Fraudes 13/12/2012

Presos 52 suspeitos da venda de vagas para Medicina

Uma classificação era comercializada por até R$ 80 mil. As quadrilhas chegavam arrecadar até R$ 400 mil. Médico de Goiânia é um dos presos. Entre as universidades atingidas em 11 estados está a PUC de Campinas (SP)
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A Polícia Federal (PF) prendeu ontem 52 suspeitos de participar de sete quadrilhas que fraudaram 54 vestibulares para cursos de Medicina em 38 faculdades privadas espalhadas por 11 estados, além do Distrito Federal, em 18 meses. Cerca de mil candidatos tentaram se beneficiar da fraude no período e pelo menos 10 conseguiram vaga em uma das instituições. Na ação, intitulada Operação Calouro, a PF conseguiu identificar todos os líderes das sete organizações criminosas, que chegavam a cobrar até R$ 80 mil por vaga.

 

Uma delas operava o esquema há mais de 20 anos. Em cada vestibular, as quadrilhas chegavam arrecadar até R$ 400 mil. A fraude nos exames de Medicina inclui instituições paulistas, entre elas a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), a Universidade Anhembi Morumbi (SP) e a Universidade Nove de Julho (Uninove). Entre as prisões efetuadas, quatro foram em São Paulo.


A ação, no entanto, seria apenas a ponta do iceberg. Há indícios de que as organizações tenham atuado em exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), concursos públicos e em vestibulares tão concorridos quanto de Medicina. Foi o que afirmou o delegado da PF, Leonardo Damasceno, chefe do Núcleo de Inteligência policial na Superintendência do Espírito Santo, onde a operação foi deflagrada.


De acordo com Damasceno, todas as faculdades envolvidas foram vítimas do golpe e colaboraram com as investigações. Em média, cada instituição registrou 20 testes suspeitos de fraude em seus concursos no período. O pagamento do valor combinado dependia da aprovação do aluno. A operação identificou a fraude em pelo menos uma universidade pública. A quadrilha tentou, sem sucesso, burlar o processo seletivo do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).


Faltam indícios de fraude em universidades federais e nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A maioria das prisões ocorreu em Goiás, 28, que concentra seis das sete quadrilhas, e em Minas Gerais, 15, onde atuava a outra organização. Como se fosse um segmento regular do mercado, os grupos interagiam entre si, compartilhavam experiências bem-sucedidas e praticavam um tipo de “concorrência amistosa”, segundo definiu o delegado. Entre os presos está o médico goiano Luciano de Souza Cançado, de 38 anos, que já havia sido preso e solto anteriormente durante a Operação Arcano da PF realizada em março deste ano. (das agências de notícias)

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


Operação Calouro, da PF, cumpriu mais de 50mandados de prisão contra esquema de fraude em vestibular para Medicina. Os crimes eram cometidos eletronicamente ou através de inscritos com documentação falsa.

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espaço do leitor
FM 28/02/2013 12:42
segundo a Presidente Dilma seria facilitado a entrada de pessoas com baixa renda nos cursos de medicina retirando este cursos da elite, mais o que podemos ver é que ainda não foi feito nada por parte do governo. Pagar 80 mil reais isto é um absurdo.
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bb 28/01/2013 12:30
eu compro
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Alaércio Flor 13/12/2012 18:40
Ninguém comenta,silencio total...Por que,heim?
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