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Bicicletas 11/09/2013

Como o Plano Cicloviário pode mudar o trânsito de Fortaleza

Até julho do próximo ano, a Prefeitura deve elaborar o Plano Diretor Cicloviário Integrado. Documento vai mapear locais que demandam implantação ou reforma de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários
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Isabel Costa isabelcosta@opovo.com.br
TATIANA FORTES
O plano fará um diagnóstico sobre as áreas que necessitam de implantação ou reforma de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários
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Apesar de ter 74 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas – maior corredor entre as capitais nordestinas –, Fortaleza está longe de ser a cidade ideal para quem gosta (e precisa) utilizar bicicleta diariamente como transporte. Má sinalização, ausência de faixas preferenciais, lixo e buracos fazem parte do cotidiano dos ciclistas. Para sanar estes problemas, está sendo produzido o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI). O documento – que teve ordem de serviço assinada no dia 25 de julho – fará um diagnóstico sobre as áreas que necessitam de implantação ou reforma de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários.

>> Veja imagens das atuais ciclovias em Fortaleza

Paralelamente ao PDCI, a Prefeitura de Fortaleza também está produzindo o Plano de Circulação de Cargas e de Operações Associadas. Juntos, eles vão custar R$ 960 mil aos cofres públicos. É o preço para estabelecer as diretrizes de desenvolvimento da infraestrutura para a circulação de bicicletas. E, também, para planejar o uso dos espaços públicos de acordo com as necessidades da população.

Para a arquiteta e mestre em desenvolvimento urbano Amíria Brasil, é preciso não apenas traçar vias específicas para as bicicletas, mas fazer as ciclovias e ciclofaixas dialogarem com os outros modais. “Deixando garantido o lugar da bicicleta, mas permitindo que os demais modos de transporte circulem. Antes de iniciar a etapa de planejamento do sistema cicloviário de Fortaleza, é fundamental que se conheça a demanda por espaços cicloviários, que se saiba quem anda de bicicleta, de onde as pessoas vêm e para onde elas vão, e quem gostaria de andar e porque não anda”, pontua Amíria.


Quando o PDCI for concluído, em julho de 2014, já está garantida uma ciclovia piloto com extensão de 15 km, segundo informação fornecida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), pasta responsável pela elaboração do plano. Além disso, paralelamente ao PDCI, outros 40 km de ciclovias devem ser construídos pela Secretaria de Turismo (Setfor) e pela Seinf. O engenheiro civil e mestre em engenharia de transportes, Miguel Ary, afirma que é preciso não apenas implantar vias específicas, mas atrelar a utilização das bicicletas aos outros modais. “A rede cicloviária deve ser conectada por trechos de ciclovias, ciclofaixas e vias compartilhadas, e também integrada aos demais sistemas para facilitar a acessibilidade das pessoas aos modos coletivos. Sugere-se a criação de rotas de acesso e estacionamentos junto aos terminais, paradas de ônibus e estações de metrô”, diz.


O PDCI deve fomentar uma mobilidade que Fortaleza ainda não tem e hierarquizar as ações prioritárias, explica a assistente de transporte do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), Sueli Rodrigues. Segundo ela, além das faixas integradas, será pensada uma nova sinalização e linguagem adaptada as necessidades dos ciclistas.


A sinalização é uma dos entraves apontados por Lucas Landim, presidente da Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida). Para ele, três passos são importantes para o sucesso do PDCI: estudo de origens e destinos da população de Fortaleza; criação de rotas alternativas, pois nem todas as avenidas têm espaço para abrigar ciclofaixas ou ciclovias; e uma campanha de conscientização. “Para que o plano funcione, a educação é necessária. É uma questão de mudança de cultura. Percebemos uma demanda reprimida. Muita gente gostaria de usar a bicicleta como meio de transporte, mas tem medo devido a truculência do trânsito”, aponta.

 

ENTENDA A NOTÍCIA


O PDCI de Fortaleza é o instrumento para estabelecer ações prioritárias e mapear locais que necessitam de implantação de ciclovias, ciclofaixas ou bicicletários. O documento deverá ser elaborado até julho de 2014.

 

Sugestões


1. Características locais

Levar em conta as características e expectativas dos atuais e futuros usuários, como clima, arborização, vias.

2. Integração

Fortaleza tem muitos quilômetros de ciclovias, mas os trechos não se conectam. Quando a via segregadora acaba, o ciclista é obrigado a circular junto dos veículos.

3. Gerência específica

Fortaleza necessita de uma unidade na estrutura municipal, com técnicos que tenham sensibilidade para considerar os anseios de quem usa a bicicleta.

4. Mudança de mentalidade

Nenhum plano alcançará êxito se não houver profunda mudança de mentalidade. É fundamental uma campanha.

5. Outros modais

É preciso que os caminhos sejam traçados considerando locais de aglomeração. O ciclista faz parte do percurso de bicicleta, mas pode trocá-la por um ônibus ou metrô.

FONTES: Miguel Ary; Amíria Brasil; Gislene Macêdo (estudiosa de mobilidade humana); e os ciclistas Lucas Landim (presidente da Ciclovida), Beatriz Rodrigues (arquiteta e urbanista) e Celso Sakuraba (advogado).

 

Multimídia


O plano cicloviário de Fortaleza é o Tema do Dia na cobertura de hoje do Grupo de Comunicação O POVO. Confira:

 

Para escutar: Na rádio O POVO/CBN (FM 95,5), será discutido no Grande Jornal, às 9 horas, e/ou no Revista O POVO/CBN, às 15 horas. Na rádio Globo/O POVO (AM 1010), será discutido no Manhã da Globo, às 10 horas.

 

Para ver: A TV O POVO trará matéria sobre o tema no O POVO Notícias, às 18h30min. Assista pelo canal 48 (UHF e TV Show) e 23 (Net).

 

Para ler e opinar: acompanhe a repercussão entre os internautas do O POVO Online no facebook (www.facebook.com/OPOVOOnline ) e no portal O POVO Online (www.opovo.com.br).

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CaMeLo 13/09/2013 14:01
E as calçada pra quem quer andar a pé e não consegue? Existe algum plano? Deveria!!!
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Jose Luciano Muniz Lima 12/09/2013 13:55
cONVERSA PRA BOI DORMIR. ESSA OLIGARQUIA NEFASTA É CONTRA TUDO QUE É SAUDÁVEL E A FAVOR DE TUDO O QUE NAO PRESTA DESDE QUE DÊ LUCRO AOS SEUS FINANCIADORES. CICLOFAIXA É PONTUAL. PRECISAMOS MESMO É DE CICLOVIAS DE VERDADE COM 4 METROS DE LARGURA E AÍ SIM, TEMOS OPÇÃO DE TRANSPORTE ALTERNATIVO SAUDÁVE
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David Rodrigues Lima 11/09/2013 14:09
Cara, tomara que dê tudo certo nessa bagaça e não fique só no papel. Tem que V tbm essas paradas que o CLAUDIO e o RONALDO falou, tem que tirar os postes e árvores do caminho das ciclovias, e acabar com a buraqueira... Melhorar a iluminação também,pq tem vias, que só doido que passa lá a noite.
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Jefferson Alex 11/09/2013 12:45
Eu uso bicicleta durante toda a semana para ir pro trabalho e pro estudo. Carro só fim de semana. 10km pra ir, mais outros pra voltar. Papicu -> Centro
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Ronaldo Nascimento 11/09/2013 12:08
Espero que quando forem construir estas ciclovias,não façam só com areia,porque as que estão ai, estão todas deterioradas!!
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