Guaramiranga 31/05/2013

Tombo de helicóptero deixa empresário ferido

Aeronave transportava seis pessoas quando, ao aterrissar, elevou-se e tombou. A hélice decepou uma perna do controlador do grupo Marquise, engenheiro José Carlos Pontes. Ele foi submetido a cirurgia e está internado
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Do alto da colina, diante de uma pousada em Guaramiranga, a 102 km de Fortaleza, o jovem acompanhou ontem o resgate de seis pessoas envolvidas num acidente com um helicóptero pousado na reserva ambiental particular Tibagi. Um dos passageiros, o controlador do grupo Marquise, engenheiro José Carlos Pontes, 61, teve a perna decepada pela hélice da aeronave. Ele foi levado ao IJF e, em seguida, transferido para o Hospital São Matheus.


Por volta de 11h45min, a máquina aterrissou no heliponto da propriedade e tombou à esquerda, segundo o coordenador de Operações do Corpo de Bombeiros, major George Girão. Também eram passageiros: a sogra do engenheiro, Guiomar Marinho; a esposa dele, Denise Pontes; a neta deles, junto com a babá; e um major da Polícia, que conduzia a aeronave. Os nomes da babá e do piloto ainda não foram identificados. Ninguém mais se feriu.


Segundo o jovem que assistiu ao resgate, funcionários da reserva ambiental relataram que o helicóptero não foi desligado pelo piloto. Quando José Carlos, o último passageiro, desceu, a máquina teria elevado-se um pouco e tombado. A hélice teria tocado o solo e atingido a perna do empresário. “A gente só ouviu a pancada e a fumaça subindo”, citou ele.


Trabalhos de perícia da Aeronáutica indicarão a causa do acidente. “Eles sempre vêm pra cá de helicóptero e nunca teve nenhum acidente”, resumiu-se o gerente da reserva, Guilherme Rêgo. Ele não permitiu a entrada do O POVO na propriedade nem que a reportagem conversasse com o piloto. Confirmou apenas a permanência do militar no sítio, à espera dos peritos.


Corretor de imóveis e ligado ao engenheiro, José Valdo disse ter chamado socorro. Acionou bombeiros, ambulâncias do Samu e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).


Ele presenciou o resgate e endossou a versão do jovem que viu o resgate da colina. “Quando cheguei, o helicóptero já estava emborcado. Mas os funcionários disseram que a aeronave chegou a pousar e, quando todo mundo estava descendo, ela subiu e tombou. Foi quando decepou a perna”.


Segundo Valdo, o piloto estava a bordo do helicóptero no momento do acidente. Com base em depoimentos de funcionários da reserva ambiental, o jovem afirmou o contrário. Conforme ele, o militar teria descido da aeronave pouco antes do empresário e deixado-a ligada.


José Carlos foi submetido, ainda ontem, a uma cirurgia de seis horas no Hospital São Mateus. Não foi possível o reimplante da perna direita. Um dos dedos do pé esquerdo, que também foi decepado no acidente, foi recuperado. O engenheiro passa bem e está em observação na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital, onde permanecerá por, pelo menos, 72 horas.

 

ENTENDA A NOTÍCIA

 

O POVO apurou que os primeiros socorros foram feitos pelo veterinário da propriedade, que conseguiu estancar o sangramento. A transferência do engenheiro José Carlos Pontes para Fortaleza demorou uma hora e meia para ocorrer.


Saiba mais

 

No IJF, o empresário José Carlos Pontes foi recepcionado pelo ex-senador Tasso Jereissati, pelo

secretário de segurança pública, coronel Francisco Bezerra, e pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho.

 

Ele chegou ao IJF por volta das 13 horas. Lá, também desembarcou em outro helicóptero a esposa de José Carlos, Denise Pontes. Muito abalada, ela acabou sendo internada.

 

Segundo o subtenente Alexandre Barroso, a Polícia Civil iria ao sítio ainda na noite de ontem para investigar o acidente. Conforme ele, amanhã representantes da Agência Nacional de Aviação Civil se deslocarão ao local para também averiguar o caso.

 

Em nota, o Grupo Marquise disse que “o helicóptero que transportava o empresário José Carlos Pontes tombou quando já se encontrava em solo, após o pouso. Em decorrência do acidente, o empresário será submetido a cirurgia, mas não corre perigo de vida. Todos os demais ocupantes do helicóptero foram prontamente atendidos e também passam bem. Desde já, a família agradece a preocupação de toda a comunidade cearense.”

Bruno de Castro brunobrito@opovo.com.br
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annira cortez 01/06/2013 18:03
O Povo sabe dizer o nome do veterinário que prestou os primeiros socorros?
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Anônimo 31/05/2013 14:15
"O jovem". Que jovem foi este relatado na matéria? Uma pessoa que não quis se identificar. Deveria estar escrito então. E dizer que o empresário foi "recepcionado" pelo Tasso Jereissati no hospital. Recepcionado? Totalmente inapropriado o uso desse termo. O texto deveria ser mais
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Kleber 31/05/2013 14:09
ATERRIZOU?! é AterriSSou estagiário!!!
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Alaercio Flor 31/05/2013 11:54
Nossos sentimentos de solidariedade aos que foram vítimas do fatídico acontecimento e graças a deus vidas foram salvas graças a açao imediata dos socorristas,e a perícia do piloto.
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paulo 31/05/2013 11:28
Apenas um detalhe para reflexão: Porque um oficial da Polícia Militar do Ceará estava pilotando a aeronave ao invés de um piloto civil? Com a palavra as autoridades da "anorexa" Segurança Pública do Ceará.
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