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13/07/2007

Formação profissional

O Projeto Rondon funciona à base do trabalho voluntário dos alunos que, uma vez selecionados, são treinados para suas tarefas e supervisionados por professores
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Antonio de Albuquerque Sousa Filho

Uma importante etapa na formação universitária é a vivência da realidade externa aos campi, através de estágios e residências. Surgido em 1967, o Projeto Rondon criou oportunidade ímpar, possibilitando estágios em regiões geográficas diferentes da localização originária dos estudantes, na filosofia nacionalista de “integrar para não entregar”. Deste modo, alunos das regiões sul, sudeste e nordeste puderam conhecer não somente a realidade amazônica - versão inicial do projeto - mas também puderam aproximar-se da realidade das comunidades do interior de seus próprios estados.

A implantação do programa, que envolveu mais de 400 mil universitários de 200 instituições de ensino universitário em 4 mil municípios, deu-se graças ao apoio estratégico das forças armadas, governos estaduais, municipais, bem como das próprias comunidades. O sucesso foi tal que muitos desses profissionais, uma vez terminados seus cursos, retornaram para trabalhar no mesmo local onde haviam estagiado durante o projeto, principalmente na região amazônica.

O Projeto Rondon funciona à base do trabalho voluntário dos alunos que, uma vez selecionados, são treinados para suas tarefas e supervisionados por professores das áreas de conhecimento especifico de atuação e acompanhados pela coordenação geral do Projeto Rondon estadual. As chamadas “operações”, de que participam os alunos, ocorrem, geralmente, em período de férias ou nos fins de semana. Algumas universidades mantêm o chamado “campus avançado do Projeto Rondon”, como é o caso da Universidade Vale do Acaraú (Uva), que dispõe de um na cidade de Reiriutaba, graças à visão do ex-Reitor Prof. Teodoro Soares.

O Projeto Rondon foi desativado em 1989, lamentavelmente, em virtude da mesma estreita concepção, que tantas vezes interrompe a continuidade administrativa em nosso país. Logo em 1990 foi retomado, porém, pela Associação Nacional dos Rondonistas - Projeto Rondon (uma ONG), e, a partir de 2003, pelo governo do presidente Lula, que reativou o projeto junto ao ministério da defesa. No Ceará o projeto Rondon vem atuando em vários municípios, com apoio de prefeituras e do governo do estado, havendo notícia da boa qualidade de seu trabalho por parte da população.

São experiências como essas que demonstram o potencial do Projeto Rondon, não somente para o desenvolvimento e integração do país, mas sobretudo para envolver e motivar nossa juventude na busca de uma nação mais igualitária e includente.

Antonio de Albuquerque Sousa Filho - Professor universitárioaposentado da UFC

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