HSBC 08/07/2015

Ministério da Justiça recebe da França dados do SwissLeaks

Entre 2006 e 2007, existiam mais de seis mil brasileiros mantendo contas secretas no HSBC, na Suíça, somando-se US$ 7 bilhões depositados
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EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
o caso que ficou conhecido como SwissLeaks tem sido alvo de uma CPI no Senado
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O Ministério da Justiça recebeu de autoridades francesas os dados referentes à investigação do caso SwissLeaks. As informações já foram enviadas ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF), em Brasília, para que adotem as medidas necessárias de investigação, no País, dos crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas.

Segundo apuração do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), entre 2006 e 2007, existiam mais de seis mil brasileiros mantendo contas secretas no HSBC, na Suíça, responsáveis por mais de US$ 7 bilhões em depósitos. O Brasil recebeu os dados aproximadamente três meses após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, terem ido à França solicitar informações.


De acordo com Vasconcelos, a rapidez e eficácia com que as autoridades francesas colaboraram com o Brasil demonstram o avanço na cooperação jurídica internacional entre os dois governos. Ele destacou, ainda, a ação articulada e coordenada das autoridades brasileiras, que darão prosseguimento às investigações no País. De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça, o Departamento de Recuperação de Ativos trabalha em sigilo, em cooperação com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do HSBC no Senado aprovou, em 30 de junho deste ano, requerimento em que convida para depor Hervé Falciani, ex-funcionário da filial suíça que vazou os documentos. Em 2008, Falciani, ex-funcionário de uma filial do HSBC em Genebra, entregou a autoridades francesas informações sobre contas secretas. Os dados foram encaminhados ao Fisco da França, que passou a investigar todos os cidadãos do País citados, por possíveis crimes de evasão de divisas e sonegação de impostos.


O caso veio à tona quando o ICIJ e o diário francês Le Monde, de Paris, enviaram o conteúdo para 140 jornalistas de 45 países. A apuração dos profissionais de imprensa indica que a filial suíça se aproveitou de falhas nas regras fiscais do país para ajudar em crimes de sonegação. (da Agência Brasil)

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