[an error occurred while processing this directive][an error occurred while processing this directive] Uma Caixa de cultura | O POVO
Fomento 14/05/2012

Uma Caixa de cultura

A Caixa Cultural Fortaleza abre as portas em junho. Depois de oito anos, o espaço está praticamente pronto. Um equipamento de ponta com a arquitetura original preservada. Somente a partir de março de 2013, porém, a unidade de Fortaleza entra na pauta oficial da rede
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FÁBIO LIMA
Fortaleza e Recife juntam-se a Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo na rede de cultura da Caixa


Não tem dia exato, mas é certo que seja em junho. Depois de oito anos, o centro cultural da Caixa Econômica vai começar a funcionar no antigo prédio da Alfândega, na avenida Pessoa Anta. “Com certeza absoluta, ainda nesse primeiro semestre. Estamos definindo os últimos detalhes, mas temos 98% de tudo pronto. É fase final mesmo”, confirma Gustavo Pacheco, gerente executivo do marketing cultural da Caixa Econômica nacional. O pessoal do administrativo chegou, a equipe de limpeza e manutenção está lá também, a guarita já tem segurança e, aos poucos, o prédio vai ganhando vida.


A primeira exposição traz peças do acervo próprio, especialmente quadros do cearense Aldemir Martins e outras obras que se relacionam com a dele. Como o edital de ocupação de todas as unidades da Caixa Cultural é lançado anualmente, Fortaleza só entra na pauta oficial em 2013. No ano que vem, além dos centros que já existem em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, entram na programação também Fortaleza e Recife. O último edital lançado – com inscrições até 15 de junho e validade de março de 2013 a fevereiro de 2014 -, já contempla as duas cidade, mas no segundo semestre a programação dos centros novos deve ser resolvida aos poucos.


História e tecnologia

A entrada principal é pela avenida Almirante Tamandaré. O visitante chega pelo jardim com alguns banquinhos na sombra, um chafariz ao fundo e um calçadão pronto para receber gente. À noite, o espaço tem uma iluminação especial. No foyer da entrada, as colunas e a escadaria de ferro inglesas, da mesma empresa que forneceu a estrutura metálica do Theatro José de Alencar e do Mercado dos Pinhões, se destacam. À esquerda, ficam o café e a livraria, ainda sem edital de ocupação lançado. Atrás, duas galerias destinadas ao programa Gente Arteira, de arte-educação, especialmente voltado para crianças e idosos.

 

À direita do foyer, fica o teatro com 190 lugares, inclusive um especial para obesos - que corre o sério risco de ser ocupado por casais -, e espaços para cadeirantes. O palco tem dois telões, um deles do tamanho da caixa cênica, permitindo a realização de mostras de vídeo. O projeto de acústica e de iluminação tem equipamentos modernos. Mesmo num teatro menor, a unidade de Fortaleza tem estrutura para receber as mesmas produções que se apresentam na Caixa Cultural de São Paulo ou Brasília, por exemplo, espaços bem maiores.


Dois camarins amplos, sala de ensaio com copa e espaços de depósito completam a estrutura montada para os grupos que forem ocupar o teatro. No segundo piso, mais um amplo foyer, e à esquerda, as galerias de arte. São duas salas amplas com pé direito duplo interligadas com iluminação que corre em trilhos, pronta para se adaptar ao gosto do curador, e climatização bem cuidada.Um terceiro espaço, com duas salas menores, vai receber “exposições alternativas”, como instalações e mostras de vídeo-arte.


Foram mais de dois anos de obra até chegar a esses 98%. Oito anos, contando o tempo entre a definição de transformar a antiga agência que ocupava o edifício tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em uma unidade da Caixa Cultural. O orçamento inicial de quase R$ 11 milhões terminou em R$ 14 milhões. Segundo Gustavo Pacheco, a burocracia consumiu boa parte desse tempo. Agora parece que é para valer. Fortaleza e a cultura agradecem.


Linha do tempo


2004

O projeto da Caixa Cultural é aprovado pelo conselho diretor da Caixa Econômica.

 

2006

O contrato para o início das obras é assinado.

 

2007

Em janeiro, sai o alvará de liberação para o início das obras. O edifício histórico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e qualquer intervenção precisa de autorização específica.

 

2009

Em dezembro, a ordem de serviço para início das obras é assinada. 

 

2010

Começam as obras.

 

2012

Caixa confirma para junho a inauguração do equipamento.

Saiba mais

A antiga alfândega ficava colada na Ponte Metálica, onde funcionou o primeiro porto de Fortaleza. O trilho do trem saía da ponte, atravessava o prédio e seguia até a estação central. O projeto do edifício é do inglês John Hawkshaw. O prédio foi inaugurado em 1891.


O edital de ocupação contempla projetos de Artes Visuais: fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, videoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances; Artes Cênicas: teatro, dança e performance de palco; Música; Cinema (exibição de mostras e festivais); e outros como palestras, encontros, cursos, leituras dramáticas, oficinas e lançamento de livros. Por fora, tem o edital para Festivais de Teatro e Dança, com R$ 200 mil projeto.

 

Multimídia

Acesse o edital da Caixa Cultural em:

www.programasculturaiscaixa.com.br


As inscrições vão até 15 de junho. A divulgação dos selecionados deve ocorrer em novembro.

 

Mariana Toniatti marianatoniatti@opovo.com.br
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