Confronto das ideias 21/02/2013

O novo Castelão corre o risco de se tornar um "elefante branco"?

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ESPORTE

 

SIM - Entendemos que existe esta possibilidade, mas sua concretização seria negar o desenvolvimento econômico e social de nosso Estado, o que não acreditamos em virtude da visão moderna e futurista do nosso governador Cid Gomes.

 

Para que não aconteça esse retrocesso, será preciso que a empresa que ganhou a licitação para administrar o Castelão compreenda que os clubes têm como maior fatia de suas receitas a arrecadação dos jogos e também entender que nosso povo não tem condições de pagar um ingresso com valor elevado.


Os clubes que têm o cliente (torcida) pagam todos os custos do evento como aluguel do estádio e arbitragem, mas a administradora, sem nenhum custo e risco zero, quer explorar, comercialmente, a área nobre do estádio sem oferecer nenhuma contrapartida.


Uma alternativa seria agregar parceiros da iniciativa privada para custear algumas despesas elevadas em troca de publicidade na arena e viabilizar os jogos no novo Castelão.


Futebol é do povo e o poder público tem a missão de oferecer um estádio moderno a toda a população, não somente para a elite que representa a minoria de nossa população.


Como dirigente de clube, entendo que nos moldes atuais a proposta de jogar no Castelão é totalmente inviável. Queremos usufruir deste magnífico equipamento, mas jamais afastar o que temos de mais preciso, nosso torcedor, e sem perder de vista nossas receitas.


Lamentaríamos muito se o Castelão virasse “elefante branco”. No entanto acreditamos que, se não houver a participação direta do governador nas negociações para tornar o novo Castelão um espaço do povo, infelizmente teremos só eventuais shows que a grande massa da população não participará pelo alto preço.


A iniciativa privada, insensível, visa apenas lucro. O Estado precisa buscar atender o povo que terá orgulho de frequentar o Castelão desde que possa atender a todas as classes sociais.

 

"Se não houver a participação direta do governador, infelizmente teremos só eventuais shows"

 

Daniel Frota

Vice-presidente do Fortaleza Esporte Clube


NÃO - O estádio Plácido Castelo, a nova Arena Castelão, não será um “elefante branco”, mas um indutor do desenvolvimento regional dessa importante área de Fortaleza. Construído por meio de parceria público-privada pelo Consórcio Arena Multiuso Castelão (Galvão Engenharia, Serveng Civilsan e BWA Tecnologia de Informação) com investimento global de cerca de R$ 518 milhões, a nova arena receberá certamente públicos consideráveis, nos clássicos locais e nas partidas disputadas com os grandes clubes pelo Campeonato Brasileiro de Futebol. Certamente, serão ainda realizados ali grandes shows e eventos pela operadora do estádio.


Há outros fatores que devem ser considerados na análise do custo/benefício da construção dessa moderna arena esportiva para sediar chaves da Copa das Confederações 2013 e Copa 2014. Entre eles, os principais situam-se na melhoria da área de mobilidade urbana, com a as obras de viário urbano das Avenidas Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Paulino Rocha, Via Expressa e Raul Barbosa além do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe, e de saneamento, com a execução de obras de drenagem no entorno, que trarão melhorias na qualidade de vida da população local e, também, a valorização urbana da região.


A área em que se situa o estádio não era valorizada, até então, sem as melhorias de transporte, vias urbanas e saneamento que a realização da Copa ajudou a alavancar. Essas melhorias, aliadas à construção da sede da Secretaria do Esporte do Estado e do Departamento de Arquitetura e Engenharia; do auditório e da praça com 55 mil m², impulsionarão o desenvolvimento do entorno do estádio.


E o fato de a empresa Arena Castelão Operadora de Estádio cobrir todas as despesas do estádio por oito anos desobriga o Governo Estadual desses encargos. Pesando na balança, a construção da Arena Castelão é iniciativa bem-sucedida e que trará benefícios para toda a população regional e de Fortaleza.

 

"O fato de a empresa cobrir todas as despesas do estádio por oito anos desobriga o Governo desses encargos"

 

Arthur Oliveira Costa Sousa

Pres. da Regional Ceará do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia

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