gerencie sua carreira 21/10/2012

Assessoria indispensável

Para além do estereótipo que cerca a carreira, os profissionais de secretariado exercem funções de gestão e assessoria executiva
FOTO: ANDRÉ SALGADO
Eugênia Ribeiro, graduada em Secretariado Executivo, buscou uma especialização na área para aprimorar seu trabalho
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As responsabilidades de uma secretária ou secretário dentro de uma empresa há muito deixaram de se limitar a atividades como atender telefone ou fazer cópias de documentos. Hoje, é cobrado desses profissionais conhecimentos em áreas como economia e finanças. É isso que afirma Eugênia Ribeiro, graduada em Secretariado Executivo desde 2002 pela Universidade Federal do Ceará (UFC). “Secretária não é mais aquela pessoa que só anota recados. Ela assessora todo um departamento, elaborando relatórios, planilhas, e organizando viagens, além dessa parte mais técnica”.

 

Eugênia destaca que ao longo do tempo a profissão passou a ser mais valorizada. “(Há 10 anos) eu ouvia minhas amigas dizerem que até tinham de varrer a sala, mas hoje a secretária chega a ser a segunda voz do chefe”.


Já Denise Landim, que trabalha há dois anos na área, lembra que a profissão é regulamentada por lei, sendo necessária formação técnica ou superior para exercer a atividade. “Essa foi uma das grandes lutas da categoria, ter profissionais qualificados no mercado”, aponta.


“O mercado evoluiu bastante até determos aceitação, hoje existem empresas que exigem profissionais com formação em ensino superior”, avalia Joelma Soares, coordenadora do curso de Secretariado Executivo da UFC. Segundo Joelma, há muitas oportunidades no Ceará para esses profissionais. “Tanto nas pequenas empresas quanto nas grandes corporações, no comércio, na industrial ou na educação, a empregabilidade é grande”, garante.

 

Remuneração


De acordo com informações da Federação Nacional das Secretárias e Secretários, o piso salarial do técnico em secretariado no Ceará é R$ 850, enquanto o piso do profissional formado é de R$ 1.650. Porém, Joelma afirma que esse valor pode aumentar de acordo com o conhecimento em outras línguas. “Em Fortaleza existe uma carência de profissionais bilíngues. O secretário que fala só português ganha, em média, R$1.500. O que sabe inglês tem como salário inicial R$ 2.500, no mínimo”, compara.

 

EM BAIXA

 

DESCONHECIMENTO

Segundo Denise, uma das maiores dificuldades do mercado é o desconhecimento de que é necessário um profissional com formação técnica ou superior para atuar na área.

 

EM ALTA

 

DEMANDA

De acordo com Joelma, o crescimento do mercado cearense está cada vez maior. “No polo industrial, como Maracanaú, o salário é mais alto”, afirma

 

Saiba mais


Cursos de formação

Para atuar como técnico em secretariado ou secretário executivo, é necessário ter nível técnico, tecnólogo ou superior. Em Fortaleza, o Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetrede) oferta o curso de Técnico em Secretariado, enquanto a Faculdade Ateneu oferece o curso tecnólogo de Secretariado. Já na UFC, há a graduação na área, além de especialização em Assessoria Executiva e Gestão Pública e Privada.

 

Para mulheres e homens

“Nas turmas de hoje, temos 30 mulheres para 10 homens. No começo, esse número era de 30 para um ou dois homens”, compara Joelma

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