Denúncia 25/10/2013

35 líderes teriam sido monitorados por agência dos Estados Unidos

Embaixador foi convocado pelo ministro do Exterior alemão, à primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Jornal omitiu lista dos espionados
JOHN THYS/AFP
Angela Merkel e François Hollande, ontem, em Bruxelas
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Pelo menos 35 líderes mundiais foram monitorados pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, segundo revelou ontem o jornal The Guardian, de Londres. Acrescentou que a NSA começou essa espionagem após receber a relação dos telefones fornecida por funcionário de outro departamento do Governo dos EUA. Os números telefônicos dos 35 líderes estariam entre 200 entregues à NSA.


Os dados fazem parte, de acordo com The Guardian, dos arquivos do ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) e da NSA Edward Snowden, asilado atualmente na Rússia. O jornal, que divulgou a reportagem ontem à noite, omite quem são esses 35 líderes. Mas, o episódio vem à público em meio a mais recente crise sobre o caso, desta vez envolvendo a Alemanha.


Há indícios de que o telefone celular da chanceler (chefe de governo) Angela Merkel foi monitorado, de acordo com o Governo alemão. O embaixador norte-americano em Berlim, John B. Emerson, foi chamado a dar explicações ao ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle. É a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que o embaixador de um país aliado é convocado diante dessas circunstâncias.


”Algo que não se faz”

Angela Merkel, disse na chegada a Bruxelas para a reunião da cúpula do Conselho Europeu (CE), que “espionagem entre amigos é algo que não se faz”. Argumentando que a espionagem entre aliados é inaceitável e que “a confiança deve ser restabelecida”, ela informou que já teve oportunidade de dizer isso ao próprio presidente norte-americano, Barack Obama, quarta-feira, em uma conversa por telefone.

 

O caso das escutas norte-americanas foi abordado na capital belga pela chanceler e o presidente francês, François Hollande, em um encontro bilateral que antecedeu a cúpula da UE, que prossegue até hoje.


Segundo o jornal Le Monde, de Paris, foram interceptadas milhões de chamadas telefônicas na França pela NSA. O tema tornou-se o assunto dominante no início de reunião entre os chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE). (das agências de notícias)

 

> TAGS: crise espionagem eua
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espaço do leitor
Alaércio Flor 25/10/2013 06:15
Com o fim da Guerra Fria, o mundo está buscando novos alvos aos espiões que ficaram por muito tempo sem um foco definido de arapongagem. Agora o foco são as lidederanças políticas no poder e as emergentes, e os vazamentos revelam que nada pode impedir que um líder possa ser espionado, nem as leis.
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