JOGOS 02/06/2016 - 17h05

Diversão no tabuleiro

Nem todos os jogadores migraram definitivamente para videogames ou computador, por isso, há empresas e instituições que se dedicam a desenvolver jogos de tabuleiro. Conheça alguns jogos nacionais
notícia 0 comentários
{'grupo': '', 'id_autor': 19094, 'email': 'janainaflor@opovo.com.br', 'nome': 'Janaina Flor'}
Janaina Flor janainaflor@opovo.com.br

Reunir os amigos e sentar ao redor de um tabuleiro com peças, cartas e dados para jogar não é uma prática ultrapassada, ainda há quem prefira jogar sem a necessidade de eletrônicos. Os Board Games, como são chamados os jogos de mesa ou de tabuleiro, estão ganhando adeptos pela inovação com os novos títulos chegam ao mercado, com narrativas que atraem os amantes da cultura pop.
Existem até lugares especializados para jogar: as luderias. Neste espaço, o jogador escolhe entre uma variedade de títulos e o aluga para se divertir com os amigos. Apesar de serem produzidos, principalmente, por empresas internacionais, as histórias fantásticas, medievais e até jogos com cunho educativo também têm espaço no Brasil. Conheça três jogos nacionais,  e pode rolar os dados.

O jogo de Selene
Selene the Fantasy é um mundo surreal criado a partir da mente de uma garotinha, chamada Selene, que ficou em coma. Nesse mundo, Defensores lutam para três facções que estão em guerra para decidir o destino do mundo e da garotinha. O jogador controla um personagem de habilidades únicas, em equipes de duas ou três pessoas.
O primeiro protótipo foi apresentado ao público na edição de 2012 da Brasil Game Show (BGS). “Para nossa surpresa, um jogo físico em meio a vários jogos digitais teve sua atenção, o que nos despertou a seguir com a ideia e terminar o desenvolvimento”, comenta Klaus Maximilian, fundador do projeto.  O estúdio responsável é o The Castle Builder, de Piracicaba, São Paulo.
Com cartas e tabuleiro, o jogo foi desenvolvido por meio de financiamento coletivo, e já teve todas as unidades produzidas vendidas. Contudo, é possível encomendar o Selene – The Fantasy pelo site do projeto (http://www.selenethefantasy.com/), ou acompanhar as informações para saber quando será lançado um novo lote.
Quem uivar mais alto
Em Fortaleza também tem quem se interesse por esse tipo de produção. A Me'n U é um estúdio criativo que está no mercado há cinco anos, e desenvolve tanto jogos digitais quanto jogos de carta e tabuleiro. “O novo projeto da empresa é o card game Wolflore, que teve início em uma Game Jam, evento em que é preciso criar um jogo em determinado período de tempo com temas preestabelecidos”, conta Erika Sampaio, ilustradora e artista conceitual do jogo.
Na história de Wolflore, o jogador descende de lobisomens e precisa resgatar a história de seu povo para levá-los ao apogeu novamente. Mas outros grupos também disputam os artefatos e runas que levam a essa soberania. Ítalo Furtado, Erika Sampaio e Rômulo Jardim são os três profissionais que trabalham no desenvolvimento de Wolflore.
O jogo funciona para duas a quatro pessoas, e o jogador utiliza os efeitos que cada tipo de carta para beneficiar o próprio jogo ou dificultar o jogo do adversário. “A partida começa com aquele que uivar mais alto. Sim, uivar!”, explica, Erika.  O jogo ainda não está à venda, porque passará por um processo de financiamento coletivo, no Catarse, que tem início a partir de primeiro de junho. 
Mulheres violetas
O ‘VIOLETAS: cinema & ação no enfrentamento da violência contra a mulher’ é o terceiro jogo da linha de pesquisa Recriar-se, grupo da Universidade de Brasília (UnB) formado por professores e alunos. A dinâmica do jogo foi inspirada em jogos modernos de estratégia, em que todos os jogadores buscam vencer um inimigo em comum. No caso deste jogo, a violência é o grande inimigo, e é simbolizada por pinos pretos que se espalham pelo tabuleiro.
O projeto do jogo foi coordenado pela professora Maria Raquel Gomes, da Unb, em parceria com a professora Rosa Godoy, da Universidade de São Paulo USP, desde 2013, quando foi contemplado por um edital de fomento no CNPq. O público-alvo são estudantes e profissionais interessados nas questões de gênero, e pode jogar com quatro pessoas ou quatro duplas.
No jogo, os participantes enfrentam as violências, em defesa da cidadania. A dinâmica é responder  perguntas relacionadas a cenas de filmes para realizar ações estratégicas, evitando que a vilã violência se espalhe pelo tabuleiro. Ao final, ou todos ganham ou todos perdem, caso todas as peças pretas ocupem o tabuleiro, as peças pretas estiverem agrupadas, cercando alguma cidade, ou se acabarem as cartas de um dos montes.
“Acreditamos que quanto mais pessoas possam identificar e se contrapor a violência, seja no tabuleiro ou nas nossas relações do dia a dia, contribuímos para fortalecer a cidadania das mulheres”, ressalta a professora Maria Raquel. Violetas pode ser comprado pelo site www.recriarse.worpress.com.

espaço do leitor
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.
0
Comentários
500
As informações são de responsabilidade do autor:

Vídeos

Teaser da 11ª edição da Revista O POVO Cariri play

Teaser da 11ª edição da Revista O POVO Cariri

anterior

próxima

ACOMPANHE O POVO NAS REDES SOCIAIS