[an error occurred while processing this directive][an error occurred while processing this directive] Dois dedos de prosa com André Henning | DOM. | O POVO Online
Farol.dom 20/12/2015

Dois dedos de prosa com André Henning

"Tenho a liberdade de mostrar exatamente quem eu sou"
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André Henning, o locutor esportivo com estilo próprio e marcante

André Henning. Futebol é, antes de tudo, uma grande paixão. E saber transmitir todo esse sentimento que envolve o esporte é um dom para poucos. André Henning faz parte desse grupo seleto. Principal narrador dos canais Esporte Interativo, ele viu a carreira dar um grande salto em 2015 ao comandar, na emissora, as transmissões exclusivas da Liga dos Campeões da Europa e da Copa do Nordeste.Em conversa com O POVO, André falou desse momento e de seu jeito único de narrar.
 

“Tenho a liberdade de mostrar exatamente quem eu sou”

 

O POVO - Este ano o Esporte Interativo adquiriu os direitos de transmissão exclusiva em TV fechada da Liga dos Campeões da Europa no Brasil. Como principal narrador da emissora, como você encarou a responsabilidade de ser ‘a voz’ da maior competição de clubes do mundo para o País?

André Henning - Realmente 2015 foi um ano muito especial da nossa história. Quando olharmos pra trás, daqui uns 20 anos, tenho impressão que veremos que 2015 foi um marco. Acho que dei sorte, porque tivemos um grande aquecimento. O Esporte Interativo já tinha os direitos de transmitir uma partida por rodada há seis temporadas. Então, já sabíamos bem como ela funcionava. Claro, agora foi diferente, porque é exclusivo e pudemos passar, pela primeira vez na história, todos os jogos da rodada. A responsabilidade cresceu demais, mas a empresa se mobilizou. É bonito ver a garra que o pessoal tem. Abraçamos a Liga dos Campeões. Foi um ano histórico, de muito trabalho, mas de muita realização.

 

OP - Como você viu esse sucesso todo da Copa do Nordeste em 2015, que o Esporte Interativo transmitiu e você esteve diretamente envolvido?

André Henning - Teve um momento bem especial pessoalmente. Foi um jogo na Arena Fonte Nova, que o Bahia estava perdendo, virou e acabou garantindo sua classificação para final. Fui criado em Salvador e fazia muito tempo que não ia na Fonte Nova a um jogo daquele tamanho. Trabalhar naquela cabine, onde comecei a narrar de brincadeira, aos 5 anos de idade, quando meu pai me levava para o estádio e eu anotava tudo no caderninho. Ali foi um dia que eu voltei a me emocionar muito com futebol. Aquele momento que pensei: ‘isso aqui tá sendo mostrado para o Brasil. Isso aqui tá contagiando o Brasil’. Nessa Copa do Nordeste o estouro aconteceu. E a próxima, então, meu Deus! Vai parar esse País.

 

OP - E sobre esse seu jeito único de narrar que chama muita atenção, falando alto, usando bordões. De onde vem sua inspiração para narrar com tanta intensidade?

André Henning - Acho que vem da paixão que tenho pelo esporte. Eu gosto daquilo que narro. Sempre pratiquei esportes e sempre gostei de ver. Aquilo ali é o momento que tenho a liberdade de mostrar exatamente quem eu sou. Como acho que sou parecido com muita gente que também é apaixonada por esporte, que também se envolve com as histórias, acho que acaba caindo nas graças. Acabo falando algumas coisas na transmissão que o cara em casa também fala. ‘Meu filho, você não pode perder um gol desse. Tem que apanhar de cinta’. No fim das contas, é o momento em que estou me divertindo, que estou me emocionando e que tô fazendo parte daquilo. Não tenho vergonha nenhuma. E o Esporte Interativo também não tem vergonha nenhuma. Muito pelo contrário. Dá total liberdade para eu falar exatamente o que estou sentindo. Então, dá certo.

 

OP - Então a emoção é um ingrediente que não pode faltar em suas transmissões...

André Henning - Algo que marcou muito foram as transmissões de rádio do Osmar Santos, do Fiori Gigliotti, do José Silvério, do Éder Luís. Isso me ajudou a criar essa paixão pelo esporte. É o que tento fazer um pouquinho. Eu sinto que se eu conseguir passar a sensação que esses caras passaram pra mim um dia, aquele negócio do sentimento. É isso que quero fazer. Ainda bem que tenho a liberdade. E eu saio falando mesmo. Eu não anoto nada do que eu posso falar, bordão, nada. É tudo na hora. Vem e sai.

 

OP - Como você está vendo esse momento que o futebol brasileiro e mundial está vivendo fora das quatro linhas, com tantas casos de corrupção envolvendo a Fifa e a afetando também a CBF.

André Henning - O Brasil certamente é ‘privilegiado’ porque vimos tudo isso de perto. Vimos esses escândalos de corrupção começarem, e tá comprovado, na gestão do João Havelange, do Ricardo Teixeira. Teve a Copa do Mundo aqui, a gente sabe como esses caras da Fifa funcionam. Morando no Rio de Janeiro, temos contato com essas pessoas. Vimos como as coisas funcionavam. Não é um meio bonito. Quem se dispõe a circular nesse meio, já não vejo com bons olhos. Óbvio que tem gente boa e honesta trabalhando pelo futebol, que não precisa de futebol. Não sei como, se vai ter que começar do zero, com uma nova CBF e uma nova Fifa, mas temos uma grande oportunidade de mudar. Tá no momento. Vimos de uma pancada muito feia, que foi o 7x1, que é resultado de uma série de outros 7x1. Não vamos conseguir fazer sete gols um atrás do outro. Mas temos que começar logo e fazer o primeiro. 

 

Bruno Balacó

Repórter do Núcleo de Esportes


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