções do Exílio.


NO PALCO: para Natasha, a falta de um bom figurino é capaz de atrapalhar um show por completo. Para evitar isso, ela costuma usar os looks da Fyi (For your information) e, agora, comemora a chegada da loja MAC, de maquiagem profissional. Outro nome que ela não deixa faltar é o do cabeleireiro irlandês (residente em Fortaleza) Keith Harris. “Ele é responsável por corte de cabelo, pintura, penteados para shows de nós três (ela, Paula Tesser e Soledad Brandão). Sem falar que é um grande artista, um cara muito legal e uma pessoa a quem a gente quer demais agradecer”, disse.


Paula Tesser


Dez anos depois de Retrato do Vento, Paula Tesser lança seu primeiro disco realmente solo. Produzido por Dustan Gallas (Cidadão Instigado),Valha é uma reunião de 11 faixas que exploram novos caminhos e expressões para a voz suave e delicada da intérprete francesa filha de cearenses. Seguindo os caminhos sonoros da cena MPB indie nacional, o disco vai de releituras – como “Pode me torturar” (Eliane/ José Lima) e “Tudo blue” (Pepeu Gomes/ Fausto Nilo) – até composições inéditas de Oscar Arruda e Dustan.


Dividindo a carreira musical com o trabalho acadêmico, Paula Tesser morou 15 anos em Paris, enquanto concluía o doutorado em Sociologia. Nesse período, participou de coletâneas internacionais como EDC Passport (Amsterdam) e Cannes 2001 – PalmBeach (Paris), além de cantar nos filmes franceses Trois Zéro (2001) e Quelqu’un de bien (2002). O primeiro disco, Retrato do Vento, era uma produção dividida com o compositor Valdo Aderaldo, que apresentou canções como “Saint-Denis/ Ceará” e “Samba do metrô”. Paula também já participou de discos de Fausto Nilo, Francisco Casaverde e Moacir Bedê.


NO PALCO: Seja para uma apresentação solo, seja o trio carnavalesco “As Gata Pira”, Paula Tesser mantém em casa um bom acervo de roupas e acessórios. “Tenho uma parede de chapéus”, conta ela, que também recorre aos estilistas Caio Dias (foto), Silvania de Deus e Nicolas Gondim. Para Valha, ela contou com os figurinos de Isadora Gallas.


Soledad Brandão


Inspirada no repertório dos Beatles, Soledad Brandão criou um dos espetáculos mais populares da recente produção cearense. Tal como diz o nome, o Circo dos Beatles reunia, no mesmo picadeiro, palhaços, mágicos, acrobatas e o som da banda de rock mais influente da história em sua fase psicodélica. Inspirada em discos como Revolver e Rubber Soul, a cantora, atriz e bailarina cearense dava sua leitura particular sobre uma obra plural, usando voz, corpo e performance.


Usando os mesmos elementos, ela agora apresenta As nuvens serão um colar de margaridas. Dividido com os músicos Gustavo Portela (baixo), Julio Cesar Santana (bateria) e Bruno Rafael (guitarra), o espetáculo se inspira nos movimentos antropofágico e tropicalista para criar um ambiente de sons e cores. A ideia é incitar “o público por meio de um deslumbre psíquico ocasionado pelas provocações musicais e visuais trabalhadas no show, a interpretar a si mesmo e a libertar as suas fantasias”.


NO PALCO: “Eu já saio montada no dia a dia. Tenho tendência para o exagero”, admite Soledad. Por também ser atriz, sua relação com o figurino dos shows é mais intensa e acaba transbordando para fora dos palcos. O quimono azul como céu (foto), por exemplo, faz parte do seu novo espetáculo, As nuvens serão um colar de margaridas, e foi adquirido na Ahaze. Outro nome que faz parte do projeto é o da estilista Amanda Esmeraldo. Embora ela sinta falta de bons brechós em Fortaleza, indica o Salão das Ilusões e o Reinvenção.

 

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