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ECONOMIA EXPONENCIAL 09/05/2016

Ceará desperta para o mundo das startups

Negócio em estágio inicial, de baixo custo, validado à exaustão. Tem base tecnológica e com grande potencial de crescimento. Essa é a definição de startup. Esse movimento empreendedor saiu do modo silencioso no Ceará
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Andreh Jonathas andreh@opovo.com.br
CAMILA DE ALMEIDA
Anderson Morais focou no desenvolvimento da sua startup, que agora está em busca de maiores captações pra expandir


O brasileiro Michel Krieger unia afinidade pelas áreas de humans e exatas. foi estudar nos Estados Unidos e se tornou apenas Mike. Quase ficou milionário com o site de cupons de desconto Peixe Urbano. Conheceu o norte-americano Kevin Systrom, lá mesmo na universidade de Stanford, no Palo Alto, na Califórnia. Foi apresentado ao Burbn, um aplicativo móvel que unia geolocalização com compartilhamento de fotos e status. Mike achou o app “sujo” e “confuso”, mas decidiu ajudar. Kevin conseguiu US$ 500 mil e convidou Mike para tocar a programação. Era o início do Instagram. Lançado em 2010, fora vendido ao Facebook por US$ 1 bilhão em 2012. Mike, aos 26 anos, embolsou US$ 100 milhões.


A história serve de inspiração a novos empreendedores que consomem tempo, pesquisa, tentativa e erro em um negócio sem dinheiro, mas com base tecnológica e com potencial exponencial de crescimento. São as startups, que começam a ganhar maior espaço em todo o Brasil. No Ceará também. Foram 18, de 80 projetos inscritos, escolhidas para o InovAtiva, programa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Um ano antes, apenas uma havia sido selecionada.


A Agenda Kids está entre as escolhidas. É um aplicativo de gestão de comunicação no ambiente escolar que une escolas, alunos e responsáveis de forma 100% digital. Nasceu em maio de 2014 no Startup Weekend Fortaleza. Depois de ser validada em diversas escolas, foi acelerada na também cearense 85 Labs. O primeiro recurso foi de R$ 60 mil. Depois, R$ 100 mil. Tudo para investir no negócio.


Hoje trabalhar com uma equipe de 30 pessoas e está em cerca de 180 instituições de ensino em 17 estados no Brasil. São mais de 100 mil usuários no acompanhamento diário da rotina escolar. Já é rentável! “Há um aumento de engajamento desses atores no processo educacional e impacto positivo no desempenho dos alunos”, ressalta o CEO e co-fundador do Agenda Kids, Anderson Morais.


Nova mentabilidade

“Acordou. É o início de um ciclo virtuoso”, avalia o coordenador do Núcleo de Economia e Estratégia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Mário Gurjão. Para ele, a percepção de boas oportunidades nesse modelo atraiu mais empreendedores. Afirma que as instituições no Ceará estão mais articuladas e aproveitando mais as oportunidades e prevê desempenho melhor ainda em 2017.

 

Editais, feiras, eventos e premiações ajudam a estimular ideias a saírem da cabeça, conforme ressalta Alci Porto, o diretor-técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE). A entidade vai fornecer apoio técnico e de gestão aos selecionados no InovAtiva, além de viabilizar rodadas de negócios.


Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico do Fortaleza, Robinson de Castro, o modelo menos burocrático das startup contribui para novas experimentações. A Prefeitura de Fortaleza tem um terreno no Bairro Edson Queiroz para montar um parque tecnológico e de inovação.


Em outubro de 2014, estavam previstos R$ 844 mil para investir em duas incubadoras, que já estão funcionando, uma delas no Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) da Barra do Ceará e outra no Cuca Jangurusso.


Bate-pronto


Marcos de Souza, secretário de inovação do MDIC


O POVO - Como está a cultura de startup no Brasil?

Marcos de Souza - No estágio iniciante, porém a velocidade de crescimento é animadora.

OP - Bebemos do espírito do Vale do Silício?

Marcos - Não, de forma alguma. Não é possível mensurar ou prospectar quando isso pode acontecer.

OP - O Nordeste e o Ceará tem algum destaque de crescimento nesse cenário?

Marcos - Marcus - Claro. Até o ano passado, não existiam tantos participantes no InovAtiva Brasil do Nordeste. Acompanhando o mercado, percebemos a criação de diversas startups de alta qualidade. Nesse ano de 2016, tivemos o aumento do número de inscrições, o que nos faz prestar mais atenção ainda mais nas startups nordestinas

 

OP - O que falta para o mercado de startups melhorar?

Marcos - São vários pontos, mas destaco a falta de capacitação dos empreendedores, por exemplo. O grande risco aumenta quando as pessoas enxergam as startups como hobby. Falta gestão de negócios e o InovAtiva Brasil traz isso. Vale ressaltar também que a falta de discussão sobre o arco regulatório das startups.

 

Leia amanhã


Startups modificam radicalmente serviços e o cotidiano das pessoas.


Confira vídeo em

http://bit.ly/1QVSD3h

 

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