SBPC 27/07/2012

Plataforma Lattes ganha sistema anti-fraudes

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou ontem a nova Plataforma Lattes com sistema mais seguro para impedir a criação de currículos fictícios e outros tipos de fraudes.

 

O anúncio do novo sistema foi feito durante a 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A plataforma reúne currículos de estudantes e pesquisadores e dados de grupos e instituições de pesquisa do país.

 

De acordo com presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a plataforma agora tem abas em que a comunidade científica poderá registrar informações sobre inovação, educação e popularização da ciência e tecnologia.

 

A informação de patentes e registros ganhou módulo específico. “As informações disponibilizadas deixam de ser somente declaratórias e acrescentam o elemento de confiabilidade aos dados”, afirmou Oliva.

 

Entre as inovações, está a integração direta da plataforma com o banco de dados internacional do Instituto para Informação Científica (ISI). O sistema fará uma verificação automática dos artigos publicados no periódico indexado pelo instituto, impedindo a citação de material que ainda não foi publicado.

 

Na aba sobre patentes, o pesquisador poderá incluir o número de patentes registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Desta forma, ao lado da patente indicada, aparecerá o símbolo de certificação do instituto.

 

Segundo o presidente do CNPq, com a introdução das novas funções, os critérios de avaliação de projetos da instituição passam a considerar o mérito científico do projeto, a relevância, originalidade e repercussão da produção científica, a formação de recursos humanos, a contribuição científica, tecnológica e de inovação (incluindo patentes), a inserção internacional da pesquisa, a contribuição em educação e popularização da ciência entre outros quesitos.

Saberes
Outra pauta discutida ontem durante a SBPC foi como aproximar os saberes tradicionais e a pesquisa científica como forma de enfrentar a pobreza.

 

Segundo o antropólogo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Alfredo Wagner Bento, o questionamento sobre a incorporação dos conhecimentos tradicionais mudou o foco.

 

Antes promovido pelos movimentos sociais, o tema agora é proposto pela comunidade científica. “Estamos assistindo a uma mobilização significativa em torno da proteção da criatividade social, que se manifesta com o reconhecimento dos saberes tradicionais. Esse conhecimento passou a ter um valor econômico que 20 anos atrás não tinha”, observou.

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