Poesia 10/03/2014 - 17h23

Alto da Paz

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Alto da Paz


José Soares

Do alto
Não há paz.
Cidades espremidas apontam para o céu
Muros, vidros, cercas, carros blindados...
Nossa Cidade
Cada vez mais Forte
Cada vez mais violenta.

Do alto
Não há paz.
Só um Choque entre balas e pedras
Uma raiva despejada
Casas sem cor,
Homens de cores esquecidas
E a Cidade
Cada vez mais Forte.


A força legitima a violência do porvir
Máquinas removendo o tempo
Vidas dismilinguidas
Negros, pobres, favelados... em troncos
Pagando a raiva mediana tributada
Soluções de políticas mascaradas
Em corpos marginalizados

- quinta capital mais desigual do mundo –
Cada vez mais violenta

- seis por cento da população detêm
vinte por cento de sua riqueza –
Cada vez mais Fortes

- nas vitrines da cidade, opções de felicidade –
Cada vez mais violentos


Mas
Do alto
Não há paz
E especulação não constrói laços
Por que então o alto?
Da paz
Cada vez mais forte.

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