FALTA DE CAPACITAÇÃO 11/05/2015

Falta de capacitação e impressoras sem uso na Uece

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RODRIGO CARVALHO
Geovânio aponta obstáculos cotidianos para cursar universidade
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Na Universidade Estadual do Ceará (Uece), não há registro sobre a quantidade de alunos com algum tipo de deficiência que atualmente estuda na instituição. A data para construção de rampas e banheiros acessíveis também não tem definição.

 

Geovânio Ferreira da Silva, estudante de Filosofia e cego, conta que precisou batalhar para que a universidade adquirisse impressoras de braille. “Depois de muito custo elas chegaram (duas), há uns três anos, mas nunca foram utilizadas”, diz.


Sem funcionários capacitados, os alunos é que precisam manuseá-las. “A gente não sabe mexer. Até recomendei uma pessoa que poderia fazer os ajustes necessários, mas a universidade nunca a chamou”.


Geovânio faz parte do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Cefed) e destaca que a preparação de professores e a metodologia de avaliação são outras barreiras enfrentadas. “Um amigo meu, também cego, fazia o curso de Música e os professores pediram que ele desistisse. Comigo, os professores tentavam, mandavam os textos por email e às vezes soletravam”.


Conforme ele, a Uece não possui alunos com deficiências de audição/surdez por não oferecer provas bilíngues, em Libras. “Disseram que prova bilíngue é com língua estrangeira”, acrescenta.

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