TRE 04/12/2012

Cassado mandato de Carlomano Marques

Decisão teve como base reportagem do O POVO. Na campanha de 2010, atendimento médico no comitê eleitoral do deputado era trocado por voto
GEORGIA SANTIAGO, 2/2/2010
Carlomano foi reeleito para mais um mandato em outubro de 2010
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O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) cassou, na noite de ontem, o mandato do deputado estadual Carlomano Marques (PMDB), por compra de votos. A decisão, por 4 votos a 2, teve como base reportagem do O POVO.

 

Na edição de 21 de setembro de 2010, o jornal mostrou que o então candidato à reeleição na Assembleia era o principal beneficiário de atendimentos médicos feitos pela irmã dele, a médica e vereadora Magaly Marques (PMDB).
 

As consultas, com direito a atestado médico e encaminhamento para especialistas, eram realizadas dentro do comitê do peemedebista, no bairro Varjota. No atendimento a um repórter do O POVO, Magaly solicitou dados eleitorais, endereço e telefone ao suposto paciente. Ao final, pediu voto para o irmão.
 

Por 5 votos a 1, Magaly ficou inelegível por oito anos, e pegou multa de 10 mil Ufir (R$ 1,0641 cada). A decisão não afeta o atual mandato. Ela foi reeleita em outubro passado. Se for diplomada pela Justiça Eleitoral, o Ministério Público deve entrar com recurso contra a expedição do documento.
Já Carlomano poderá esperar, no exercício do mandato, a publicação da decisão, o que deve acontecer até amanhã.
 

Dois juízes entenderam que não ficou caracterizado que havia consentimento expresso do deputado nas ações da irmã. A tese vencedora, no entanto, defendida pelo procurador regional eleitoral, Márcio Torres, foi a de que Carlomano tinha conhecimento do que estava acontecendo. “Nós entendemos que ele sabia e que o jornal mostrou, porque era tudo no comitê eleitoral dele”, disse Torres.

Recursos
Advogado da dupla parlamentar, Irapuan Camurça informou que vai recorrer das decisões ao próprio TRE-CE, podendo ainda ir ao TSE. “A decisão, apesar de eu respeitá-la, foi equivocada. As provas apresentadas não induzem ao convencimento sobre o crime imputado ao deputado”, alegou o advogado.
Segundo o MP, somente recursos acatados em Brasília terão efeito suspensivo da decisão de ontem.

 

E agora

 

ENTENDA A NOTÍCIA
Com a decisão do TRE-CE, a defesa de Carlomano deverá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, que poderá acatar ou não as alegações. Caso não aceite, o deputado deixará a Assembleia Legislativa, que convocará um suplente.

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Marcos 05/12/2012 08:32
A hiena louca do motel se deu mal agora. Apela pro Cid.
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daniel 05/12/2012 00:06
Tem uns médicos deputados e vereadores que fazem o mesmo! O conselho deveria proibir político de atuar na medicina..
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AUGUSTO CESAR CARNEIRO COLARES 04/12/2012 20:13
O FERNANDO HUGO NA MESSEJANA É DO MESMO JEITO. O ROBERTO CLAUDIO FOI EXPLÍCITA A COMPRA DE VOTOS. VAMOS MORALIZAR PESSOAL, QUEM VOTOU NO ELMANO FOI O POVO CONSCIENTE .
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Maclima 04/12/2012 18:18
Se o deputado fosse um PTRALHA ia acusar o O POVO de ser golpista. É inacreditável que por aqui ainda tem PTRALHAS viuvinhas desta administração caótica e inpeta, faltam poucos dias. Valeu FORTALEZA! Xô PTRALHAS!
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Valeria silva 04/12/2012 14:25
No bairro em que moro tem um deputado estadual que a vários anos consegue se eleger assim,fazendo consulta, dando atestado médico,arranjando ligações de trompas, ou seja, um cara desses, jamais vai querer que a saúde pública melhore, ele faz de tudo pra que os postos de saude não funcione.É o Hugo
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