Ponto de vista 17/05/2012

A informação está no detalhe

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O fundamento da Lei de Acesso à Informação é a criação de um parâmetro comparativo. Desde ontem, o cidadão, comum ou não, saberá para onde está indo seu suado imposto de cada dia. Chega de as autoridades estufarem o peito e arrotarem anúncio de milhões, às vezes, bilhões de reais em investimentos, para isso e aquilo, ao tempo em que os serviços são tão imprestáveis. Quem precisa de saúde, educação, segurança, saneamento e estradas – ou seja, toda a sociedade - sabe do que estou falando. É nesse espírito que vejo a nova legislação. De agora em diante, no limite da aplicação da lei 12.527/11, o trabalhador poderá saber, em detalhes, quanto custa o pneu de uma viatura de polícia, um pacote de esparadrapo, uma carteira escolar ou um metro de fio de pedra. É esse nível de detalhamento que interessa. Afinal, é nesse mundo, de suas despesas do dia a dia, que o cidadão vive. Só assim o usuário vai saber se o que está pagando pelo serviço que recebe está valendo a pena. O ideal, inclusive, seria, por exemplo, o cidadão saber quanto do imposto que ele deixou no último supermercado que fez voltou para a iluminação pública de sua rua. Eis o parâmetro comparativo. Cifras gigantescas, com números globais de gastos dos governos, não querem dizer absolutamente nada para o pequeno e anônimo pagador de impostos. Só servem para massagear o ego dos próprios governantes. Procurar saber, minimamente, como os governos gastam nosso dinheiro pode ser um bom primeiro teste para a lei que acaba de chegar. Fica a dica.

 

Erivaldo Carvalho
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