Fertilização 03/03/2016

Medo da microcefalia muda rotina em clínicas

Clínicas de fertilização de Fortaleza sentem os efeitos da zika e da microcefalia, que passaram a ser a principal preocupação das clientes. Movimento também diminuiu
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A possível associação da zika com os casos de microcefalia tem mudado a rotina de muitas clínicas de fertilização no Ceará. “Hoje a primeira pergunta que a cliente faz quando entra aqui, sem exceção, é sobre os riscos de engravidar neste período de maior incidência da zika e como se proteger”, explicou Fábio Eugênio Rodrigues, sócio da Bios Centro de Medicina Reprodutiva.


Ele diz que a queda na procura pelo serviço ainda não é tão significativa, em torno de 10%, muito em função do próprio perfil das mulheres que o procuram – aquelas que já recorreram a outros métodos para engravidar e não estão mais dispostas a adiar este processo -, mas a preocupação com a doença tem modificado o padrão de atendimento. “A gente dedica boa parte do tempo esclarecendo sobre a doença, dentre as informações disponíveis, porque tudo ainda é muito novo”.


O diretor das Conceptus Clínica de Reprodução Assistida, Marcelo Cavalcante, confirma esta mudança e diz que uma das alternativas que também são apresentadas à paciente para que ela tome sua decisão é a possibilidade de fazer o congelamento dos embriões para uma fertilização futura. ”O importante é que ela tenha a informação”.


Telas e dedetizadores

Além de clínicas de fertilização e repelentes, os mosquitos têm mexido também na rotina de vendedores de telas e dedetizadores. João Maciel, dono da MOF Tiro no Teto, tem uma pequena empresa especializada na montagem de varal, cortinas e telas de proteção que funciona no bairro da Aerolândia. Durante muito tempo, as telas eram o que menos demandava serviço, no máximo, ele instalava umas três por semana. Hoje são de 15 a 20 instalações por semana em janelas, portas e basculantes. Fora as ligações pedindo orçamento.

 

“Mudou muito, do ano passado para cá todo mundo começou a procurar por tela com medo da zika. Passou a ser o serviço mais procurado”. O perfil da clientela também mudou. Se antes a demanda era mais em residências, agora, donos de apartamentos estão buscando mais proteção. Aumentou ainda a demanda em bairros como Aldeota, Papicu, Dunas e Cidade dos Funcionários. “Infelizmente foi por causa do mosquito, mas é importante se proteger”.


A procura por dedetizações particulares é outro nicho que vem crescendo, afirma a gerente da Máxima Saneamento Ambiental, Valéria Donato. Ela diz que a demanda aumentou desde o final do ano passado, principalmente, pelo fumacê.


“Também fazemos a dedetização residencial. Mas, como tem raio de ação muito distante, de 1 a 2 km, o que a gente explica é que é melhor que mais áreas sejam cobertas. Se não, volta. Por isso, muitos moradores estão se juntando para fazer no bairro, no condomínio”. (Irna Cavalcante)

 

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