Bate-pronto 24/02/2013

Entrevista com Heródoto Barbeiro

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Heródoto Barbeiro, jornalista, mestre em História e monge budista leigo pela comunidade budista Soto Zen Shu

 

OPOVO - O senhor acredita que as igrejas seguem estratégias de marketing e lógicas de mercado como qualquer empresa?

Heródoto Barbeiro -Eu acho que sim, mas primeiro precisamos contextualizar. Estamos vivendo uma nova organização econômica no século XXI e o capitalismo tomou conta do planeta. Com poucas exceções o mundo é capitalista. A luta de socialistas de um lado e liberais de outro praticamente despareceu. E todo mundo fala mais ou menos a mesma coisa, então o embate politico e econômico típico do século XX foi substituído por outros, entre eles os de ordem religiosa, que ganharam uma amplitude imensa tanto que alguns governos e partidos são identificados por religiões. Temos ainda debates políticos que não discutem política nem economia, mas temas morais e comportamentais, a exemplo das últimas eleições que abriram espaço para discussões em torno do aborto ou casamento gay.

 

OP - Então a discussão é sobre linhas de pensamento e é isso que agrega as pessoas?

HB - Acho que hoje as comunidades que comungam das mesmas ideias, sejam elas religiosas, éticas, morais, filosóficas são internacionais, veja o caso do da sustentabilidade: é global. O ambientalismo: é global. A defesa dos direitos humanos: é global, assim como o repúdio à violência contra as mulheres.

 

OP - O senhor é uma pessoa religiosa. Como a religião faz parte do seu dia?

HB - A minha religião permeia todo o eu dia, uma vez que sou budista e o budismo é uma religião do dia a dia, do momento que se vive.

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