Consumidor quem pagou 10/01/2014

Juros subiram mais do que a taxa Selic

A taxa básica de juros (Seilc) subiu mais do que os juros básicos cobrados ao consumidor fecharam dezembro em 92,29% ao ano, conforme estudo da Anefac
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As taxas de juros médias cobradas do consumidor subiram mais que a taxa básica Selic no ano passado, divulgou ontem a Associação dos Executivos de Finanças (Anefac). Enquanto a Selic registrou aumento de 2,75 pontos percentuais em 2013, passando de 7,25% para 10% ao ano, os juros médios ao consumidor subiram 3,46 pontos percentuais, de 88,83% para 92,29% ao ano. É o maior patamar desde novembro de 2012.


As taxas subiram sete vezes ao longo de 2013, acompanhando as elevações da Selic, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac.


Em dezembro, os juros médios subiram para 5,60% ao mês (ou 92,29% ao ano), ante 5,57% ao mês (ou 91,64% ao ano) em novembro. “A alta já era esperada e reflete o aumento da Selic na reunião do Copom (Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central) de 26 e 27 de novembro”, diz Ribeiro de Oliveira.


Para o diretor da Anefac, as taxas devem seguir aumentando nesse primeiro trimestre do ano. “Acredito que o Copom poderá fazer um aumento de 0,50 ponto percentual nessa reunião de janeiro (dias 14 e 15), até 10,5% ao ano, e esperar o resultado, avaliando como se comportam inflação e câmbio nesse começo de 2014”, diz.


No entanto, ele não descarta que o comitê realize dois aumentos de 0,25 ponto percentual, um no encontro da próxima semana e outro em fevereiro.


Comércio e empréstimo

Das seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac, quatro subiram em dezembro: juros do comércio, cheque especial, empréstimo pessoal concedido por bancos e empréstimo pessoal concedido por financeiras.

 

No ano, apenas rotativo do cartão de crédito se manteve estável em relação a dezembro de 2012. “É uma taxa menos imune às variações da Selic. A taxa do cartão é a mais alta do País. Por que subir mais uma taxa que já está alta? Além disso, não é uma linha de crédito que as pessoas ficam trocando por outras de juros menores”, afirma.


Pessoa jurídica

Nas linhas voltadas a pessoas jurídicas, as taxas médias subiram de 3,18% ao mês (45,59% ao ano) em novembro para 3,25% ao mês (46,78% ao ano) em dezembro. É o maior patamar desde novembro de 2012.

 

As três linhas de crédito pesquisadas pela Anefac subiram em dezembro. Capital de giro subiu de 1,61% ao mês em novembro para 1,65% ao mês em dezembro. Desconto de duplicata passou de 2,31% ao mês em novembro para 2,33% ao mês em dezembro, e conta garantida teve alta de 5,71% ao mês para 5,77% ao mês na mesma base comparativa. (da Folhapress)

 

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espaço do leitor
Alaércio Flor 10/01/2014 07:44
Juros extorsivos o que siginificam muitos lucros aos bancos privados principalmente e o retorno da inflação na vida do povo brasileiro, o que este governo há mais de dez anos diz combater, e ,não está conseguindo fazer de verdade.A presidenta economista ,Dra Dilma, tem apenas queixo e pouca ação.
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