Sesa 07/04/2016

Diretores do HGF e do Hospital do Coração entregam cargos

Insatisfeitos com maior centralização da Sesa na administração dos hospitais, sete diretores do HGF e de Messejana deixam postos
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João Marcelo Sena joaomarcelosena@opovo.com.br

Sete diretores dos Hospitais de Messejana (do Coração) e Geral de Fortaleza (HGF) entregaram os respectivos cargos ontem. O motivo da saída dos postos diretivos, segundo os gestores que saíram, foi a maior centralização na administração das unidades por parte da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Deixaram os cargos diretores gerais, técnicos e administrativo-financeiro dos dois hospitais, além do diretor médico do HGF.

“Existe um desalinhamento entre o que a Sesa está planejando e fazendo com os hospitais. A falta de diálogo está se tornando mais intensa. Existe uma quebra de confiança que não dá mais pra continuar”, argumenta Romero Esmeraldo, diretor geral do HGF.

Os diretores que entregaram os cargos argumentam ainda que eles perderam a autonomia administrativa das decisões na gestão dos hospitais. “A administração está sendo levada toda para a Sesa. Não temos autoridade sobre os gastos no hospital. Quem decide tudo é a Sesa”, desabafa Romero.

“A gestão financeira está centralizada na Sesa, mas continuo com minha responsabilidade por estar assinando. É o meu nome como diretora que está lá. Estou na ponta do processo e preciso dar uma satisfação aos meus colegas”, complementa Filadélfia Passos, diretora do Hospital de Messejana.

Em nota, a Sesa afirma que os hospitais da rede passaram a se dedicar à gestão da assistência. “A parte administrativa deixou de ser feita pelos hospitais e passou a ser centralizada na Superintendência de Apoio à Rede de Unidades (SRU) unicamente com o objetivo de priorizar e qualificar o atendimento aos pacientes”, diz a nota. Sobre a saída dos sete diretores dos Hospitais de Messejana e HGF, a Sesa se limitou a dizer que “entende que em todo processo de inovações há adaptações ou inconformidades”.

Segundo Filadélfia, o Hospital de Messejana está sem diretor médico há quase um ano. Ela acrescenta que os diretores ainda ficam nos cargos por 30 dias, prazo em que a Sesa deve indicar novos nomes para assumir os postos de direção do HGF e do Hospital de Messejana.

Falta de material

Outra questão apontada pelos diretores que entregaram os cargos é a precarização no abastecimento das unidades. Romero Esmeraldo afirma que a situação até chegou a melhorar em janeiro deste ano, mas que, no momento, o abastecimento nos hospitais está “crucial”.

“A situação está muito precária. Estamos precisando de remédios, insumos. A burocracia aumentou com essa centralização. Um pedido passa por fulano, sicrano até se concretizar”, detalha Filadélfia.

Após ter conversado com gestores de outras unidades da rede estadual, Romero Esmeraldo garante que a insatisfação com a gestão da Saúde é geral. No entanto, ele diz que esses outros gestores ainda não se posicionaram se vão entregar os cargos ou não.

espaço do leitor
Evalda 07/04/2016 19:58
O intuito é exatamente criar o caos.Depois que a crise se instalar o governo vai lá e entrega os hospitais nas mão das empresas privadas, para que estas "administrem melhor", diga-se de passagem que essas empresas são criadas pelos próprio para poder fica mamando o dinheiro do contribuinte em beneficio próprio. Foi assim com o Waldemar e se ninguém fizer nada será assim com os demais.
Jorge Marques 07/04/2016 16:22
Quem fala fora tercerização não conhece a administração tucana...entregam as instituições publicas a preço de banana e ninguém sabe o destino do dinheiro público que foi arrecadado com a venda... área de conforto...falou tudo...mudou, tirou regalias a galera chia mesmo...saber se a centralização está favorecendo o outro lado da questão é o lema...pode não ter santo nesse altar, como também pode prejudicar quem mais precisa com essas ações. Só Deus na causa.
SOUSA 07/04/2016 14:59
FORA A TERCERIZAÇÃO....FORA PT!!!!!!!!!!
Sílvio Rocha Furtado 07/04/2016 13:43
Toda mudança interfere com as zonas de conforto dos envolvidos, Mas nem toda "inovação" justifica o transtorno criado nas instituições, principalmente quando essas inovações não conseguem melhorias significativas ao atendimento das necessidades dos usuários. Esse deve ser o foco, sempre. A centralização administrativa precisa ser muito bem pensada, pelas características próprias destas instituições. Quando não conseguem nem mesmo garantir um abastecimento aceitável, torna-se o caos.
Gugu 07/04/2016 12:51
LENDO ESSA MATÉRIA VEM NA LEMBRANÇA NAS CAMPANHAS ELEITORAIS PARA GOVERNO, PREFEITURA, ASSEMBLEIA E CÂMARA MUNICIPAL COM PROMESSAS MIRABOLANTES E MENTIROSAS QUE VÃO MELHORAR A SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO E OUTRAS MENTIRAS DESSES HIPÓCRITAS DA POLÍTICA BRASILEIRA. DEPOIS DE ELEITOS DÃO É COTOCO PARA A POPULAÇÃO. AQUILO QUE DÁ VOTO COMO ELEFANTES BRANCO, AI ELES FAZEM. SANEAMENTO BÁSICO COMO E OBRA ENTERRADA NEM FALAM.
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