[an error occurred while processing this directive] Acopiara | O POVO Online Ex-gerente de banco no Ceará é condenado a 630 anos de prisão por esquema de fraude
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R$ 3 MILHÕES 04/12/2014 - 17h17

Ex-gerente de banco no Ceará é condenado a 630 anos de prisão por esquema de fraude

Trinta clientes foram prejudicados; gerente-geral do banco e funcionária da Prefeitura também são condenados a mais de 50 anos de reclusão
notícia 2 comentários

Atualizada às 20h

A Justiça condenou em primeira instância três pessoas envolvidas em um esquema de fraude no Banco do Brasil, em Acopiara. O chefe do grupo, Cleone César Bezerra Piancó, que era ex-gerente de serviços da instituição na cidade, foi condenado a 630 anos e 29 dias. O ex-gerente-geral, Deusimar Alves, e a ex-servidora da Prefeitura do município, Antônia Marlúcia, tiveram condenações de 92 anos e nove meses e 106 anos e dois meses de prisão, respectivamente. A decisão é do juiz David Fortuna da Mata, da 2ª Vara da Comarca de Acopiara, e foi proferida na última quarta-feira, 3.

 De acordo com o processo, 18 funcionários do banco e servidores públicos municipais estariam subtraindo valores de correntistas, bem como contraindo empréstimos exorbitantes mediante a manipulação de senhas e cartões de 30 clientes. A investigação teve início no fim de dezembro de 2013.

 O Ministério Público do Ceará (MP-CE) denunciou o grupo por peculato eletrônico, falsidade ideológica, lavagem de capitais e formação de quadrilha. Os envolvidos alegaram insuficiência de provas, obtidas por meio ilícito, sem autorização judicial, e pediram a improcedência da ação.

 Ao julgar o caso, o juiz David Fortuna condenou o trio e absolveu os outros 15 réus. O magistrado manteve a prisão preventiva de Cleone César, e negou o direito de apelar em liberdade, “em face da periculosidade do réu e do risco concreto de reiteração delitiva, bem como para assegurar a aplicação da lei penal”. Deusimar e Marlúcia tiveram o pedido de responder em liberdade atendido.

 Além disso, os três terão de ressarcir as vítimas pelos prejuízos. Os valores serão apurados em fase de liquidação da sentença. Conforme divulgou O POVO Online, o golpe teve um valor de cerca de R$ 3 milhões.

Investigação

Segundo o delegado Luiz Gonzaga, titular da Delegacia Municipal de Acopiara, o inquérito instaurado da Polícia Civil durou cerca de 40 dias. A investigação foi enviada para o Ministério Público e, em seguida, o órgão denunciou o esquema.

 "No começo, uma vítima isolada formulou um boletim de ocorrência. Depois, várias vítimas foram surgindo", explica o delegado. A Polícia deu início a investigação no fim de dezembro de 2012, relacionando o modo como a quadrilha operava. Conforme o inquérito, as fraudes teriam começado em 2011.

 Segundo o titular, a quadrilha agia de diversas maneiras. A movimentação irregular das contas de clientes do Banco do Brasil era a principal delas. "Ele (Cleone) fazia um empréstimo fraudulento na conta dos clientes. Ele também pegava os nomes de funcionários públicos, que às vezes nem eram, e fazia empréstimo na conta dessas pessoas", conta Luiz.

 O dinheiro do empréstimo ficava com Cleone, segundo o delegado. A princípio, as vítimas não identificavam a fraude, pois a quantia era reposta da conta de uma vítima para outra, e assim, sucessivamente. "Era a chamada cruzeta bancária. Tira do cliente A para o B, do B para o C, do E para o F, e por aí vai", diz Gonzaga.

 A participação de Marlúcia ocorria por conta da falsificação de documentos de funcionários da Prefeitura, que eram passados para Cleone, de acordo com o delegado.

 "Muitos empréstimos (do esquema) foram feitos em base nos documentos da Prefeitura. Esses documentos saíam das mãos dela. Ela era do Recursos Humanos (RH)", explica ele. Os documentos fraudados aumentavam a quantia que o funcionário ganhava - isso resultava no aumento do limite de empréstimo - que tornava possível a ação da quadrilha.

 De acordo com Luiz Gonzaga, Deusimar Cavalcante sabia do esquema e não fez nada. "O gerente geral tinha todo mundo como subordinado. Não dá para acreditar que ele não sabia. Em um dia, houve a movimentação de R$ 400 mil, e ninguém dá conta disso? Acopiara é uma cidade pequena, uma movimentação dessa chama a atenção. Deusimar foi omisso".

 O delegado afirma que o esquema chegou a movimentar conta de pessoas mortas. Conforme o titular da Delegacia do município, o ex-gerente de serviços da instituição não tirava férias para não comprometer o esquema. Apenas, quando ele se ausentou, foi que a ação fraudulenta acabou descoberta. "Cleone foi fazer uma fuga e sofreu um acidente de automóvel. Quando ele se acidentou e ficou fora da agência, as cobranças começaram a chegar aos clientes, como SPC e Serasa".

 Segundo o delegado, em dezembro de 2012, Cleone foi homenageado pela Câmara Municipal como o melhor funcionário de Banco de Acopiara. Em janeiro de 2013, a Polícia o prendeu e, em seguida, Deusimar e Marlúcia foram presos.

Vítima mais afetada teve prejuízo de mais de R$ 1 mi
Um agropecuário, atualmente com 82 anos, foi vítima da quadrilha. Segundo o advogado da vítima, Renato Mendonça, o idoso mantinha no banco uma conta corrente e uma conta poupança, mas só depositava dinheiro na poupança. O chefe do esquema pegava o dinheiro e forjava extratos falsos, enganando a vítima. Quando Cleone se ausentou da agência, o agropecuário descobriu a farsa.

 "Em virtude da confiança, ele mandava cerca de R$ 50 mil para o Cleone, quando verificava o saldo, via a quantia acumulada. Assim, ia confiando. Todo final de ano, o Banco mandava o extrato para os clientes. O Cleone sumia com esse documento e forjava um documento com timbre do Banco, e o cliente recebia o extrato falso. Quando ele (a vítima) puxou o saldo verdadeiro não tinha quase nada", conta o advogado.

 Além do agropecuário, Renato também defende outras vítimas do caso. Segundo ele, o idoso teve um prejuízo estipulado em torno de R$ 1 milhão e 500 mil, mas já foi restituído em R$ 800 mil.

Redação O POVO Online

espaço do leitor
FABIA SILVA FABIA 05/12/2014 06:24
IMAGINE, SE ESTE MERITÍSSIMO JUIZ, JULGASSE ALGUNS PREFEITOS QUE DESVIARAM DINHEIRO DAS PREFEITURAS? AI EU ACHO QUE O POVO IA GOSTAR.
Joacir Alves 04/12/2014 18:11
"Ela ficará sob reclusão por 106 anos e dois meses". Aqui está um exemplo de rigor informativo...
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