Trilhas 27/06/2012

Usuários divergem sobre medidas adotadas no Parque do Cocó

Frequentadores do Parque Ecológico do Cocó discordam quando o assunto são as mudanças propostas pela gerência do equipamento, como a retirada das dezenas de gatos na área e o passeio de bicicleta
FOTO: FÁBIO LIMA
Frequentadores do Parque do Cocó divergem sobre medidas adotadas pela gerência do equipamento
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A mudança mais perceptível para os frequentadores do Parque do Cocó é o fechamento parcial das trilhas das Azeitonas e da avenida Engenheiro Santana Júnior. O acesso interno das trilhas está mantido, mas os portões só ficarão abertos das 6 horas ao meio-dia.

 

A gerência do parque justifica que as alterações visam a segurança dos frequentadores, pois usuários de drogas escondiam-se no local, além de usar o parque como banheiro público. No futuro, a intenção é manter abertas apenas as entradas principais - nas avenidas Padre Antônio Tomás e Sebastião de Abreu.


A Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (CPMA) informa que, em sete anos e meio de funcionamento das trilhas do Parque do Cocó, nenhuma ocorrência foi registrada em sua área. Os furtos e roubos ocorreram nas avenidas que circundam o Cocó. O comandante da CPMA, major Marcus Costa, afirma desconhecer que usuários de drogas utilizem as trilhas para fazer uso de entorpecentes.


A gerência do parque também anunciou que um Estudo de Capacidade de Carga será feito para saber quantas pessoas podem ter acesso às trilhas.


A dona de casa Aurilene Brito, 39 anos, aprova o fechamento dos portões por questão de segurança, mas teme o controle do número de pessoas. “Durante a semana, não vem tanta gente assim”, diz. Já a dona de casa Irismar de Meneses, 49, discorda e considera que “cada lugar tem sua capacidade”.


A arquiteta e urbanista Joísa Barroso ressalta que “estamos falando de uma das maiores áreas de mangue totalmente ‘urbana’ da América Latina. Terá que haver controle de ‘carga’, sim. Mas sem ser exageradamente proibitiva”.

 

Retirada de gatos


Outra ação anunciada é a retirada dos gatos do interior do parque. “Unidade de conservação não é local de animal domesticado. A tendência é que os gatos voltem ao estado ‘feral’. Podem passar a comer as aves silvestres”, afirma Henriete Pereira, a gerente do Parque do Cocó, que anuncia a realização de duas campanhas de adoção dos animais. Se o problema não for resolvido, vai pedir que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolha os gatos.


A jornalista e servidora pública Marília Rabelo, 61, está preocupada com a medida. Ela e um grupo de “gateiras” alimentam os animais abandonados no parque. “A gente sabe que esse não é o local mais adequado para deixar os gatos, mas, infelizmente, tem gente que coloca ali. E a gente se preocupa com a vida deles. Ir para o CCZ significa eutanásia”, alerta.


O grupo sugere que o Governo adote medidas para impedir que novos animais sejam abandonados no parque. Assim, segundo elas, o problema estaria resolvido em um ou dois anos, pois o grupo faz a castração dos gatos e promove campanhas.

 

ENTENDA A NOTÍCIA


O POVO discute com usuários algumas das medidas adotadas no Parque Ecológico do Cocó, como fechamento parcial de trilhas, retirada de gatos e proibição de circulação de bicicletas no interior do parque

 

Números


1.155,2

hectares é o que compreende o Parque do Cocó em sua proposta original

 

50 km

é a extensão do rio Cocó, que nasce na Serra da Aratanha e passa por três municípios

 

2,7 km

Todas as trilhas somam 2,7 km de extensão; a principal tem 1.350 metros.

 

Serviço

Para realizar visitas ao Cocó, é necessário fazer agendamento prévio

Quem: administração Onde: Parque do Cocó

Contato: (85) 3101 5550 e(85) 8726 0168

 

Resumo da série

Foi discutido o impacto das novas medidas adotadas no Parque do Cocó, que podem restringir o acesso de usuários. Também foi debatida a insegurança jurídica do parque, não existe oficialmente.

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espaço do leitor
Maria Zenaide Soldon Braga 02/07/2012 17:09
Só pra reforçar, sra. Gerente Henriete Pereira: Cuidado com o que fala e com o que faz. Gatos voltarem à condição feral?? Sabe como evitar isso fácil? Esterilização em massa para os que lá vivem! Não precisa ser "gateira" para se revoltar com a possibilidade de um massacre!
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Melo 02/07/2012 08:57
Vai pedir ao CCZ a retirada dos gatos... o que o CCZ faz quando apreendem animais? Não seria mais prudente que as associações de proteção aos animais ajudassem nisso em vez do CCZ? O pior animal continuará a frequentar o parque: o SER HUMANO.
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Melo 02/07/2012 08:54
Vai pedir ao CCZ a retirada dos gatos... o que o CCZ faz quando apreendem animais? Não seria mais prudente que as associações de proteção aos animais ajudassem nisso em vez do CCZ? O pior animal continuará a frequentar o parque: o SER HUMANO.
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Maria Zenaide Soldon Braga 02/07/2012 03:19
Essas medidas contra os gatos que vivem no Parque do Cocó poderiam facilmente ser incluídas na condição de MAUS TRATOS. Não se pode dispor da vida de animais dessa forma, senhora Henriete Pereira. Há que se achar uma solução menos drástica.
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