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Suvaco de Cobra 18/12/2012 - 11h58

Suposto caso de discriminação em bar no Montese ganha repercussão em mídias sociais

Grupo de amigos teria sido alertado que o estabelecimento proibia a troca de beijos entre pessoas do mesmo sexo no local
Reprodução/ Facebook
Campanha ganhou rápida repercussão pelo Facebook
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Eram por volta das 22h do último sábado, 15, quando o estudante de serviço social e educador, Tel Cândido, de 25 anos, acompanhado de quatro amigos, foi abordado por uma funcionária do boteco Suvaco de Cobra, localizado na Avenida Gomes de Matos, no bairro Montese. Segundo Tel, a funcionária teria advertido o grupo que, de acordo com as "normas da casa", não era permitida a troca de carinhos, como beijos na boca. Os gestos em questão eram trocados por Tel e um dos quatro amigos, do sexo masculino. Tel conta que, ao ser questionado se a regra valia para um beijo heterossexual, a funcionária reafirmou que a proibição se destinava exclusivamente a "pessoas do mesmo sexo".

Inconformado, o educador solicitou a presença do responsável pelo estabelecimento para confirmar se, de fato, seus gestos eram "proibidos". A atendente foi chamá-la, mas retornou dizendo que a responsável pelo estabelecimento não estava no local. Indignado com a situação e sentido-se humilhado, Tel e seus amigos resolveram aguardar até que alguém lhe desse uma explicação sobre o constrangimento que estavam sofrendo. Até que, segundo Tel, a proprietária Sheila Nogueira "surgiu" dizendo que não era a primeira vez que era feita a proibição na casa e que, geralmente, depois de abordadas, as pessoas se levantavam e iam embora. Foi o bastante para o estudante de serviço social indagar a si mesmo o que poderia ser feito para que o fato não voltasse a ocorrer com outras pessoas.

Os responsáveis pelo Bar, Charton Nogueira e sua irmã, Sheila Nogueira, afirmaram ao O POVO Online que eles irão se pronunciar oficialmente sobre o caso ainda nesta terça. Mas que, a princípio, não se trata de um caso de homofobia e que a história divulgada não é verdadeira. "Esse fato pegou a gente de surpresa, estamos todos muito tristes, por que a gente de forma alguma discrimina clientes", declarou Charton.

Na última segunda-feira, 17, Tel Cândido, em uma publicação no Facebook, relatou o episódio denunciando o possível caso de homofobia no bar. Até as 10h21min desta terça-feira, 18, o conteúdo já havia sido compartilhado por 549 internautas.

O que diz a lei

A Lei Municipal 8.211, de 1998, institui que estabelecimentos comerciais, industriais, empresas prestadoras de serviços e similares, que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual sofrerão sanções previstas em lei, que vão desde advertência; multa mínima de 1.250 UFIR; suspensão de seu funcionamento por trinta dias até a cassação de alvará.

Entende-se por discriminação, impor a pessoas de qualquer orientação sexual, situações como constrangimento;proibição de ingresso ou permanência;atendimento selecionado. A Constituição Federal brasileira define como objetivo fundamental da República, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação.

Embasado na lei, nesta segunda-feira, Tel também denunciou o caso ao Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, em Fortaleza, que recebe em média 40 denúncias do tipo por mês. O centro conta com advogado, assistente social e psicólogo para acompanhamento dos casos.

Segundo Luanna Marley, Coordenadora para a Defesa de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza, esse tipo de denúncia tem sido cada vez mais frequente. Ela acredita que isso se deve a uma mudança de paradigma em Fortaleza nos últimos oito anos, devido a políticas públicas da Coordenadoria da Diversidade Sexual, que fez com que os jovens homossexuais deixassem de frequentar somente os “guetos”.

Luanna explica que após a denúncia chegar ao órgão, a vítima é encaminhada para orientação jurídica, além de acompanhamento psicológico, de acordo com a necessidade do caso. "Em quase 80% dos casos, a vítima acaba fragilizada com a discriminação", relata. No caso de Tel, ele será orientado a pedir indenização por danos morais. Nos locais onde são constatadas a práticas de homofobia é realizada ação educativa junto aos donos e clientes, que tem o objetivo de desconstruir de forma pedagógica o preconceito.
Tel diz que sua intenção em divulgar o caso vai além de receber um pedido de desculpas. "Humilhação não tem reparação", ressalta o educador. Ele quer chamar a atenção da população para casos como o dele.

Emmanuel Montenegro redacaoportal@opovo.com.br
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espaço do leitor
velh8ito 24/03/2013 23:06
Conheço o lugar faz um tempão. Música, pratos, bebidas e atendimento excelentes. Público muito bom. O único barraco que presenciei foi de uma casal homoafetivo. Duas mulheres se desentenderam. As pessoas precisam aprender a saber usar o espaço público, tanto heteroafetivos quanto os homoafetivos.
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DRI 20/12/2012 23:18
Já frequentei o lugar, inclusive com pessoas homossexuais e nunca nenhum dos meu amigos foram discriminados,vou continuar frequentando o lugar e os meus amigos também, acho isso um exagero.
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Wagner 19/12/2012 11:35
Não tenho preconceito, mas ja notaram que normalmente quando isso acontece é exatamente por exageiro? Todo casal Hetero tem que manter a linha, e caso seja chamado a atenção, ou parada ou sai do local.. Agora toda vida que é um casal Homo, é homofobia e estao sendo constrangidos.. Sindrome de Vitima
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Stefan Owen 19/12/2012 11:22
Mas em um caso hétero, não temos porque criar em um caso isolado, uma repercussão como essa!
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Stefan Owen 19/12/2012 11:21
Eu acredito que sabendo de uma cultura ainda pobre que tempo, todos devem se conter em arranhar uma ferida sócio-cultural! porque beijar-se e se arriscar a passar por esse inconveniente em um lugar público, onde se tem locais específicos para isso? Sou hétero e já passei por situações parecidas...
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