Tecnologia 05/07/2014

Start-ups ampliam espaço com auxílio de incubadoras

Projetos na área tecnológica se destacam no Ceará. Os maiores incentivos vêm das incubadoras que fornecem assistência especializada e acompanham empreendedores para solidificar a empresa
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Iury Costa economia@opovo.com.br
DIVULGAÇÃO
A Piscis trabalhava na beira do açude Castanhão. Hoje, com apoio de especialistas produz 25 toneladas de óleo vegetal
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O sonho de qualquer pessoa é ganhar dinheiro fazendo o que gosta. E pequenas empresas encontram nas “incubadoras” a possibilidade de desenvolver suas ideias. As chamadas start-ups são empresas, geralmente na área de tecnologia, com grande potencial de crescimento. Muitas delas não possuem espaço físico para atuar, capital para desenvolver, e seus donos, sem experiência de gestão. As incubadoras, mecanismos de apoio a pequenos empreendedores, atuam para auxiliar nesse processo de crescimento.


Sueli Vasconcelos, coordenadora da incubadora tecnológica do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), recebe no instituto diversos grupos de amigos com uma ideia na cabeça, porém não sabem como começar.


“Muitos são carentes de gestão administrativa, tecnologias e laboratórios. A gente oferece infraestrutura.” Com o auxilio de especialistas e com o espaço disponível no Centec, as start-ups tem dois anos, que é o chamado período de graduação, para se solidificar no mercado, e com um custo bem menor caso trabalhassem por conta própria.


Foi o caso da Piscis, empresa de biotecnologia criada por três pesquisadores da tilápia: André Siqueira, doutor em Biotecnologia, Éden Rocha, engenheiro agrônomo e Lívia Barreto, bióloga.


A empresa, criada formalmente em 2009, visava estudar um aproveitamento sustentável para as vísceras de tilápia descartadas nas margens do açude Castanhão. Com investimento inicial de R$ 5 mil, a Piscis trabalhava quase que artesanalmente à beira do açude fazendo experimentos com os descartes do peixe.


Ajuda

Em 2010, conheceram a incubadora do Centec e passaram a fazer parte do projeto, que, de acordo com um dos sócios, André Siqueira, “o auxilio da incubadora foi muito importante, pois tivemos ajuda de especialistas para o desenvolvimento da empresa”. A incubadora ajudou na área de gestão, técnica, de consultorias e na participação em congressos e feiras profissionalizantes.

 

Em quatro anos, a Piscis se solidificou no mercado de biotecnologia no Ceará, passando de start-up a empresa de sucesso. Hoje, com sede em Jaguaribara, seu óleo vegetal fabricado a partir das vísceras e carcaça da tilápia é comercializado para a indústria de ração animal e produtores rurais. A produção mensal é de cerca de 25 toneladas.

 

NÚMEROS

 

105

empresas já conseguiram se graduar – sair das incubadoras – e ingressar no mercado cearense

 

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