[an error occurred while processing this directive][an error occurred while processing this directive] Experiência religiosa | Páginas Azuis | O POVO Online
30/01/2012 - 01h30

Experiência religiosa


Ciro Saraiva hoje não está ligado a nenhuma igreja, embora já tenha frequentado a igreja Batista. Mas, nos últimos anos, passou por profunda experiência religiosa, que transformou sua vida. Durante a entrevista, ele ficou emocionado e não conseguiu falar sobre a intensidade do que vivenciou. “Só a pessoa lendo o livro mesmo. Eu não sou capaz de reproduzir”, disse. Ele aborda aquele momento no fim do livro No tempo dos coronéis.

 

Perfil

J. Ciro Saraiva nasceu em Quixeramobim, em 1938. Começou no jornalismo em 1953, no jornal O Estado, como revisor - a grande porta de entrada na profissão, numa época em que não havia cursos de Comunicação nas universidades. Trabalhou e dirigiu diversas redações de jornais, rádios e televisões em Fortaleza. Conheceu a intimidade do Governo do Estado na época dos coronéis, ao comendar a poderosa Secretaria de Comunicação, durante as administrações de Manoel de Castro e Gonzaga Mota.


BASTIDORES

 

Ciro Saraiva recebeu O POVO no escritório que mantém em casa, na tarde da última quarta-feira


Embora tivesse simpatia pelo PSD na juventude, Ciro conta que sempre teve muita admiração pelo líder da arqui-inimiga UDN. Nunca teve fixação em um dos lados. “Eu tenho um bocado de obra dele aqui”, disse, durante a entrevista, virando-se e apontando pelo menos três livros em sua estante


Ciro herdou do pai a simpatia pelo velho PSD. Contudo, ele conta que teve um irmão que seguiu carreira política. Era Antônio Saraiva, que foi vereador em Quixeramobim. Chegou a presidente da Câmara e assumiu a Prefeitura. E esse irmão era udenista. “Talvez até por aquela coisa de afirmação do jovem, que quer se contrapor à posição do pai”, cogita Ciro


Ciro admirava o PSD e demonstra que, desde menino, aditou o estilo mineiro. Ele contou que o seu irmão Antõnio Saraiva, que chegou a vereador, era da UDN e votava no brigadeiro Eduardo Gomes, na eleição de 1945.


Outro irmão, Fernando, simpatizava com o PSD, como o pai. Votava em Eurico Gaspar Dutra. Ciro tinha sete anos e os irmãos o chamaram para perguntar em que ele “votaria” - no brigadeiro ou em Dutra. “Em nenhum dos dois. Vou votar no Getúlio”, respondia o garoto. “Era uma saída pessedista, né? Ficava no meio. E escolhi o Getúlio, que, em 1945, ele tinha caído”, explica hoje o jornalista.

 

Ciro recorda a precariedade das comunicações na época do golpe militar de 1964. “A impressão que se é que, naquele tempo, havia teletipo, havia telex. Não tinha nada disso. A gente tinha era um radiozinho pequeno. Ouvíamos Rádio Globo, Rádio Nacional. Isso aí é uma coisa heroica”, relatou.


Pergunta do leitor

 

Gonzaga Mota, ex-governador (1983-87)


O POVO - Considerando que você foi meu secretário, qual a principal ação política durante meu governo? Não administrativa. Política.

Ciro – O Gonzaga Mota teve papel muito importante na redemocratização. Ele saiu daqui para participar do processo político brasileiro, que estava na reabertura. Em Minas Gerais, foi erguido nos braços do povo, na Assembleia Legislativa mineira. Reconhecimento público de que ele era um dos maiores brasileiros naquele momento, ao lado de Tancredo Neves, Aureliano Chaves. Então, desse ponto de vista político, acho que ele foi um grande governador.

0
Comentários
300
As informações são de responsabilidade do autor no:
espaço do leitor
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.
  • Em Breve

    Ofertas incríveis para você

    Aguarde

Erro ao renderizar o portlet: Caixa Jornal De Hoje

Erro: [Errno 13] Permission denied: u'/home/presslab/public_html/ns142/arquivos/imgs/capas/2018-12-13_capa_populares_prez-61-77.jpg_tmp'

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS

Mais comentadas

anterior

próxima