MP dos Portos 17/05/2013

Votação da MP dos Portos expõe fragilidades do governo

A votação da MP dos Portos na Câmara Federal entrou para a história por sua duração, com cerca de 40 horas quase ininterruptas, mas expressou as dificuldades do Governo com a base aliada, principalmente com o PMDB
JOSÉ CRUZ/ABR
Votação no Senado encerrou a polêmica votação
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As cerca de 40 horas de votação quase ininterruptas na Câmara dos Deputados para aprovação da Medida Provisória dos Portos, quarta-feira, expôs a polêmica da matéria, mas também as divergências do Governo com a própria base aliada, principalmente com o PMDB. Embora lideranças petistas neguem, parlamentares da bancada cearense afirmam que a sessão histórica evidenciou falhas na interlocução do Governo Dilma com o Poder Legislativo. Para o deputado federal José Guimarães, líder do PT na Câmara, esta é uma matéria muito divergente, que mexe com muitos interesses de grupos econômicos e dos próprios partidos e parlamentares. Ele admite que a pauta expôs as divergências “de conteúdo”, principalmente entre PT, PMDB e PSB, levando ao acirramento, mas isso não significa que a base esteja rachada.


Guimarães afirma que a base do Governo na Câmara “não é petrificada, burra, monolítica”. Por isso, defende que interlocutores do processo saem com sentimento de dever cumprido, já que a matéria foi aprovada. Mesmo assim, acredita que o Governo tem de tirar lições. No entanto, na opinião do deputado federal Danilo Forte (PMDB), a longa sessão expressou a determinação da Casa em votar o projeto, mas, por outro lado, expôs a fragilidade de articulação política do Governo. Ele critica que a matéria não tenha sido encaminhada com maior prazo para votação e lamenta a falta de humildade na articulação. No caso do PMDB, aponta que houve acúmulo de ressentimentos anteriores.


O deputado federal pelo PCdoB, Chico Lopes, aponta que o Governo não teve interlocutor político para ir resolvendo os problemas e, como a negociação não foi fácil, tem que reavaliar essa relação para aprovar projetos futuros. “O Governo não sai fragilizado porque não houve rompimento. Mas houve uma espécie de movimento de partidos querendo mostrar sua força”.


O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo, afirma que qualquer sessão em que não se avaliam os interesses republicanos é prejudicial ao Brasil. “Nós do PDT apresentamos dois destaques e fomos derrotados, mas nem por isso obstruímos a votação, nem dificultamos”. Ele defende também que as medidas provisórias precisam ter texto final apresentado com antecedência e, neste caso, faltava uma semana para a MP “caducar”.


Como


ENTENDA A NOTÍCIA


A longa sessão de votação da MP dos Portos foi marcada pela dificuldade de obtenção de quórum, tentativas de obstrução pela oposição, e pelas divergências entre os interesses do Governo e da base aliada.

 

SERVIÇO

 

Acompanhe sessões na Câmara e no Senado


Câmara: http://bit.ly/cT9fwm


Senado: http://bit.ly/9RkyOZ


Lucinthya Gomes lucinthya@opovo.com.br
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Confronto das ideias
espaço do leitor
Domingos Freitas 17/05/2013 21:20
OLHA SÓ QUEM É O LIDER DO PT, É O CAPITÃO CUECA!!!
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Alaércio Flor 17/05/2013 11:12
Nem os senadores,nem os deputados sabiam o que estavam votando...e nem o povo em geral,mas uma coisa é certa: houve enfim no PT o que eles condenavam nos tucanos, a privatização dos portos no governo da Dra Dilma Vana Rosseff.
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