Segurança 21/03/2012 - 01h30

Cuidado com pagamento em dinheiro

Para evitar situações perigosas ao sacar dinheiro em banco, existem muitas dicas. Mas o uso das serviços financeiros pode ajudar quem quer evitar qualquer possibilidade de insegurança
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A empresária Junia Moreira defende o uso dos cartões como "moeda eletrônica"

Segurança. A palavra de ordem para quem lida com dinheiro está cada dia mais difícil de ser mantida. Segundo dados do Banco do Brasil, cerca de 77% dos pagamentos feitos por pessoas físicas no País ainda são feitos em espécie. O resultado é que pequenos e médios empresários que se tornaram constantes alvos de roubos. E exemplos de situações que resultaram em violência estão no cotidiano da cidade. Mas existem maneiras de evitar ao máximo a exposição que pode causar o problema.

 

Novas tecnologias, serviços inteligentes, cuidados específicos e atenção redobrada estão entre os itens fundamentais para prevenir a prática conhecida como “saidinha bancária”, que é quando uma pessoa é assaltada na saída do banco depois de fazer um saque com alto valor. Os bandidos normalmente se organizam dentro e fora das instituições e passam informações para fazer o assalto.


Para começar, as vítimas podem simplesmente evitar o processo de retirar o dinheiro para fazer o pagamento. Embora a justificativa da maioria dos empresários que utilizam a prática é de que os funcionários não têm conta bancária, é possível usar outros meios para repassar o ordenado aos trabalhadores.


Empresas como a Libercard e a FortBrasil têm cartões que funcionam como “moeda eletrônica”. O funcionário não precisa ter conta no banco e usa o cartão para realizar saques do valor do salário. De acordo com Junia Moreira, diretora e fundadora da Libercard, a primeira vantagem é a simplicidade do pagamento, que é feito por meio de uma recarga no cartão. “O empresário evita a logística de retirada, contagem, transporte e distribuição do dinheiro e garante a segurança também do funcionário, que não sai do local do trabalho com valores em mão”, explica. Para utilizar esse modelo de serviço, o empresário paga em torno de 2,5 a 3% do valor aplicado, mas os valores dependem do pacote contratado que pode incluir no mesmo cartão benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e outros serviços.


A adoção da medida evita a retirada de grandes quantias na “boca do caixa”. Outra medida possível é o pagamento por meio do cheque administrativo. A diferença do cheque administrativo é que ele é emitido pelo próprio banco. Pode ser comprado pelo cliente em qualquer agência bancária. O banco o emite em nome de quem o cliente efetuará o pagamento. Mas a opção é ideal para pagamentos maiores, já que é cobrada uma taxa em média de R$ 20 para utilização.


Outras formas de garantir a segurança dentro das agências bancárias podem ser adotadas. De acordo com Bosco Mota, diretor do Sindicato dos Bancário do Estado do Ceará, a instalação de biombos na área dos caixas é uma reivindicação da categoria, mas só foi acatada por algumas instituições. “É fato que a colocação dos biombos aumenta a segurança. É uma das formas mais eficazes de evitar que as pessoas vejam as quantias sacadas. Mais eficaz do que a proibição do uso do celular”, afirma.


Siderley Andrade de Lima concorda. Ele é consultor de segurança pessoal da CS3 Consultoria e membro da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança (Abseg). Afirma que, no caso de não haver a divisória, o ideal é que o cliente peça ao gerente do banco para receber o dinheiro sacado em uma sala separada. Mas medidas simples como não ir ao banco no dia do pagamento e, sim, dois ou três dias antes, mudar o horário e o caminho percorrido a cada mês, ir acompanhado de alguém da empresa e não comunicar que está saindo para fazer a retirada podem ajudar. “Também pode ser solicitado o acompanhamento de policiais militares ou da empresa de segurança contratada”, acrescenta.

 

Garantia


José Neto, diretor comercial da FortBrasil, lembra ainda que uma das garantias de se utilizar o cartão para pagamento é a possibilidade de se contratar seguros de perda e roubo, que garante o estorno das compras indevidas no caso de algum cartão ser furtado. “O aconselhável é que logo após o incidente seja feito um Boletim de Ocorrência Policial (BO), facilitando o processo para cancelamento do cartão e estorno de despesas indevidas”, orienta. (Colaborou Juliana Diógenes/Especial para O POVO)

 

Casos

14/3. Uma saidinha bancária na Avenida da Abolição, em Fortaleza, terminou com um assaltante detido e outro baleado pela Polícia. O assalto aconteceu às 15 horas, em uma agência do Bradesco. Segundo a Polícia, um comerciante de 55 anos foi abordado após ter sacado R$ 5 mil de um caixa eletrônico.

 

1°/3. A reação a um assalto tipo “saidinha bancária” resultou na morte do engenheiro Kelbson Nogueira Diógenes, 28, no estacionamento do Banco Itaú, no Bairro de Fátima. Ele era proprietário da empresa DM Engenharia e havia sacado R$ 21 mil, para fazer o pagamento dos funcionários.

 

Números


77%

dos pagamentos feitos por pessoas físicas no País ainda são em espécie

3%

do valor aplicado é quanto o empresário paga no serviço do cartão em pagamento de salário

 

R$ 20

é a taxa média cobrada, a ser paga para utilização do serviço

Henriette de Salvi henriette@opovo.com.br
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Comentários
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ROB 21/03/2012 15:39
Concordo, principalmente as construtoras.
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Rodrigo Mota 21/03/2012 12:57
a empresa evita fazer pagamento dos salários, por meio eletronico, pois boa parte dos seus funcionários não possuem CTPS assinada. Para não comprovar o vinculo do emprego, com os depósitos realizados, a empresa faz o pagamento em espécie. Rodrigo Mota
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